
A cada dia é mais freqüente o aumento do número de pessoas que fazem suas refeições nos restaurantes Prato do Povo. A procura é tanta que, na unidade do Comércio, por exemplo, a partir do meio dia a fila é tão gigantesca que dificulta até o tráfego de pedestres na área. Antonio Carlos da Silva, 45 anos, é motorista de táxi e sempre que passa pela região almoça no Prato do Povo. “Gosto de comer aqui. O valor é bem barato e a alimentação de boa qualidade e há uma nutricionista que não deixa a comida ficar muito salgada nem o suco muito doce. Como sou hipertenso sei que estou comendo uma refeição saudável e barata”, diz. O exemplo de Antonio Carlos é interessante: ele chega a ganhar R$ 1,2 mil por mês e a sua presença no restaurante indica um fato curioso que tem chamado a atenção: a presença cada vez mais intensa de pessoas da classe C, que por conveniência financeira encontra nos Restaurantes Populares um local para se alimentar a preço irrisório. Segundo um ambulante que é frequentador assíduo do Prato do Poo, a qualidade e quantidade da comida caíram bastante, a falta de higiêne nos banheiros deixa a desejar, mas ainda é a opção para quem não tem emprego fixo e ganha pouco.
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