Os moradores do Calabar comemoraram nesta quarta-feira (27) a instalação da sua base comunitária de segurança, a primeira de Salvador. Ela vai funcionar na associação de moradores do bairro, com um efetivo de 120 policiais militares, três carros e três motos.
Outros bairros de Salvador também serão beneficiados, a exemplo do Nordeste de Amaralina, Tancredo Neves e Fazenda Coutos. A previsão é que 34 bases sejam implantadas no estado até 2013 – 20 em Salvador e 14 no interior. Quatro bases ficarão em Feira de Santana. Elas serão fixadas em pontos estratégicos e vão abranger uma área de dois quilômetros quadrados.
Para que a base comunitária de segurança se tornasse uma realidade na comunidade do Calabar, policiais do Batalhão de Choque fizeram ocupação do local no final de março. Quatro pessoas foram presas durante a operação. A estratégia de instalação das bases seguiu quatro ações: investigação, intervenção, ocupação e instalação.
Mas o objetivo não é apenas dar mais segurança à população. É também oferecer mais dignidade, por meio de ações sociais. Desde a ocupação, os moradores se sentem mais seguros no Calabar e afirmam que a rotina mudou para melhor.
A líder comunitária Maria de Fátima Gavião, presidente da Associação de Moradores do Calabar, afirmou que agora, com a garantia de mais segurança, a maior expectativa é com a concretização das políticas sociais. “Temos certeza que este é o primeiro passo para que os moradores possam ser beneficiados com políticas públicas em diversas áreas. O governo tem demonstrado este empenho. Estamos em um momento de discussão, sempre conversando com as secretarias. Este é o começo para dias melhores”.
Com a base comunitária de segurança diversos serviços públicos serão prestados. Entre as ações, estão relacionados emprego e renda, ciências e tecnologia, justiça e cidadania, desenvolvimento social e cultura.
Sem renda mensal fixa, a costureira Cristiene Lima criou o filho na comunidade “com muita luta e suor” para que ele não se envolvesse com o tráfico. Agora com dois netos, um de 11 meses e outro de três anos, ela declarou que espera que as crianças cresçam num bairro com mais oportunidades e segurança. “Nossa comunidade tem saído mais de casa, procurado se divertir. Quero que permaneça assim, para que meus netos cresçam num lugar tranquilo”.
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