Uma parceria do Neojibá com a Brasil Classical, que promove a divulgação da música clássica brasileira nos Estados Unidos será celebrada hoje, 20 de abril, às 20 20 horas, durante o segundo concerto da temporada da Orquestra Juvenil 2 de Julho (J2J) no Teatro Castro Alves (TCA). A Brasil Classical é uma organização sediada em Miami e Nova York, fundada e dirigida pela pianista mineira Simone Leitão em 2009, que promove a música classica brasileira nos Estados Unidos, através de concertos com destaque para intérpretes e repertório brasileiros. “A Brasil Classical apoia outros programas de formação musical no país, mas seus organizadores sabem que o Neojibá é o único a nível governamental no Brasil que replica integralmente a metodologia do El Sistema, programa de orquestras juvenis e infantis da Venezuela que hoje é uma referência mundial”, declara a Coordenadora de Desenvolvimento Institucional do Neojibá, Beth Ponte.
O projeto da “Brasil Classical” tem a Fundação Inter-Americana de Cultura e Desenvolvimento (ICDF) como um dos seus parceiros, que, através do Banco de Instrumentos Musicais, cuida de comprar instrumentos para projetos sociais. “A organização escolhe projetos de música que se enquadrem na filosofia do FESNOJIV (Sistema Nacional das Orquestras e Coros Juvenis e Infantis da Venezuela) para expandir a música de orquestra. A renda das produções realizadas nos EUA é convertida em instrumentos trazidos para nosso país, onde, geralmente, acontece uma cerimônia de entrega e um concerto”, conta o maestro e produtor da Brasil Classical, Frederico Gouveia. A realização do concerto e o transporte das crianças que assistirão ao Concerto Didático nos mesmo dia às 16h tem apoio da VALE, principal patrocinadora do Brasil Classical.
Esta é a primeira vez que a Bahia tem uma temporada de Orquestra Juvenil. Depois do sucesso do primeiro concerto, apresentado no Dia da Música Clássica (5 de março), as expectativas dos organizadores para o segundo, no dia 20, são as melhores possíveis. No repertório da Orquestra J2J, regida pelo maestro Ricardo Castro, estão confirmados Bernstein (Candide Overture), José Moncayo (Huapango), George Gershwin (Rhapsody in Blue) e Villa-Lobos (Bachianas n° 4). O solo será da pianista Simone Leitão, fundadora e diretora artística da Brasil Classical. Os ingressos vão custar R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
No mesmo dia acontece o primeiro Concerto Didático do ano, às 16h, na sala principal do TCA. Na oportunidade, diversas instituições marcarão presença, e seus alunos e integrantes terão com o apoio da Vale direito a transporte e lanche para assistir à apresentação. Entre as instituições confirmadas estão: APAE, ICEIA, Colégio 2 de Julho, Escola Parque, Comunidade Alto da Sereia, Colégio Manoel Novais, Colégio Militar de Salvador, Associação Pracatum, Projeto Santo Antônio de Música (vindos de Conceição do Coité), Obras Sociais Irmã Dulce (de Simões Filho), Hora da Criança e Projeto Axé. “São apresentações voltadas para o público infanto-juvenil que poderá conhecer a formação de uma orquestra, com explanações sobre os instrumentos e o repertório executado”, afirma o diretor fundador da Orquestra Juvenil 2 de Julho, Ricardo Castro. “A programação do dia 20 está imperdível”, conclui.
Neojibá
Criado em 2007 como um dos programas prioritários do Governo do Estado da Bahia, desenvolvido através da Secretaria de Cultura (Secult), o Neojibá tem por objetivo alcançar a excelência e a integração social por meio da prática coletiva da música. Para isso tem como foco a construção ética e pedagógica da infância e da juventude, mediante a instrução e a prática orquestral, capacitação em ensino musical, novas tecnologias e a reparação de instrumentos musicais. Além de ser uma iniciativa de cunho artístico-cultural, o Neojibá é uma importante ação de formação e capacitação de crianças e adolescentes, com foco na transmissão e multiplicação do conhecimento.
Um dos pilares do Neojibá, o conceito de integração social é mais amplo do que o de inclusão social. No Neojibá, a convivência entre crianças e jovens de diferentes etnias, culturas e classes sociais amplia a visão de mundo, abre perspectivas e desenvolve o senso de cidadania em todos os integrantes. “Tanto alunos de baixa renda quanto aqueles de melhor condição financeira compõem as orquestras formadas pelo Programa e isso é muito positivo”, declara o pianista e fundador do Neojibá, Ricardo Castro.
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