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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Para 24% das brasileiras, o sexo ainda é um tabu, revela pesquisa

 


A informação é de um estudo promovido pela Miess Sex Shop


A sexualidade é uma parte profundamente pessoal e natural da vida humana, mas as percepções sociais em torno dela continuam a variar entre as culturas. Segundo a pesquisa “Prazer sexual! Você sabe o que é isso?”, organizada pela Miess Sex Shop, 24% dos brasileiros ainda rotulam o sexo como um ato pecaminoso.  


Em muitas tradições religiosas conservadoras, o sexo é muitas vezes considerado pecaminoso quando praticado fora dos limites do casamento e para fins puramente prazerosos. 


Essa perspectiva decorre da ideia de que o sexo deve ser apenas para procriação e dentro dos limites de um relacionamento monogâmico. A noção de pecado original, presente em alguns ensinamentos religiosos, contribui ainda mais para a visão de que a sexualidade humana é inerentemente pecaminosa ou impura. 


Apesar disso, há quem não pense dessa forma. De acordo com o estudo feito pela Miess, 10,19% das pessoas afirmam que mudaram de opinião sobre o assunto e 5% tiraram essa ideia da cabeça a partir da mudança de suas crenças religiosas.


Sexo como pecado: uma concepção histórica


A percepção do sexo como pecaminoso no Brasil remonta à sua história profundamente influenciada pelo catolicismo. O predomínio do catolicismo no país incutiu fortes valores morais e religiosos, onde se enfatiza a abstinência antes do casamento e a fidelidade dentro do casamento. Essas normas culturais e religiosas contribuíram para a percepção do sexo como um assunto tabu ou moralmente errado, muitas vezes associado à culpa e à vergonha. 


Apesar da crescente secularização e do surgimento de interpretações religiosas mais liberais, os valores religiosos tradicionais ainda dominam uma parcela significativa da população.

 


Por que sexo ainda é considerado tabu?


O termo “sexo” está no ranking dos mais buscados na internet. De acordo com a plataforma de marketing digital SemRush, a palavra movimenta mais de 1 milhão de buscas mensais no Brasil. Isso só confirma a natureza curiosa do ser humano sobre este assunto. 


Não importa a idade, seus olhos sempre vão captar rapidamente a palavra no meio de um texto qualquer. Mas por que temos tanta curiosidade sobre o assunto? 


Especialistas afirmam que a curiosidade pelo ato sexual é mais normal do que imaginamos, afinal, os humanos foram criados para reproduzir e já nasceram condicionados ao sexo. Assim, é natural que tenhamos tanto interesse no assunto. 


Mas, apesar da curiosidade e dos avanços feitos ao longo do tempo no que diz respeito à abertura e aceitação, o tema ainda é visto como um tabu por muitos.  


Vários fatores contribuem para o estigma contínuo em torno do sexo. Em primeiro lugar, as influências históricas e culturais enraizaram crenças e normas em relação à sexualidade, muitas vezes associando-a à vergonha, sigilo e imoralidade. A religião, com suas diversas doutrinas e interpretações, desempenhou um papel significativo na formação de atitudes sociais em relação ao sexo. 


Além disso, a falta de educação sexual abrangente e inclusiva em muitas regiões perpetua o tabu, pois prevalece a ignorância e a desinformação. O medo do julgamento, a pressão social para se conformar e as preocupações com a privacidade e os limites pessoais contribuem ainda mais para o desconforto em torno das discussões sobre sexo. 


Quais tabus sexuais ainda existem?


Vários tabus sexuais importantes ainda persistem na sociedade, apesar dos avanços nas atitudes e na conscientização social. Esses tabus podem ser categorizados em vários tópicos, como você vê abaixo.


Sexo é coisa de homem


Esse é um dos tabus mais antigos, ao mesmo tempo em que é o que traça seu caminho para o esquecimento também com maior velocidade. A exclusividade masculina quanto ao gosto por sexo já não faz sentido para a larga maioria da população mundial. Já é sabido que essa foi uma construção cultural que objetivava manter as mulheres submissas e sob controle.


 


Não há nem nunca houve qualquer indício científico que aponte que a apatia em relação ao sexo tenha qualquer relação com o gênero da pessoa. Em regra, toda pessoa adulta e saudável tem interesse, desejo e atração sexual, sendo plenamente capaz (e merecedora) de aproveitar o prazer no sexo.


Sexualidade e envelhecimento


Os desejos e necessidades sexuais dos adultos mais velhos são frequentemente negligenciados ou descartados, levando a um tabu em torno de discutir e reconhecer suas vidas sexuais. O preconceito de idade e os estereótipos sociais contribuem para a marginalização das experiências sexuais dos idosos e dificultam seu acesso a cuidados de saúde sexuais adequados.


Sexo é sujo


Em uma de suas citações mais famosas, o cineasta Woody Allen brinca que sexo bom é sexo sujo, se referenciando aos fluidos corporais. Porém, não há nada de sujo nas secreções que saem do pênis e da vagina, ambas servem para ajudar na lubrificação, diminuindo o atrito durante a atividade sexual.  


Somente em casos de infecções os órgãos genitais vão apresentar mau cheiro, ardências ou coceiras, sendo importante, nessas situações, realizar uma consulta com um médico para obter um diagnóstico preciso sobre esses sintomas.


Sexo oral se faz sem camisinha


Um levantamento realizado na Universidade do Pacífico, na Inglaterra, mostrou que a prática ainda é cercada de mitos entre os jovens. Mas, o maior tabu e, talvez o mais nocivo, é de que as atividades realizadas com a boca, língua e lábios não requer o uso de preservativos.  


Infecções como herpes e HPV podem passar da boca para os genitais, e vice-versa. 


Masturbação feminina e orgasmo

Na internet, os resultados de pesquisas sobre masturbação feminina são, em sua maioria, pornográficos. Enquanto isso, os relacionados à prática masculina tendem a ser mais informativos. 


A nível mundial, as mulheres, sempre tiveram a masturbação como uma tarefa pendente. A prática é encarada de forma diferente entre homens e mulheres e, portanto, por várias questões, muitas nunca nem conseguiram chegar ao clímax.  


Pesquisas apontam que 3 em cada 10 brasileiras nunca tiveram um orgasmo e, no mundo,  80% das mulheres têm dificuldade para atingir o clímax na relação sexual.


Como quebrar tabus sexuais: educação e informação


Esforços para desafiar a percepção do sexo como pecaminoso ganharam força no Brasil. Programas de educação sexual e grupos de defesa têm trabalhado para promover uma compreensão saudável e informada da sexualidade. Além disso, outras formas de quebrar os tabus do sexo são: 


Educação sexual abrangente: é essencial implementar uma educação sexual abrangente nas escolas e comunidades. Essa educação deve incluir informações precisas sobre saúde sexual, consentimento, questões LGBTQ+ e diversas práticas sexuais;


Reformas legais e direitos humanos: defender reformas legais que protejam os direitos sexuais e abordem a discriminação também é importante. Isso inclui descriminalizar atividades sexuais adultas consensuais e garantir o acesso a cuidados de saúde sexual abrangentes, incluindo direitos e serviços reprodutivos.


Diversidade cultural: enfatizar a sensibilidade cultural nas discussões e educação sobre sexo ajuda a criar um ambiente mais inclusivo, garantindo que diversas práticas e crenças sejam compreendidas e aceitas sem julgamento. 


Estas iniciativas visam capacitar os indivíduos com conhecimento, incentivando-os a fazer escolhas informadas e promover uma atitude positiva e respeitosa em relação ao sexo.


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