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quinta-feira, 18 de abril de 2024

Guia da menopausa


 Guia da menopausa

Consultamos um time de médicos para tirar as dúvidas das mulheres sobre as causas, os sintomas e os principais tratamentos desse temido (e superável!) estágio


Por Pamela Cristina Leme


Não dá para escapar: a menopausa é uma fase natural pelo qual todas as mulheres vão passar. Ela representa a parada de funcionamento dos ovários. Eles deixam de produzir dois hormônios importantes para a saúda feminina, o estrógeno e a progesterona, é declarada quando a mulher completou um ano inteiro sem menstruar e chega, hoje em dia, por volta dos 45 e dos 55 anos de idade - embora algumas delas entrem na menopausa a partir dos 40 sem que isso seja um problema.


É verdade que nessa fase a ala feminina precisa conviver com uma série de sintomas nada agradáveis. Em maior ou menor intensidade, elas precisam lidar com ondas de calor, suores noturnos, insônia, falta de libido, irritabilidade, ressencamento vaginal, dor durante o sexo, diminuição da concentração e da memória e, por essas e outras, pode até ter depressão. Haja paciência! Mas se procurarem tratamento e se tiverem buscado qualidade de vida antes de chegar nesse período, dá sim para espantar todo drama que muita gente faz sobre o assunto. Afinal, a menopausa também é uma chance de repensar prioridades, corrigir algumas falhas e seguir fortalecida.


Pensando em tudo isso, o Guia da Semana reuniu um time de médicos e formulou 15 perguntas para explicar um pouco mais sobre esse (outro) momento só delas.


1. Que exames são recomendados para quem está entrando na menopausa?

Um exame clínico, com análise dos sintomas, junto com o seu médico. Além disso, dosagem hormonal com a contagem de colesterol e uma glicemia sanguínea. A mamografia deve ser anual depois dos 50 anos e não se pode esquecer o papanicolau. A densitometria óssea já pode ser feita, já que nessa fase há perda óssea.


2. A menopausa pode levar à depressão? Como?

Como a administração de estrogênio acaba atrapalhando a atividade da serotonina (substância cerebral relacionada ao bem-estar) e de diversos outros neurotransmissores do Sistema Nervoso Central, as mulheres sofrem alterações significativas de humor (particularmente tristeza, fadiga, desânimo, ansiedade e irritação). Elas ainda precisam lidar com um momento da vida em que passam por situações estressantes, como divórcio, viuvez, preocupações com o próprio futuro, além de conflitos com a auto-imagem. Em casos de intensa baixa auto-estima por todos esses fatores, é indicado procurar imediatamente a orientação de um psiquiatra para saber se tem depressão.


3. Como a menopausa afeta a vida sexual da mulher e como superar esse problema?

A mulher nota ligeiras diferenças na região genital, como prurido leve, menos lubrificação e desconforto durante a relação sexual. Como se não bastasse, outros sintomas desse período, como sudorese noturna, dificuldade com o sono e diminuição da auto-estima podem contribuir para piorar uma libido já diminuída. Esse problema pode ser minimizado com a manutenção de um corpo saudável, maior concentração nas carícias preliminares, prática de fantasias sexuais, além de exercícios focalizados nas sensações e no estímulo sexual. Uso de lubrificantes ou de hormônios também são válidos.


4. Por que, durante a menopausa, a mulher sofre com alterações na distribuição da gordura corporal e como ela pode resolver esse problema?

O declínio no nível dos hormônios femininos provoca uma mudança nas formas do corpo, com maior acúmulo de gorduras na região da cintura do que no quadril e nas nádegas. E embora seja importante se habituar às modificações da idade, os médicos aconselham a não deixar que isso fique fora do controle (devido à elevação nos riscos de doenças cardíacas, hipertensão e alguns tipos de câncer). Uma maneira eficaz e segura de perder peso e manter as formas é fazer algumas mudanças nos hábitos alimentares, com preferência por alimentos menos calóricos, juntamente com um aumento no nível de atividades físicas.


5. Quais são os principais problemas dermatológicos que ela sofre e como atenuá-los?

A pele torna-se mais fina e seca, com perda de elasticidade e flexibilidade. Há um maior surgimento de rugas, vincos e microvarizes (pequenos vasos que se rompem com facilidade), os cabelos podem ficar mais ásperos e finos e as unhas também mais ásperas. Com as mudanças hormonais, ainda pode haver aumento de acne e penugem no rosto. A principal dica para atenuar essas mudanças e proteger-se de doenças da pele é alimentar-se corretamente, com líquidos para hidratação do corpo e da pele, frutas e legumes (fonte de minerais, vitaminas e antioxidantes), derivados da soja (fitohormônios), fibras e peixes ricos em ácidos graxos ômega-3 (salmão, sardinha e cavalinha). Cuidados específicos podem ser tomados com a orientação de um dermatologista e o uso de filtro solar é sempre indicado. Outro procedimento importante é não fumar. O cigarro influi de forma drástica na qualidade da pele.


6. É importante que as mulheres pratiquem exercícios físicos nesse período e quais atividades são mais indicadas?

É fundamental! O hormônio feminino estrógeno é um grande protetor dos ossos. Com a queda significativa no nível desse aliado, as mulheres perdem a proteção natural que tinham antes da menopausa. Além disso, as atividades físicas são importantes para o coração - vale lembrar que o metabolismo das gorduras também se altera nessa fase. Por isso, os médicos indicam a busca tanto de exercícios aeróbicos (caminhada ou bicicleta, por exemplo) quanto dos musculares (para atenuar a perda da massa magra do corpo). Faça pelo menos uma hora de atividades físicas por dia e, se possível, experimente também atividades relaxantes como ioga e pilates, para amenizar as alterações de humor.


7. Por que a menopausa desencadeia ou piora a incontinência urinária? Como reverter esse quadro?

Isso acontece devido ao afinamento do revestimento da região genital, da uretra e da bexiga, além do gradual enfraquecimento da musculatura pélvica que ocorre com a queda dos hormônios femininos e com o passar dos anos. Há diferentes alternativas para tratar a incontinência urinária a depender do caso, como prática de exercícios específicos, fisioterapia, estimulação elétrica, utilização de medicamentos ou cirurgia.

  

 

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