A necessidade de criar em Lauro de Freitas uma estrutura especializada para atender mulheres em situação de violência foi considerada emergencial pela defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher de Salvador, Firmiane Venâncio. No segundo dia da III Conferência Municipal de Políticas para Mulheres realizada na Unime, ela ministrou palestra com o tema “Prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher”. O evento que trouxe como tema central “Combate à miséria e a pobreza, autonomia econômica, social e política” foi organizado pela Prefeitura Municipal e encerrou hoje (26).
Segundo ela, no primeiro semestre de 2010 foram distribuídos 950 processos na Vara Criminal de Lauro de Freitas. “Na capital esse número não chega nem a metade. Não cabe mais que um município tão desenvolvido não tenha uma vara, defensores, promotores, juízes e uma delegacia especializada que atue para atender exclusivamente as mulheres”, afirmou a promotora que participou da sala de discussão que abordou o Eixo I “Educação Inclusiva, anti-racista, não sexista e lesbofobica”. Ela lembra ainda que através do site do Tribunal de Justiça é possível consultar a produtividade dos juízes de cada cidade da Bahia. Embora exista carência, ela reconhece que o município tem se esforçado para garantir o direito das mulheres. Lauro de Freitas foi um das primeiras cidades da Bahia a implantar o Centro de Referência Lélia Gonzalez (CRLG), que de 2009 a julho deste ano atendeu 1.918 vítimas de violência. Com relação à construção de um sistema especializado, poder publico municipal aguarda posicionamento do governo do Estado.
Defensora dos direitos das mulheres, a prefeita Moema Gramacho considera que a Conferência nada mais é que a sequência das ações já desenvolvidas pelo município. “Sempre lutamos para assegurar os direitos da mulher e vamos continuar nessa luta”, garantiu.
Satisfeita com a intensa participação das mulheres no evento, ela comentou sobre a importância de sediar uma Conferência direcionada ao público feminino. “É preciso ter coragem, força e garra para realizar um evento como esse. Gostaria de agradecer a presença das associações e representações de mulheres e reforçar que pouco a pouco estamos conquistando aquilo que precisamos”, frisou. A secretária de Políticas para Mulheres de Lauro de Freitas, Mônica Elbachá, acrescentou que o município foi o primeiro do país a implantar a Secretaria, por isso, pioneiro na luta dos direitos do gênero. Especialista nos assuntos relativos à mulher, a psicanalista, jornalista, escritora e educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, Carmen Silva, falou em sua palestra “Autonomia Econômica e Política da Mulher” sobre a importância da realização de políticas públicas que contemplem as mulheres.
“As mulheres são o segmento mais empobrecido da população. No entanto, números mostram que nas famílias de baixa renda, são elas que provêem o sustento, o que sugere um contra-senso. Por conta das tantas atribuições impostas pela sociedade, ela não tem condições de ter vida política, daí o porquê de se realizar tantas políticas de reparação”, frisou.
Neste mesmo dia houve explanações da vereadora Edilene Paim que falou sobre “Saúde da Mulher – Direitos Sexuais e Reprodutivos”, e as jornalistas Ceres Santos e Sueid Kinté que ministraram palestras sobre “Comunicação, a imagem da mulher na mídia". Participaram também Janete Suzart, do Fórum da Mulher Negra (Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia) e Valdeci Nascimento que debateu sobre o tema “Mulher e poder”. Na abertura do evento, dia 24, a Secretária Estadual de Políticas para Mulheres, Vera Lúcia Barbosa, fez questão de enaltecer o comprometimento da prefeita Moema Gramacho com as demandas femininas. “Sabemos que essa mulher guerreira tem dado o melhor de si para fazer uma cidade melhor, inclusive nos quesitos ligados as mulheres”.
