Famosa dançarina de pagode, a travesti Léo Kret diz que se candidatou porque o povo pediu.
Depois de ter perdido cetro, coroa, trono e rainhas para um rei magricelo no Carnaval deste ano – Clarindo Silva, dono da Cantina da Lula, bar no Pelourinho –, o Momo Gordo, Edgard Passos Pereira, 45 anos, indignou-se e decidiu concorrer a uma vaga para vereador na Câmara Municipal de Salvador pelo PR. “Eu fui injustiçado. Agora quero vencer para ajudar quem, como eu, é artista e não tem vez”, diz ele, que já está perambulando pelas ruas, vestido de Momo e verbalizando seu slogan por toda a parte: “Devolvam minha coroa!”. Seu nome de urna, só para não deixar passar o episódio, será Rei Gordo. Ele é apenas um de dezenas de candidatos com nomes, vestimentas ou trejeitos excêntricos que concorrem a uma das 41 vagas na vereança da capital baiana.
Edgard até hoje não engoliu o fato de ter sido derrotado por um magro, justamente numa das poucas competições em que o preconceito social contra os gordos não leva vantagem. Pelo menos não levava. “Carnaval e política são a minha cachaça”, revela ele, que é filiado ao PR (antigo PL) há mais de três anos. Rei Gordo faz planos para o caso de ser eleito. “Criarei uma lei para que as fanfarras e bandas sejam entidades de utilidade pública para que possam receber recursos para se manterem, porque ninguém as financia”, diz. Se levar a cabo sua idéia, com certeza, até fanfarra que não existe passará a ser conhecida. Mas seus planos vão além. Homossexual assumido, pretende levaOpções dentar bandeira em favor das comunidades de gays, lésbicas e travestis.
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