
Cartazes, pedidos de justiça, lágrimas, conflito com o Batalhão de Choque da Polícia Militar e muito congestionamento. Este foi o cenário da manifestação de quase 200 moradores de Mussurunga I que fecharam as duas vias da Avenida Paralela, proximidades do Parque de Exposições, na manhã desta segunda-feira, para pedir a punição dos responsáveis pela chacina que vitimou sete trabalhadores, na noite de sábado, na Rua da Adutora.
A movimentação durou uma hora e meia e provocou um engarrafamento de cerca de seis quilômetros até a entrada da Avenida Pinto de Aguiar. O protesto só acabou quando o comandante da 49ª Companhia Independente da PM (CIPM de São Cristóvão), major Ricardo Guimarães, intermediou uma reunião de uma comissão de moradores com o secretário de segurança pública, César Nunes, ocorrida por volta das 17 horas.
Manifestação – Apesar de pré-marcada para as 16 horas, moradores começaram a fechar as duas pistas por volta das 13, após chegarem do sepultamento das vítimas Gesildo Nascimento Oliveira, 45 anos, porteiro, e Luís Carlos da Silva Conceição, 28. Imbuídos do sofrimento dos dois últimos enterros das vítimas do ataque, eles atearam fogo em pneus, pintaram a pista com o pedido de Justiça e o desenho de sete bonecos que simbolizavam os jovens trabalhadores mortos.
Os primeiros vinte minutos do protesto foram tensos: Um policial do Batalhão de Choque tentou retirar os manifestantes da via na marra. Aos gritos e xingamentos, empurrou uma senhora que se negou a deixar a pista e chegou a cair.
Ao ver as equipes de reportagem, o militar recuou. O protesto durou uma hora e meia e foi acompanhado por, além de policiais do Batalhão de Choque, agentes da Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET), que após muita negociação conseguiram liberar uma das pistas.
“O mais irônico é que mandaram para intermediar o fim do protesto justamente o major da companhia que deveria fazer a segurança da área e não faz”, reclamou o morador, César Pereira Bispo, 26 anos.
O major se defendeu: “Assumi a unidade há dois meses e estávamos começando fazer um levantamento da área. Já tínhamos, inclusive, realizado uma reunião com o grupo comunitário do bairro no dia anterior as mortes”. A dor parece ter encorajado os familiares das vítimas, que não mais escondiam os rostos na manifestação.
“Estão vendo aqui no colo? É a filha de meu irmão. Ele era louco por essa criança e agora ela vai crescer sem um pai”, esbravejou a irmã da vítima Evanildo Nascimento, 28, Maria Lúcia, 22 anos. Atrás dela, uma menina de 12 anos, que enxugava as lágrimas, resignada exibia o cartaz: “Ele era meu tio e eu o amava”.
A movimentação durou uma hora e meia e provocou um engarrafamento de cerca de seis quilômetros até a entrada da Avenida Pinto de Aguiar. O protesto só acabou quando o comandante da 49ª Companhia Independente da PM (CIPM de São Cristóvão), major Ricardo Guimarães, intermediou uma reunião de uma comissão de moradores com o secretário de segurança pública, César Nunes, ocorrida por volta das 17 horas.
Manifestação – Apesar de pré-marcada para as 16 horas, moradores começaram a fechar as duas pistas por volta das 13, após chegarem do sepultamento das vítimas Gesildo Nascimento Oliveira, 45 anos, porteiro, e Luís Carlos da Silva Conceição, 28. Imbuídos do sofrimento dos dois últimos enterros das vítimas do ataque, eles atearam fogo em pneus, pintaram a pista com o pedido de Justiça e o desenho de sete bonecos que simbolizavam os jovens trabalhadores mortos.
Os primeiros vinte minutos do protesto foram tensos: Um policial do Batalhão de Choque tentou retirar os manifestantes da via na marra. Aos gritos e xingamentos, empurrou uma senhora que se negou a deixar a pista e chegou a cair.
Ao ver as equipes de reportagem, o militar recuou. O protesto durou uma hora e meia e foi acompanhado por, além de policiais do Batalhão de Choque, agentes da Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET), que após muita negociação conseguiram liberar uma das pistas.
“O mais irônico é que mandaram para intermediar o fim do protesto justamente o major da companhia que deveria fazer a segurança da área e não faz”, reclamou o morador, César Pereira Bispo, 26 anos.
O major se defendeu: “Assumi a unidade há dois meses e estávamos começando fazer um levantamento da área. Já tínhamos, inclusive, realizado uma reunião com o grupo comunitário do bairro no dia anterior as mortes”. A dor parece ter encorajado os familiares das vítimas, que não mais escondiam os rostos na manifestação.
“Estão vendo aqui no colo? É a filha de meu irmão. Ele era louco por essa criança e agora ela vai crescer sem um pai”, esbravejou a irmã da vítima Evanildo Nascimento, 28, Maria Lúcia, 22 anos. Atrás dela, uma menina de 12 anos, que enxugava as lágrimas, resignada exibia o cartaz: “Ele era meu tio e eu o amava”.
*Fonte atarde
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