Além dos entraves judiciais que ameaçam a permanência das barracas de praia na Orla de Salvador, agora o mar mostra toda sua fúria e põe em risco cerca de 14 pontos comerciais localizados na Praia de Placafor, e todos eles podem ser sugados pela maré. Ontem, mais calmos depois do susto do último domingo, quando parte da alvenaria que já vinha ameaçando cair desde quinta-feira, desabou comprometendo seriamente a última barraca do trecho, os comerciantes disseram que, se não for feita uma obra de imediato, as ondas vão destruir todo o comércio local. Durante toda a manhã de ontem, ninguém se arriscou a entrar no mar que, segundo os técnicos da Salvamar, deverá permanecer perigoso e portanto, impróprio para o banho durante todo o mês de junho. Conforme o encarregado da salvamento e resgate, Pedro Boamorte, o trecho entre o Jardim de Alah e a Praia de Aleluia deve ser evitado pelos banhistas. “Quem for à praia e achar o mar irresistível para um banho, deve procurar fazer isso nas proximidades de um posto de salva-vidas e depois de receber orientações quanto aos riscos que está correndo. Mas o melhor a se fazer é não tomar banho de mar”, orienta. Desde sexta-feira, que o mar vem ameaçando invadir as barracas protegidas apenas por uma alvenaria já comprometida há dois anos e só não desabou antes porque foi feita pelos comerciantes uma contenção com sacos de areia, mas no final de semana, o mar que já vinha demonstrando sua força fez um enorme buraco na frente da Barraca Traíra. O proprietário, Agnaldo Cabral informou que desde 2005 vem tentando conseguir junto com a Superintendência de Urbanização da Capital (Surcap) obras para recuperação da alvenaria, mas segundo ele, todo seu esforço até agora foi em vão. “A Surcap tem registrado minha reclamação e todas as minhas visitas ao órgão para obter uma posição. Eles vieram até aqui fizeram o orçamento, mas tudo não passou de promessas”, desabafou Agnaldo. A alvenaria foi construída em 2003, mas não fizeram o “roncamento” – proteção de pedras na parte inferior da contenção que só foi feita em parte da obra-. De acordo com Agnaldo se assim fosse, as obras feitas pela prefeitura teriam uma durabilidade maior. O mesmo drama é vivido pela vizinha de Agnaldo. Jaciara Silva que há 23 anos tem a Barraca do Primo. “Aqui nós pagamos impostos altos, somente no mês passado paguei R$ 4 mil, meu recibo de luz não vem menos que R$ 700. Mas infelizmente temos que trabalhar nessas condições sem infra-estrutura, já perdemos muita clientela por conta dos problemas dessa alvenaria. Ninguém quer se arriscar a se divertir numa barraca que pode ser tragada por um buraco a qualquer momento”, destacou.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Fúria do mar ameaça 14 barracas e está perto do asfalto em Placafor
Assinar:
Postar comentários
(
Atom
)
0 comentários :
Postar um comentário