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terça-feira, 30 de agosto de 2011

III Conferência da Mulher em Lauro de Freitas reúne grandes nomes

A necessidade de criar em Lauro de Freitas uma estrutura especializada para atender mulheres em situação de violência foi considerada emergencial pela defensora pública e coordenadora do Núcleo de
Defesa da Mulher de Salvador, Firmiane Venâncio. No segundo dia da III Conferência Municipal de Políticas para Mulheres realizada na Unime, ela ministrou palestra com o tema “Prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher”. O evento que trouxe como tema central “Combate à miséria e a pobreza, autonomia econômica, social e política” foi organizado pela Prefeitura Municipal e encerrou hoje (26).

Segundo ela, no primeiro semestre de 2010 foram distribuídos 950 processos na Vara Criminal de Lauro de Freitas. “Na capital esse número não chega nem a metade. Não cabe mais que um município tão desenvolvido não tenha uma vara, defensores, promotores, juízes e uma delegacia especializada que atue para atender exclusivamente as mulheres”, afirmou a promotora que participou da sala de discussão que abordou o Eixo I “Educação Inclusiva, anti-racista, não sexista e lesbofobica”. Ela lembra ainda que através do site do Tribunal de Justiça é possível consultar a produtividade dos juízes de cada cidade da Bahia. Embora exista carência, ela reconhece que o município tem se esforçado para garantir o direito das mulheres. Lauro de Freitas foi um das primeiras cidades da Bahia a implantar o Centro de Referência Lélia Gonzalez (CRLG), que de 2009 a julho deste ano atendeu 1.918 vítimas de violência. Com relação à construção de um sistema especializado, poder publico municipal aguarda posicionamento do governo do Estado.

Defensora dos direitos das mulheres, a prefeita Moema Gramacho considera que a Conferência nada mais é que a sequência das ações já desenvolvidas pelo município. “Sempre lutamos para assegurar os direitos da mulher e vamos continuar nessa luta”, garantiu.
Satisfeita com a intensa participação das mulheres no evento, ela comentou sobre a importância de sediar uma Conferência direcionada ao público feminino. “É preciso ter coragem, força e garra para realizar um evento como esse. Gostaria de agradecer a presença das associações e representações de mulheres e reforçar que pouco a pouco estamos conquistando aquilo que precisamos”, frisou. A secretária de Políticas para Mulheres de Lauro de Freitas, Mônica Elbachá, acrescentou que o município foi o primeiro do país a implantar a Secretaria, por isso, pioneiro na luta dos direitos do gênero. Especialista nos assuntos relativos à mulher, a psicanalista, jornalista, escritora e educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, Carmen Silva, falou em sua palestra “Autonomia Econômica e Política da Mulher” sobre a importância da realização de políticas públicas que contemplem as mulheres.

“As mulheres são o segmento mais empobrecido da população. No entanto, números mostram que nas famílias de baixa renda, são elas que provêem o sustento, o que sugere um contra-senso. Por conta das tantas atribuições impostas pela sociedade, ela não tem condições de ter vida política, daí o porquê de se realizar tantas políticas de reparação”, frisou.

Neste mesmo dia houve explanações da vereadora Edilene Paim que falou sobre “Saúde da Mulher – Direitos Sexuais e Reprodutivos”, e as jornalistas Ceres Santos e Sueid Kinté que ministraram palestras sobre “Comunicação, a imagem da mulher na mídia". Participaram também Janete Suzart, do Fórum da Mulher Negra (Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia) e Valdeci Nascimento que debateu sobre o tema “Mulher e poder”. Na abertura do evento, dia 24, a Secretária Estadual de Políticas para Mulheres, Vera Lúcia Barbosa, fez questão de enaltecer o comprometimento da prefeita Moema Gramacho com as demandas femininas. “Sabemos que essa mulher guerreira tem dado o melhor de si para fazer uma cidade melhor, inclusive nos quesitos ligados as mulheres”.

A palestrante Vilma Reis, mestre em Sociologia, ativista do Movimento de Mulheres Negras e coordenadora executiva do Centro de Educação profissionalização para Igualdade Racial e de Gênero (Ceafro), falou sobre o avanço de Lauro de Freitas. “Cheguei aqui em 1988 quando o Parque São Paulo era somente lama. A cidade sempre foi tratada como interposto de Salvador. Hoje é um município independente economicamente, culturalmente, e costuma sair na frente quando o assunto está relacionado aos direitos das mulheres”.  Participaram ainda do evento a coordenadora Executiva de Políticas Sociais da Casa Civil, Camile Mesquita, o vice-prefeito João Oliveira, Sulle Machado membro do Conselho da Mulher de Lauro de Freitas, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Maria Loudes Lobo, representantes de associações femininas de todo município, entre outras.

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