Para o delegado Luciano Patrício, exonerado nesta terça-feira (3) do cargo de diretor da Penitenciária Lemos Brito (PLB), as atividades do traficante Genilson Lino da Silva, o “Perna”, não são novidade. Patrício revelou ter informações de que, de dentro do presídio, o traficante negociava 400kg de cocaína por mês, o equivalente a 40% do volume de tráfico no estado. De lá, “Perna” também ordenava assaltos e assassinatos. Patrício aponta a corrupção de agentes penitenciários e policiais militares como o principal fator facilitador para a entrada de armas, drogas e dinheiro nas celas. Em um ano à frente da Lemos Brito, o ex-diretor garante nunca ter encontrado armas ou grandes quantidades de dinheiro. Anteontem, a Operação Big Bang, deflagrada pelas polícias Civil e Militar, em conjunto com o Ministério Público, encontrou R$280 mil, seis celulares, drogas e duas pistolas na cela do homem apontado como principal traficante do estado. Patrício confirma que já planejava deixar o cargo. Mas ele considera que sua exoneração, um dia após a Operação Big Bang, foi um ato político: “Estou me sentindo um boi de piranha”. Ontem, o ex-diretor foi impedido de receber a imprensa no presídio. “Estou exonerado, cachorro morto qualquer um chuta”, desabafou ele, que atendeu os repórteres a bordo de seu próprio carro, quando se dirigia a uma consulta médica.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
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