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domingo, 6 de junho de 2010

Cyber art contém novas informações‏

A Caixa Cultural Salvador convida os aficionados por artes plásticas e robótica, bem como o público em geral, a visitar a exposição Cyber Art, que tem como tema

a relação Arte/Robótica. A mostra é uma retrospectiva dos 25 anos de carreira do artista plástico francês Zaven Paré e apresentará ao público seis obras, entre marionetes eletrônicas, robôs e esculturas, 67 desenhos inéditos e ainda uma videoinstalação. A inauguração da mostra acontece no dia 08 de junho, às 20 horas, para convidados e imprensa e será aberta ao público do dia 9 de junho a 11 de julho, sempre de terça-feira a domingo, no período das 9 às 18 horas. O acesso é gratuito e livre para todos os públicos. A CAIXA Cultural Salvador fica na Rua Carlos Gomes, 57, Centro.
Na exposição Cyber Art, no lugar de pincéis e telas encontram-se parafusos, projetores, metais, computadores e diversas engenhocas que dão vida a marionetes eletrônicas, autômatos e outros seres (quase) humanos. Sempre inovando no cenário das artes performáticas, Zaven mescla experiências em mecânica, ótica e acústica, por meio de dispositivos eletroeletrônicos, para a criação de obras que interagem com o público. “São objetos antropomórficos, fragmentos do corpo humano ou de animais, na forma de projetos, esculturas ou instalações”, explica o artista.
Para esta exposição, Zaven compartilha com o público o que é provavelmente uma das suas mais memoráveis experiências, realizada na presença de um robô: o famoso clone do Professor Ishiguro, uma máquina chamada Geminoid. O trabalho realizado na presença do androide gerou a performance Uma maçã foi comida na presença de um robô. A experimentação foi editada para ser apresentada na forma de uma videoinstalação, com duração de 10 minutos – um vídeo com uma análise do antropólogo francês Emmanuel Grimaud.
O resultado ultrapassa a reunião de um conjunto de peças e componentes e é fruto da justaposição de diferentes técnicas. As máquinas de Paré consistem na utilização de diferentes tecnologias, incluindo a mecânica, a ótica, a eletricidade e a eletrônica.
Tema ainda pouco explorado, a arte eletrônica vem ganhando força em todo o mundo e tem na figura de Paré um de seus pioneiros. A originalidade dos modos de apropriação e das práticas necessários à produção desses artefatos rendeu a Zaven Paré um convite para trabalhar em prestigiados laboratórios de robótica no Japão, em 2009.
Oficinas Gratuitas
Além da mostra, a exposição Cyber Art oferece ao visitante oficinas gratuitas de marionetes eletrônicas e palestra com o autor das obras, conforme a seguinte programação:
Oficina de Marionete Eletrônica09 e 10 de junho de 2010, das 14h às 18h
Palestrante: Zaven Paré

