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sábado, 17 de julho de 2010

O melhor da escultura brasileira

CAIXA Cultural Salvador recebe o melhor da escultura brasileira. Coleção do Museu Nacional de Belas Artes mostra esculturas que retratam o período republicano brasileiro

A Caixa Cultural Salvador oferece ao público baiano a oportunidade de apreciar um dos mais importantes acervos de escultura do país. A mostra “Coleção de Escultura – da República à Contemporaneidade”, acervo do Museu Nacional de Belas Artes, é composta por 36 esculturas em terracota, mármore ou bronze de artistas de renome na história das Artes Plásticas brasileira, tais como: Rodolfo Bernardelli, Victor Brecheret, Modestino Kanto e Farnese de Andrade. Esse projeto foi aprovado pelo edital de ocupação de pautas da CAIXA Cultural para 2010 e apresenta obras datadas desde a República até a atualidade. A abertura acontece no dia 20 de julho, às 20 horas, para convidados e imprensa, com visitação pública a partir do dia 21 de julho até 22 de agosto nas galerias Sala dos Jesuítas e Mirante, no horário das 9 às 18 horas, de terça a domingo. O acesso é gratuito e livre para todas as faixas etárias.

De acordo com a curadora, Mariza Guimarães Dias, trata-se de uma mostra da maior importância em termos de representatividade do melhor da escultura brasileira, com obras realizadas em diferentes épocas da república brasileira. A mostra traz ainda artistas como: Hugo Bertazzon, que trabalhou com a temática nativista nas décadas de 20 e 30; Décio Vilares, que possui forte influência das teorias positivistas; Magalhães Correia e João Turin, representantes da escultura animalista, bastante apreciada durante o Romantismo; e, representando o Modernismo, estão presentes Celso Antonio, Zélia Salgado, Bruno Giorgi e Victor Brecheret – escultor escolhido pelos mentores da Semana de 22, em São Paulo, para trabalhar com eles novos conceitos de arte.

A exposição conta, ainda, com expografia que permitirá o atendimento aos portadores de necessidades especiais, além de obras táteis e catálogos em áudio e Braille, para viabilizar o acesso de portadores de deficiência visual.

Texto da Curadora
Acervo de Escultura do MNBA: da República à contemporaneidade
Do final do século XIX até meados do século XX, o artista Rodolfo Bernardelli ocupou o cargo de principal representante da escultura brasileira. Diretor da Escola Nacional de Belas Artes, escultor oficial do Estado, ele assinou os principais monumentos e estátuas dos logradouros públicos de importantes cidades brasileiras. A produção artística do escultor é especialmente intensa, nas primeiras décadas da República, sendo encontrada nos edifícios públicos e nas fachadas dos principais prédios localizados na Avenida Central da cidade do Rio de Janeiro, além de inúmeras encomendas oriundas de vários estados.
A maioria das obras de Rodolfo Bernardelli se associa ao verismo italiano, estilo com o qual travou contato em sua viagem de premiação. O verismo surgiu na literatura, principalmente na Sicília, como uma representação da vitória dos dialetos do sul da Itália sobre as línguas das províncias do centro norte. Um esforço local de utilização do uso do falar popular sobre a linguagem oficial da literatura toscana. O movimento acaba influenciando as artes, notadamente a escultura e, por sua vez, a Rodolfo Bernardelli, que o introduz na maioria de sua produção. O artista é responsável pela formação de uma série de escultores que atuaram nas primeiras décadas do século XX, hoje presentes nesta exposição com temas e tendências de estilo da época. São eles, Leão Veloso, Hugo Berttazzon, Nicolina Vaz de Assis, Francisco Stokinger, Bruno Giorgi Victor Brecheret, Zélia Salgado, entre outros.
O período representado nessa mostra é marcado pelas variações de estilos, trazidos da Europa por uma burguesia contagiada pelos ares parisienses e envolvida pelas mais diversas correntes filosóficas e artísticas do entre-guerras. As constantes viagens realizadas ao estrangeiro pelos artistas selecionados, graças a bolsas oferecidas pelo prêmio de viagem, ou mesmo subvencionadas pelos familiares, exemplificam o contato que tiveram com a arte europeia.
Alguns artistas se ligam aos simbolistas, em que a arte é o meio de manifestação da realidade profunda do homem, para além de seu pensamento convencional. Outros preferem a revelação da natureza orgânica no que ela tem de confuso e irracional: são os expressionistas. Existem aqueles que seguem a corrente de Cézanne, buscando nas formas uma organização de acordo com as leis das ciências exatas. Outros ainda estão conectados à representação da natureza sem alegorias, com movimentos contidos, sem revelar sentimentos teatrais, características do verismo.
A escultura brasileira da primeira metade do século XX está diante do problema da organização das formas no espaço real, convivendo com um pensamento filosófico permeado de variações decorrentes de uma sociedade transformada pela ciência (teoria da relatividade, descoberta dos antibióticos, velocidade supersônica) e de uma arte enriquecida por novas modalidades de suporte (fotografia, cinema). Da mesma forma, era envolvida por uma série de "ismos" revelados nas artes plásticas do estrangeiro. Assim caminhou a escultura na arte brasileira, do período do entre-guerras até o modernismo, abrindo caminho para a representação de novas formas no espaço tridimensional, buscando propriedades definidas de peso, massa, densidade, volume, maleabilidade, ritmo e fluidez.
O período moderno é marcado por escultores que trabalham com a representação simplificada da figura humana.
Os artistas representantes desse período experimentam novos materiais, as formas são criadas por superfícies lisas, os contornos são bem marcados, a dureza e o peso dos materiais ficam aparentes, despindo a obra de um sentimento pessoal e subordinando-a a uma nova organização plástica no espaço.
O último segmento da proposta da exposição abrange o período contemporâneo. Os artistas desse período têm a liberdade de experimentar, tentando estabelecer um maior contato com seu público. Utilizam, na produção de objetos e instalações, materiais os mais variados, como o cobre, juta, cera, alumínio, feltro, propondo novas maneiras de se perceber a arte e sua posição no mundo.
A exposição Escultura Brasileira – do advento da República à contemporaneidade, pretende mostrar, a partir da seleção de 25 autores e 36 obras, como a escultura brasileira trabalhou e criou novos conceitos, encontrando, assim, seu caminho na produção da arte universal.

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