Nas vésperas do Dia da África, comemorado no dia 25 de maio, lideranças negras de diversos seguimentos se reuniram para discutir a realidade do negrona sociedade brasileira e sua participação nos espaços de poder e de decisão. O encontro, ocorrido no restaurante Alaíde do Feijão, na última terça-feira (17), contou com a participação de nomes como o promotor de justiça, Almiro Sena, o presidente do Grupo Cultural Ilê Aiyê, Vovô, o cantor e compositor, Lazzo Matumbi, o secretário municipal da Reparação de Salvador, Ailton Ferreira, entre outros.
Na ocasião, foi proposto um ato de desagravo à juíza Luislinda Valois, devido ao equívoco cometido pelo portal Estrelando, ao postar uma foto da magistrada ao lado da atriz Natália do Valle, creditando-a como camareira. “Nada contra o trabalho digno e profissional executado pelas nobres camareiras, todavia a Drª Luislinda, mulher negra, é juíza há mais de 26 anos, e foi a primeira a prolatar uma sentença condenatória por crime de racismo no Brasil”, defende Marcos Rezende, Coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN).
O presidente do Grupo Cultural Olodum, João Jorge, destacou as ações do movimento negro a fim de alcançar a integração social e racial. “Estamos dialogando com os ideais republicanos e democráticos, afim de alcançar a integração social e racial, contudo, as organizações hierárquicas e autoritárias não permitem que o cidadão negro participe da reconstrução da democracia desse país”, afirma. Para o advogado Sérgio São Bernardo, presidente do Instituto Pedra de Raio, “só haverá mudança na estrutura que mantêm a população negra em espaços desprivilegiados da vida social, em termos do pensamento social e político, quando o negro, também, se tornar o condutor legítimo de sua de história dentro e fora das estruturas de poder”, conclui.
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