Mais de 250 pingüins já foram recolhidos pelo Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), desde o dia 17 desse mês, e desses, 60 morreram até a manhã de ontem. Nunca se viu tantos pingüins nadarem até tão longe. A sede do IMA, em Pituaçu, transformou-se em um autêntico hospital para pinguim. As aves chegam até a costa brasileira ao migrarem do Estreito de Magalhães, na Patagônia, na tentativa de conseguirem alimentos. Provavelmente em conseqüência do aquecimento global e do fenômeno La Niña – a junção das correntes quente e fria – influenciando na meteorologia e na dinâmica das correntes marítimas, dessa forma os jovens animais se perdem do grupo e são levados para a costa. De acordo com especialistas, não é comum esses animais silvestres, aparecerem em grande quantidade, principalmente no litoral baiano – percorrendo mais de 10 mil quilômetros. Segundo eles, quando estão em viajem, essas aves descansam sobre as pedras no meio do mar, aparecem na praia apenas quando não suportam mais nadar e deixam ser levadas pela força das correntezas. Mas esse cansaço acontece por diversos motivos, principalmente em conseqüência das mudanças climáticas.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
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