Palestra Animismo Tecnológico
10 de junho, das 18h às 20h - artista (vagas limitadas).
Palestrante: Zaven Paré
Zaven Paré
Zaven Paré expôs a sua primeira estrutura biônica no Museu de Arte Moderna de Paris há 25 anos. Hoje, como uma das principais referências da ciberarte, realiza pesquisas no Japão com os maiores nomes da robótica contemporânea. Seu trabalho mescla mecânica, ótica e acústica, através de dispositivos eletroeletrônicos, à procura de possíveis e impossíveis objetos em constante interação com o espectador. Em cenografia Zaven criou desde projetos clássicos, como o cenário de Don Giovanni para a Ópera de Bastille, até as projeções circulares da lendária turnê de David Bowie (1990). No Brasil, ficou conhecido do grande público pela cenografia da exposição Surrealismo, do CCBB (2001). Pioneiro, foi o inventor de uma interface que permite clonar um ator e controlar os movimentos de sua face por meio de um teclado. Com esta tecnologia, criou a obra Cachorro bicéfalo para a encenação El colóquio de los perros, de Miguel de Cervantes (2003).
Zaven Paré estudou na École Nationale des Beaux Arts de Paris. Formado em Artes Plásticas, é mestre pela Université de Vincennes-Paris VIII e doutor pela Université Paul Verlaine de Metz, na França. Foi titular, por duas vezes, da bolsa Étant Donné, do French American Fund of Performing Arts; titular da bolsa RioArte, na categoria Arte e Tecnologia; e da bolsa da Villa Kujoyama, em Kioto, no Japão.
Nos dez últimos anos, Zaven Paré apresentou seu trabalho em diversos centros de artes e universidades como: Californian Institute of the Arts (CalArts), no Departamento de Performing Arts; no Cotsen Center for Puppetry em Los Angeles e no Departamento de Artes da University of North Carolina, em Chapel Hill, nos Estados Unidos; Université de Québec à Montréal (UQAM); no Departamento de Design, no Departamento de Teatro para o DESS Marionnettes e no Laboratoire Effets de Présence; no Centre Inter Universitaire des Arts Médiatiques (Ciam) de Montreal; no Laboratoire des Nouvelles Technologies de l’Image, du Son et de la Scène (Lantiss) da Université de Laval em Quebec, no Canadá;- na Casa Vecina e no Alameda Arte Laboratorio (AAL), na cidade do México;- no Departamento de Engenharia e no Departamento de Design Industrial da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; na pós-graduação em Fotografia e na pós-graduação Arte e Cultura da Universidade Cândido Mendes; na Pós-graduação em Dança da UniverCidade, no Rio de Janeiro; no Centre d’Écritures Contemporaines Numériques (CECN) de Mons, na Bélgica; no Institut International de la Marionnette de Charleville Mézières; na École Régionale Supérieure d’Expression Plastique (Ersep); na École du Fresnoy de Tourcoing; na Université de Valenciennes, no Master en Scénographie Numérique e no Institut National de Sciences Appliquées (Insa) de Rouen, na França; Ateliers du Musée des Arts Décoratifs; no Departamento de Teatro da Sorbonne-Paris III; no Laboratoire Artmap e no Institut National d’Art et d’Histoire (Inah) da Université de Nanterre-Paris X, na França e na Maison de France, em Oxford, Inglaterra.
Texto crítico Emmanuel Grimaud“O que é ser humano? E mais precisamente: o que há em nós que poderia ser qualificado de ‘especificamente humano’? Essa é uma questão que permeia o trabalho de Zaven Paré, mas que também norteia mais amplamente a robótica e todos os que participaram e participam ainda dessa grande aventura ontológica, entre artes e ciências, que consiste em elaborar criaturas artificiais.
O que pode ser melhor para refletir sobre o que constitui o humano do que procurar refabricá-lo? Nos damos conta de sua extraordinária complexidade, mas também, como já nos mostrou o roboticista Rodney Brooks (‘intelligence without representation’), da dimensão às vezes complicada e insólita de muitas operações ou atos tão triviais quanto andar, se orientar, piscar os olhos, etc. E não nos surpreenderemos com o fato de que as máquinas de Zaven Paré flertam com o que está em jogo nos fundamentos da robótica, assim como com a literatura (Cervantes, Mary Shelley, Madame Bovary), porque esta última é capaz de conceber máquinas tão vivas quanto provocantes.
Zaven Paré pratica o estranhamento e as técnicas de estranhamento, quer dizer, os meios de que dispomos para perturbar nossa percepção sobre coisas familiares ou, ao contrário, para nos familiarizar com o impensável, o que é uma longa história que vai bem além da separação entre artes e ciências. A robótica tem essa capacidade, mas também a literatura e, em particular, a ficção científica, se presta a esse papel quando se propõe a imaginar o que as máquinas poderiam fazer e sentir.
Misturar o calor da bile e do sangue ao frio das roldanas, dos motores e dos circuitos: eis a proposta excitante, e em grande parte inédita, de Zaven Paré. De sua fricção ou de seu entrelaçamento nos dados físicos da máquina emanaria uma sensação ou um sobressalto de emoção. Assim, as máquinas não viveriam mais somente por procuração, tendo acesso à vida graças às pretensas qualidades que os humanos projetam sobre elas. Dotadas de uma vida que lhes é própria, certamente diferente da nossa, dos seres humanos, elas poderiam, então, reforçadas por esse reconhecimento, nascer, morrer e ressuscitar em paz.”
www.cyBerArt.com.br
SERVIÇO:

Exposição CyBer Art
Local: CAIXA Cultural Salvador (BA);
Endereço: Rua Carlos Gomes, 57 – Centro;
Abertura: 08 de junho (convidados e imprensa);
Horário: 19 horas;
Estacionamento: Ao lado da Caixa Cultural – gratuito no dia da abertura;
Visitação: 09 de junho a 11 de julho de 2010Horário: de terça a domingo, das 9 às 18 h .
Entrada Franca
PROGRAMAÇÃO
Oficina de Marionete Eletrônica09 e 10 de junho de 2010, das 14h às 18h (vagas limitadas).

Palestrante: Zaven Paré

Palestra: Animismo Tecnológico
10 de junho, das 18h às 20h - (vagas limitadas).
Palestrante: Zaven Paré
Acesso: Gratuito;
Informações:
(71) 3421-4200

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