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quinta-feira, 25 de março de 2010

Ano de festa para intelectuais bainaos‏

Fundada pela articuladora política e educadora Amabília Almeida, a instituição que surgiu na contramão da ditadura militar foi responsável pela primeira formação de herdeiros de famílias de prestígio da

sociedade baiana como Solange e Edvaldo Boaventura, Lia e Silvio Robatto, Bárbara e Raimundo Valadares, Adilson e Mary Sampaio, entre outros. Um animado burburinho contagiou o sossegado bairro da Vila Laura na manhã da última segunda-feira (15). A educadora e principal articuladora das lutas em prol da mulher e da educação, Amabília Almeida, celebrou, junto com sua equipe, as quatro décadas e meia de existência da Escola Experimental - primeira instituição de ensino privado da Bahia pautado na concepção construtivista. Mais de 200 crianças, além de pais e vizinhos, participaram da festa que teve direito a bolo de quatro metros e meio, 45 segundos de fogos de artifício e muita música comandada por um grupo de fanfarra.
Entre os convidados especiais que foram prestigiar a ocasião estavam o arquiteto Ari Pena Costa e o engenheiro e militante do Partido Comunista do Brasil, Luis Fernando Contreiras de Almeida, companheiro de lutas e de vida de Amabília. Os dois foram responsáveis pelas bases estruturais da escola que nasceu em plena ditadura militar com uma proposta de inovação. “Lançar a Experimental, para todos os envolvidos naquela época, era mais que fundar uma escola. Era um programa estratégico de sobrevivência intelectual”, afirma Ari, emocionando diante da platéia de pequenos aprendizes da instituição.



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O projeto Experimental surgiu como resposta as perseguições e privações empreendidas pela política de exceção do governo de 1964. Dedicada ao ensino público e militante ativa em defesa da educação, a professora discípula do mestre Anísio Teixeira, Amabília Almeida, foi exonerada de suas atividades por ser considerada uma ameaça ao regime. “Como muitos brasileiros, sofri perseguição política e fui cerceada, tendo meus direitos cassados”, conclui.
Afastada de sua profissão, mas não de sua vocação, Amabília reagiu. “Parei e pensei: ‘Vou dar a volta por cima. Não vai ser essa quartelada que vai me derrotar’. Não posso ter uma função pública, mas nada me impede de ter uma atividade particular. O que sei fazer é ensinar”, explica. E de uma profusão de ideias e ideais, a educadora uniu forças com outras professoras, companheiras de convicções, Celi Fontes e Solange Fontes, para criar a Escola Experimental.
Firmou-se um conceito de educação infantil pautado na valorização do plural e da construção do conhecimento a partir de práticas sócio-interacionistas. Entre os que compraram o projeto estão nomes como Iraci Picanço, Lia e Silvio Robatto, Dulce e Romélio Aquino, Heloisa e Jamison Pedra, Bárbara e Raimundo Valadares, Adilson e Mary Sampaio, Maestro Widmer, Alexinete e Remi de Souza, Solange e Edvaldo Boaventura, Consuelo Pondé de Sena, entre outros que buscavam a Experimental porque “queriam o melhor para os seus filhos”. Foto Amabília Almeira e Luis Fernando Contreiras cred. Erick Ted


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