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terça-feira, 4 de maio de 2010

Dia do Oftalmologista o Bahia Olhos vai diagnosticar a doença

Para marcar o Dia do Oftalmologista (7 de maio) o oftalmologista Marcelo Rêgo, diretor do Bahia Olhos – Centro de Oftalmologia do Hospital Aeroporto,

vai oferecer, um dia antes (6), consultas e exames gratuitos a um grupo de diabéticos do Programa do Centro de Referência para Hipertensos e Diabéticos (CRHD) de Lauro de Freitas. O objetivo da ação é identificar no grupo possíveis ameaças à visão e, em especial, a retinopatia diabética, uma doença que afeta a retina de muitos diabéticos e que se configura como a segunda causa de cegueira irreversível. Confira mais detalhes sobre a doença e sobre a ação no texto abaixo. O diabetes atinge 7,6 % da população brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde. Os diabéticos são propensos a desenvolver vários problemas oculares, mas as doenças que afetam a retina são a principal ameaça à visão dos diabéticos. A maioria desenvolve alterações que caracterizam a chamada Retinopatia Diabética, “que é segunda causa de cegueira irreversível, precedida apenas pela Degeneração Macular Relacionada à Idade, além de ser a maior responsável pela perda visual em adultos economicamente ativos entre 20 e 65 anos”, afirma o oftalmologista Marcelo Rêgo, diretor do Bahia Olhos – Centro de Oftalmologia do Hospital Aeroporto.
Segundo o médico, calcula-se que o risco de cegueira nos diabéticos seja 25 vezes maior do que na população normal e que aproximadamente 19% dos casos de cegueira no mundo sejam causados por diabetes mellitus. Preocupado com o problema, o médico resolveu intervir em pacientes com diabetes usuários do Programa do Centro de Referência para Hipertensos e Diabéticos (CRHD) da Secretaria de Saúde de Lauro de Freitas. No dia 6, ele fará, no Hospital Aeroporto, exames gratuitos para verificar a existência da retinopatia diabética e outras patologias da retina em um grupo pré-selecionado pelo CRHD. “Trata-se de uma ação para marcar o Dia do Oftalmologista, que é dia 7 de maio. No nosso dia o melhor que temos a fazer é ajudar alguém”, declara Marcelo Rêgo.

Causas e sintomas
O melhor fator para se prever a ocorrência de retinopatia diabética é o tempo de doença. Cerca de 70% dos pacientes com 10 anos de diabetes tipo 1 apresentam a patologia. Após 20 anos esse valor chega a mais de 95%. Em relação ao tipo 2, a prevalência é de cerca de 25% após 10 anos e de 60% acima de 15 anos de doença diagnosticada. “A doença tem início lento e o surgimento da retinopatia depende tanto do tempo de doença como do controle da glicemia (níveis de glicose do sangue)”, conta o oftalmologista. Hipertensão arterial sistêmica, obesidade, níveis elevados de colesterol, tabagismo e gestação podem acelerar o surgimento ou agravar a retinopatia.
O problema surge em decorrência das alterações microvasculares provocadas na parede dos vasos sanguineos da retina, que se tornam frágeis podendo ocluir, o que compromete a oxigenação das células retinianas, e causar sangramento. Nos estágios mais avançados, o paciente pode apresentar edema ou descolamento de retina e hemorragia vítrea.
“A retinopatia em seu estágio inicial, chamada retinopatia não-proliferativa, pode não causar qualquer sintoma, mas já pode necessitar de tratamento para evitar a sua progressão e conseqüente piora da visão. O sintoma principal é a baixa da visão em um ou em ambos os olhos”, explica o médico Marcelo Rêgo.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito através do exame do fundo do olho, com as pupilas dilatadas, chamado mapeamento da retina. Porém, alguns exames são utilizados para complementar a avaliação, sendo a angiofluoresceinografia o principal. Outros muito úteis são a tomografia de coerência óptica (OCT) e a ultrassonografia ocular.
A principal arma terapêutica contra a retinopatia diabética é a fotocoagulação da retina com laser. Pacientes que apresentam edema macular ou retinopatia em estágios mais avançados podem necessitar de métodos terapêuticos adicionais, como a colocação de medicamentos antiinflamatórios e anti-proliferativos dentro do olho, no vítreo, próximos à retina, chamada terapia anti-angiogênica.
Os casos graves com hemorragia vítrea ou descolamento de retina podem ser tratados com cirurgia para a recuperação da visão. O sucesso do tratamento depende também da detecção precoce das lesões e do controle dos principais fatores de risco.

Prevenção
Segundo o coordenador do setor de oftalmologia do Hospital Aeroporto, Marcelo Rêgo, a prevenção da retinopatia exige, antes de tudo, controle rigoroso da glicemia. Porém, todos os indivíduos devem procurar um oftalmologista assim que o diabetes for diagnosticado, pois é comum já haver algum grau de retinopatia nesse momento.
Outro dado importante é a frequência de hipertensão em diabéticos, que varia de 20% a 60%, “o que se configura num risco maior, já que a retinopatia hipertensiva acomete cerca de 15% dos indivíduos hipertensos e é provocada por alterações que a pressão arterial elevada provoca nos vasos da retina (artérias e veias). Porém, a baixa de visão provocada pela doença é comum somente nos casos graves, com hipertensão maligna, sendo mais frequente que o paciente com hipertensão apresente baixa de visão por causa de complicações como oclusões venosas da retina, que após diagnosticadas podem ser tratadas com laser ou terapia anti-angiogênica (como na retinopatia diabética)”, detalha o médico. Neste caso, a melhor forma de prevenção é controlar os níveis pressóricos com medicamentos, reduzir sal da dieta, praticar exercícios físicos aeróbicos (como caminhada e corrida) e manter o peso ideal.

Controle da Hipertensão e Diabetes
Em Lauro de Freitas, o Centro de Referência para Hipertensos e Diabéticos (CRHD), programa da Secretaria de Saúde que acolhe os pacientes que serão atendidos no Bahia Olhos através da Ação do Dia do Oftalmologista, tem cadastrados aproximadamente 680 usuários, com 320 atendidos por mês. O objetivo do programa é ajudar pacientes hipertensos e diabéticos com difícil controle dos níveis pressóricos e glicêmicos a controlar suas patologias.
O CRHD foi implementado em abril do ano passado por um grupo de caminhada que se reúne todas as quintas-feiras, quando acontece aferição de pressão para avaliação do controle pressórico, seguida de café da manhã coletivo e palestras. Atualmente, o CRHD está realizando um rastreamento populacional de diabético tipo 2, direcionados à população acima de 18 anos, no Distrito de Itinga. Este projeto será apresentado no Congresso do Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (CEDEBA) em junho de 2010.

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