Há dois meses, Preta Gil perguntou a Bolsonaro como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. A pergunta foi feita para o programa CQC, da TV Bandeirantes.
O parlamentar respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu." Bolsonaro disse, depois, que pensou que a pergunta se referisse a um relacionamento gay.
"Fui atacada injustamente. Infelizmente, o Congresso também tem uma banda podre, como esse deputado que não quero e não vou citar o nome porque ele não merece", afirmou para a plateia, que lotava o auditório da Câmara dos Deputados.
"O que ele quer é ibope, é aparecer às nossas custas", completou.
Sob aplausos, ela disse que saiu "fortalecida" do episódio. O seminário sobre casamento civil entre homossexuais estava repleto de grupos e associações gays. Parlamentares que atuam pela causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) também estavam presentes.
Outros parlamentares, como Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), também se referiram ao episódio, mas não citaram o nome do deputado. A expectativa é que Bolsonaro compareça ao seminário à tarde.
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