Ontem divulgamos o texto abaixo, com a informação de que os ingressos para o Forró dos Cantadores no Pelourinho a partirdesta quinta-feira (6 de maio) custariam R$ 15. Mas acabamos de receber a boa notícia de que o evento será aberto ao público, devido ao patrocínio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur).
No Pelô, os cantadores Celo Costa, João Sereno, Maviael Melo e Verlando Gomes vão receber convidados especiais: Adelmário Coelho, Jackson Costa, Maciel Melo, Raimundo Sodré, Targino Gondin e Xangai. Além do autêntico arrasta-pé, a programação contará com poesia, cordel, comidas típicas e muita animação. Celo Costa, João Sereno, Maviael Melo e Verlando Gomes recebem
Adelmário Coelho, Targino Gondin, Xangai e outros convidados em maio
A praça Tereza Batista, no Pelourinho, será o próximo palco do Forró dos Cantadores, que reúne nos dias 6, 13 e 27 de maio a instrumentalidade e o talento de Celo Costa, João Sereno, Maviael Melo e Verlando Gomes, amantes do autêntico arrasta-pé. O ritmo vai esquentar ainda mais com as participações confirmadas de convidados mais do que especiais: Adelmário Coelho, Jackson Costa, Maciel Melo, Raimundo Sodré, Targino Gondin e Xangai. Para completar, apresentações de poesia e cordel deixarão as noites de quinta-feira do mês de maio muito mais animadas. O evento, patrocinado pela (Setur) Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, é aberto ao público.
Segundo Celo Costa, “tem muita gente que ama arrastar o pé com um bom parceiro ou parceira, mas há quem prefira ficar mais quieto, curtindo a letra, a melodia e o ritmo gostoso do forró enquanto experimenta uma carne de sol. O Forró dos Cantadores é uma programação voltada tanto para um público quanto para outro. Nossa expectativa é melhor possível”, garante o cantador. Em abril, o Forró dos Cantadores agitou a Varanda do SESI, no Rio Vermelho, mas diante da demanda do público e do sucesso do evento, ele foi transferido para um espaço maior, no Centro Histórico, com capacidade para até 1200 pessoas.
Celo Costa
Cantador, compositor, instrumentista, poeta e ator, Celo Costa é parananese de nascimento e baiano de alma e coração. Com dez anos de carreira, ele reúne mais de 300 músicas próprias e está prestes a lançar seu primeiro CD profissional, “Silêncio Vizinho”. Seus companheiros inseparáveis são violão, viola de dez cordas e sanfona. “Todos vão comigo para a Europa, onde me apresentarei no Festival Internacional de Forró juntamente com outros artistas baianos em breve”, conta o artista.
Por ter sido criado no interior (na cidade de Santa Maria da Vitória, oeste baiano) e vindo para Salvador para graduar-se em Música pela UFBA, Celo absorveu distintas influências, principalmente da cultura urbana baiana. Por isso seu trabalho dialoga em universos múltiplos, não restritos ao regionalista apenas, como ficou mais conhecido.
A regionalidade, contudo, permanece involuntária em ferramentas como a instrumentação e as letras das músicas que toma expressões do dialeto cotidiano do oeste baiano. “Reconheço essa regionalidade que se revela até como parte do meu figurino (chapéu e sandália de couro), mas quero valorizar cada vez mais a fusão de influências que moldam minha música. Não há como esconder o metabolismo de influências erudita, acadêmica e popular da cultura urbana baiana. Estou em consonância com a modernidade em termos técnicos, que usufrui de samplers e tantos outros recursos das produções fonográficas contemporâneas. Por isso, não tenho como me restringir apenas ao regional”, declara Celo Costa.
O trabalho do artista já pôde ser conferido na Europa, onde realizou uma turnê de três meses em 2003, passando pela Itália, Suíça e França. Nesta última, participou de um festival de acordeonistas na cidade de Tulle, apresentando-se também em uma das casas de espetáculos mais famosas de Paris, Favela Chic. Celo já se apresentou com artistas como Dominguinhos, Xangai, Armandinho, Roberto Mendes, Chico César e Alceu Valença.
João Sereno
Ivan Ferreira da Silva, mais conhecido como João Sereno, saiu de Juazeiro, no norte da Bahia, para o mundo. Mais do que músico que canta belezas nordestinas, ele é um vitorioso. Fez um transplante de rim e aprendeu a valorizar as coisas simples, tendo a música como ponto de apoio. Para se tratar, veio do interior para a capital e nesse momento difícil resolveu dar rumo à sua vida ao fazer da música profissão. O artista fez hemodiálise por quatro anos até descobrir que sua irmã tinha o rim compatível com o seu e estava disposta a lhe doar. A cirurgia foi um sucesso. Hoje, o artista vive da música e a encara com responsabilidade.
João Sereno tem a missão de valorizar a cultura nordestina nos palcos. É também compositor. Toca violão, guitarra e o que mais for preciso: baixo, cavaquinho, triângulo, percussão. Tem cinco discos. Já tocou na França e na Itália, além de rodar pelo Brasil. Atualmente, investe no ritmo musical chamado de SomGon. Trata-se de um som advindo de um foguedo popular. “No foguedo é uma ou duas violas e dois pandeiros que fazem o som. Eu acrescentei a guitarra, baixo e bateria, dando uma batida nova, batizada de SomGon”, explica.
Maviael Melo
Maviael é um pernambucano radicado na Bahia. Já se apresentou em diversas cidades de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Rio de Janeiro, e outros estados do Brasil. Além de cantador, é pedagogo e educador ambiental e por isso publicou, através do Instituto de Gestão das Águas e Clima da Bahia – INGÁ, o Cordel da Água, utilizando-o como instrumento de Educação Ambiental nas escolas da rede publica de ensino em diversos municípios baianos. Por trabalhos como esse, o artista já conquistou importantes premiações e participações em eventos culturais por todo o país voltados para questão ambiental.
O artista também assina parte da trilha sonora do DVD Ética e Ecologia, do teólogo e ambientalista Leonardo Boff, também produzido pelo INGÁ. Atualmente, ele se prepara para a gravação do seu primeiro CD/DVD, onde contará com a participação de poetas e cantadores, como Xangai, Geraldo Azevedo, Maciel Melo, e Raimundo Sodré.
Verlando Gomes
À frente da Banda Flor Serena há mais de cinco anos, o cantor e compositor Verlando Gomes é o artista do autêntico forró, desenhado por uma poética cordelista, rebuscada na criatividade. Além de tocar e cantar com um estilo singular, o artista consegue pluralizar a música com o lamento da gaita, recitais de cordéis e versos entrecortantes. Tudo isso convergindo sentimento, beleza e amor num mesmo ambiente sonoro.
Já percorreu boa parte do interior baiano e muitos outros, conquistando seu sucesso, mas foi na capital que se consagrou. Em Salvador, recebeu o prêmio Medalha de Ouro à Qualidade do Brasil e foi destacada como banda revelação 2004 devido a sua atuação em grandes eventos como o Forró do Lago, Forró Chiq Chiq / Albatroz, Festival do Interior, São João do Pelô, entre outros.
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