Os seis dias em que os aeroportos europeus ficaram fechados por conta da erupção do vulcão islandês Eyjafjallajökull não causaram só transtornos a turistas e executivosem viagem. Exportadores brasileiros também sofreram com a paralisação dos voos internacionais. Apesar do comércio aéreo entre o Brasil e a Europa ser responsável por apenas 6% do total de transações comerciais com o bloco, representantes de alguns setores específicos da economia nacional afirmam ter tido prejuízo durante a restrição das partidas e chegadas dos aviões.
De acordo com o vice-presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, os exportadores de frutas e de flores estão entre os mais prejudicados. Isso porque os produtos que eles enviam para a Europa são altamente perecíveis. “Ao ter a paralisação da exportação, eu tenho, automaticamente, a perda do produto”, afirmou.
Só a Euroconte, que exporta frutas exclusivamente por avião, por exemplo, afirma ter deixado de lucrar cerca de 50 mil euros – o equivalente a R$ 118 mil – nos dias em que os aeroportos ficaram fechados. Este valor ainda não leva em consideração o valor da perda das frutas que deixaram de ser vendidas. *Da Agência Brasil de Notícias
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