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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bahia deverá ser o segundo estado a ter política de alimentação e nutrição

Pensar a construção de uma política estadual de alimentação e nutrição para a Bahia é o principal objetivo do Seminário Estadual de Alimentação e Nutrição no SUS

– Sistema Único de Saúde, que começou hoje (7) no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), prosseguindo por todo o dia de amanhã (8). Embora a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) exista há dez anos, somente o Rio Grande do Sul dispõe de uma política estadual, e a Bahia deverá ser o segundo estado a traçar sua política, com propostas que serão levadas ao seminário nacional previsto para acontecer no mês de junho, em Brasília. As informações são da nutricionista Cláudia Montal, da área técnica de alimentação e nutrição da Diretoria de Gestão do Cuidado, da Superintendência de Atenção Integral à Saúde (SAIS) da Sesab, Secretaria da Saúde do Estado da Bahia. A superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde, Gisélia Santana Souza, agora também superintendente da SAIS, presidiu o seminário. A cerimônia de abertura também contou com a presença do diretor Geral do Hospital Roberto Santos, Paulo Barbosa, do diretor de Gestão da Rede Própria, Renan Araújo, e do assessor especial da Sesab, Alfredo Boa Sorte. Também participou a vereadora Aladilce Souza, da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. O seminário conta com a participação de professores, estudantes e pesquisadores da área de nutrição de universidades e outros organismos como Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, além do Conselho Estadual de Saúde (CES) e Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (Cosems/Bahia). “Organizamos o seminário com o objetivo de discutir a política nacional e trazer avaliações, ajustes e proposições para a reformulação dessa política. Cada estado está realizando seus seminários e as propostas serão encaminhadas ao evento nacional pelos 4 representantes escolhidos aqui”, disse Montal. Geografia da fome Os representantes do CES e do Cosems, Sílvio Roberto e Joseane Bonfim, destacaram a importância do seminário. “A política de alimentação e nutrição perpassa todo o setor saúde e requer ações intersetoriais. Não é uma coisa simples de ser trabalhada”, disse Joseane. Para a superintendente Gisélia Souza, a discussão sobre o tema é oportuna e urgente. “Saúde é resultado da forma como a sociedade se organiza, e a segurança alimentar é uma coisa complexa: é preciso pensar desde a agricultura, sobre o uso de fertilizantes e agrotóxicos no cultivo, na vigilância sanitária sobre os alimentos e como a população tem acesso a esses alimentos. Nosso papel é fortalecer, dar capacitação técnica e política para a construção da política de segurança alimentar no estado da Bahia e traduzir essa política na melhoria dos indicadores de saúde”, afirmou. O representante do Ministério da Saúde, Dirceu Ditmar Klitzke, apontou três grandes desafios para o fortalecimento do controle social no que se refere à segurança alimentar no âmbito do SUS: a discussão do tema no modelo de atenção à saúde, a questão do financiamento e a questão da participação popular, enquanto Alfredo Boa Sorte, da Sesab, relatou o trabalho desenvolvido pela SAIS, através da Diretoria de Gestão do Cuidado, para desenvolver e fomentar a área de segurança alimentar, com o acompanhamento nutricional das crianças atendidas pelo programa Bolsa Família. “Saímos de uma situação vexatória, aumentando bastante a cobertura alimentar nos municípios”, informou. Expositor do primeiro dos quatro eixos de discussão do seminário, o professor Maurício Lima Barreto, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBa, definiu a situação nutricional no Brasil como constantemente passível de mudanças, de transformações, sendo o reflexo direto de ações diversas no campo econômico, e citou o médico, cientista social, geógrafo e professor pernambucano Josué de Castro, primeiro a traçar um mapa da desnutrição no Brasil e no mundo, autor do clássico “Geografia da fome”. “Ele teve uma visão clarividente e se mantém mais atual do que nunca. Saúde não é só hospital e tratamento, é resultante da organização econômica e social e uma das suas áreas mais importantes é o campo da nutrição”, avaliou. A construção de uma política de alimentação e nutrição na Bahia conta com o apoio da OPAS, dentro do convênio de cooperação técnica mantido entre a instituição e a Sesab, como explica a representante da Organização, Janine Coutinho, e do Unicef. “O Unicef já é parceiro do Governo do Estado e minha proposta é que possamos colocar a questão da alimentação e nutrição na pauta do Pacto Nacional Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semiárido, por ser esta uma área geográfica prioritária mas não contar, ainda, com um esboço de política de segurança alimentar e nutricional”, disse a representante do Unicef no seminário, Vilma Cabral. Eixos temáticos A programação científica do Seminário Estadual de Alimentação e Nutrição do SUS é baseada em quatro eixos temáticos: determinantes e condicionantes sócio-econômicos da situação de saúde e nutrição da população brasileira; processo de implementação, avanços e desafios do conjunto das diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição; grau de institucionalização das áreas técnicas de alimentação e nutrição nas três esferas de gestão do SUS, e articulação intersetorial entre o SUS e o SISAN, Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional. Cada um dos temas serão trabalhados em grupos específicos, que farão a apresentação dos trabalhos na manhã desta quinta-feira, 8.

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