A taxa de câmbio doméstica voltou ao patamar de R$ 1,60 pela primeira vez desde o final de maio, em um dia de nervosismo acentuado dos mercados financeiros.
A crise europeia, com foco na Grécia, é o grande foco dos agentes financeiros.
O fato de não haver consenso entre os países União Europeia sobre o que fazer para "salvar" novamente o país mediterrâneo alimenta as especulações em torno um "default" iminente da dívida soberana, já enquadrada por agências de "rating" como papéis de risco máximo.
A situação também se agrava porque a própria classe política grega não chega a um acordo em torno das medidas de austeridade fiscal exigidas pela União Europeia (e o FMI) para liberar novos recursos.
E nesses momentos de maior aversão ao risco, Bolsas e commodities sofrem, enquanto os agentes financeiros correm para os títulos do Tesouro americano (ainda vistos como os ativos de menor risco mundial), o que fortalece a moeda americana.
A cotação do euro, que experimentou uma modesta recuperação nos últimos dias, caiu de US$ 1,4468 para US$ 1,4169 entre ontem e hoje.
No front doméstico, o dólar comercial chegou a bater R$ 1,607 na maior taxa negociada hoje, para encerrar a sessão em R$ 1,600, o que representa um avanço de 1,13% sobre o fechamento de ontem.
Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,700 e comprado por R$ 1,530 nas casas de câmbio paulistas.
0 comentários :
Postar um comentário