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terça-feira, 4 de maio de 2010

Espetáculo 'Os Javalis' estreia no palco do Teatro Cidade do Saber

Depois da estreia de sucesso em Itabuna e Camacan, o espetáculo Os Javalis, do dramaturgo Gil Vicente, chega a cidade de Camaçari.

A montagem do grupo Teatro NU ganha os palcos do Teatro Cidade do Saber em duas apresentações gratuitas no dia 05 de maio, quarta-feira, encerrando a temporada de incursão no interior do estado. Depois de uma estreia, que reuniu mais de 800 pessoas em Itabuna e Camacan, na última semana, o espetáculo Os Javalis chega a Camaçari. A montagem do grupo Teatro NU ganha os palcos do Teatro Cidade do Saber em duas apresentações gratuitas no dia 05 de maio, encerrando a temporada de incursão no interior do estado. “Estamos com uma expectativa muito grande. Acreditamos no público e na versatilidade da peça”, diz o diretor da montagem, Gil Vicente. “Já tivemos experiências positivas com plateias essencialmente distintas - como num Festival de Teatro Brasileiro, em Fortaleza, e um grupo de jovens carentes no bairro de Engenho Velho da Federação. A arte se resolve no público”, conclui o dramaturgo.

Os Javalis é a segunda montagem do grupo Teatro NU, formado em 2006, sob a direção artística do dramaturgo Gil Vicente Tavares. Ao longo do espetáculo, o público vai acompanhar o diálogo travado entre dois personagens, Homem A e Homem B, que são interpretados pelos atores Carlos Betão e Marcelo Praddo. O enredo gira em torno da suposta invasão da cidade por javalis, que, num rastro de fúria e destruição, devoram os habitantes e aniquilam tudo ao redor. Diante da situação hipotética que sinaliza para o extermínio da raça humana – com exceção dos dois personagens que se escondem dos incógnitos invasores – Gil Vicente faz uma crítica à contínua expansão do consumo, à perda de referências e identidades do homem contemporâneo. “Esta é uma peça que faz o público rir do início ao fim, mas que faz as pessoas pensarem. É uma grande metáfora política. A gente nunca sabe se os javalis existem”, comenta Gil Vicente.

O texto é inspirado livremente na peça Os Rinocerontes, de Eugène Ionesco, destacado autor da tendência e estética do Teatro do Absurdo. Escrito em 1998, a leitura dramática de Os Javalis já foi realizada duas vezes em Salvador, em Braga e Coimbra, Portugal, encenada em Roma, Itália, em 2006, e no Festival de Teatro Brasileiro, em Fortaleza, 2009. Sua primeira incursão no interior do estado foi viabilizada por meio do Edital de Apoio à Circulação de Espetáculos de Teatro no Estado da Bahia - Jurema Penna, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), que visa fomentar o acesso à cultura e estimular o intercâmbio de artistas e grupos de diversos territórios da Bahia.

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O Teatro NU foi criado em 2006. O Grupo assume como proposta a permanente discussão e produção do teatro no que se refere à montagem de textos inéditos, de autores baianos, brasileiros e estrangeiros, colocando a dramaturgia sempre como foco e divulgando uma arte que é sempre tida como morta, mas que se renova e toma fôlego nos quatro cantos do mundo. Além disso, pretende ser um núcleo artístico, aberto a trocas e intercâmbios, mas que foca seu trabalho, principalmente, na pesquisa diária de idéias necessárias ao palco, num processo interno de diálogo entre seus componentes. Além de Os Javalis, O Teatro Nu também assina a montagem Os Amantes II (2006) e do projeto Teatro NU Cinema (2009), iniciativa inusitada na Bahia que propôs um diálogo entre as duas linguagens artísticas, o cinema e o teatro. Em 2009, foram apresentadas na Sala de Arte – Cinema da UFBA, antes das sessões de cinema, três peças curtas do dramaturgo russo Anton Tchekhov: Os Males do Tabaco, O Pedido de Casamento e O Urso, uma por semana, de sexta a domingo. Mais informações sobre as atividades do grupo Teatro NU estão disponíveis no site http://www.teatronu.com.
O autor e diretor Gil Vicente Tavares começou a se destacar no meio teatral baiano com a estréia de Quartett, de Heiner Müller, peça de formatura na Escola de Teatro da Ufba, com a qual ganhou o prêmio Copene (atual Braskem) de diretor revelação, em 1999. Logo em seguida, passa seis meses na Europa, a convite da Cena Lusófona, num intercâmbio teatral. Desde então, vem dirigindo peças com atores como Harildo Déda e Yumara Rodrigues. Paralelamente, Gil vem produzindo textos, alguns publicados pelo PPGAC da Escola de Teatro, como o próprio Os Javalis. Este já teve leituras públicas na Escola da Noite, companhia teatral de Coimbra, Portugal, bem como em ciclos de leituras dramáticas da Escola de Teatro e do Theatro XVIII. Em julho de 2006, Gil Vicente Tavares foi a Roma, Itália onde Os Javalis e os Amantes II foram lidos e discutidos por artistas locais, num convite de um dos mais eminentes críticos do país.

Seus últimos trabalhos na área dramatúrgica são Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia (em parceira com Claudio Simões e Cacilda Povoas); a colaboração no roteiro de Cidade Baixa, longa-metragem de Sérgio Machado; e SADE, obra inédita construída como parte do processo do mestrado, concluído no início de 2006. Em junho de 2005 dirigiu O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind, no Teatro Vila Velha. Em 2006, formou com Jussilene Santana o grupo Teatro NU. Com a atriz Jussilene Santana montou o espetáculo Os Amantes II, que ficou em uma temporada no teatro do SESI Rio Vermelho. Gil Vicente Tavares é ainda músico, contemplado com o prêmio de melhor canção no III Festival Educadora FM.

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