A palestrante Vilma Reis, mestre em Sociologia, ativista do Movimento de Mulheres Negras e coordenadora executiva do Centro de Educação profissionalização para Igualdade Racial e de Gênero (Ceafro), falou sobre o avanço de Lauro de Freitas. “Cheguei aqui em 1988 quando o Parque São Paulo era somente lama. A cidade sempre foi tratada como interposto de Salvador. Hoje é um município independente economicamente, culturalmente, e costuma sair na frente quando o assunto está relacionado aos direitos das mulheres”. Participaram ainda do evento a coordenadora Executiva de Políticas Sociais da Casa Civil, Camile Mesquita, o vice-prefeito João Oliveira, Sulle Machado membro do Conselho da Mulher de Lauro de Freitas, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Maria Loudes Lobo, representantes de associações femininas de todo município, entre outras.
Segundo ela, no primeiro semestre de 2010 foram distribuídos 950 processos na Vara Criminal de Lauro de Freitas. “Na capital esse número não chega nem a metade. Não cabe mais que um município tão desenvolvido não tenha uma vara, defensores, promotores, juízes e uma delegacia especializada que atue para atender exclusivamente as mulheres”, afirmou a promotora que participou da sala de discussão que abordou o Eixo I “Educação Inclusiva, anti-racista, não sexista e lesbofobica”. Ela lembra ainda que através do site do Tribunal de Justiça é possível consultar a produtividade dos juízes de cada cidade da Bahia. Embora exista carência, ela reconhece que o município tem se esforçado para garantir o direito das mulheres. Lauro de Freitas foi um das primeiras cidades da Bahia a implantar o Centro de Referência Lélia Gonzalez (CRLG), que de 2009 a julho deste ano atendeu 1.918 vítimas de violência. Com relação à construção de um sistema especializado, poder publico municipal aguarda posicionamento do governo do Estado.
Defensora dos direitos das mulheres, a prefeita Moema Gramacho considera que a Conferência nada mais é que a sequência das ações já desenvolvidas pelo município. “Sempre lutamos para assegurar os direitos da mulher e vamos continuar nessa luta”, garantiu.
Satisfeita com a intensa participação das mulheres no evento, ela comentou sobre a importância de sediar uma Conferência direcionada ao público feminino. “É preciso ter coragem, força e garra para realizar um evento como esse. Gostaria de agradecer a presença das associações e representações de mulheres e reforçar que pouco a pouco estamos conquistando aquilo que precisamos”, frisou. A secretária de Políticas para Mulheres de Lauro de Freitas, Mônica Elbachá, acrescentou que o município foi o primeiro do país a implantar a Secretaria, por isso, pioneiro na luta dos direitos do gênero. Especialista nos assuntos relativos à mulher, a psicanalista, jornalista, escritora e educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, Carmen Silva, falou em sua palestra “Autonomia Econômica e Política da Mulher” sobre a importância da realização de políticas públicas que contemplem as mulheres.
“As mulheres são o segmento mais empobrecido da população. No entanto, números mostram que nas famílias de baixa renda, são elas que provêem o sustento, o que sugere um contra-senso. Por conta das tantas atribuições impostas pela sociedade, ela não tem condições de ter vida política, daí o porquê de se realizar tantas políticas de reparação”, frisou.
Neste mesmo dia houve explanações da vereadora Edilene Paim que falou sobre “Saúde da Mulher – Direitos Sexuais e Reprodutivos”, e as jornalistas Ceres Santos e Sueid Kinté que ministraram palestras sobre “Comunicação, a imagem da mulher na mídia". Participaram também Janete Suzart, do Fórum da Mulher Negra (Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia) e Valdeci Nascimento que debateu sobre o tema “Mulher e poder”. Na abertura do evento, dia 24, a Secretária Estadual de Políticas para Mulheres, Vera Lúcia Barbosa, fez questão de enaltecer o comprometimento da prefeita Moema Gramacho com as demandas femininas. “Sabemos que essa mulher guerreira tem dado o melhor de si para fazer uma cidade melhor, inclusive nos quesitos ligados as mulheres”.
A palestrante Vilma Reis, mestre em Sociologia, ativista do Movimento de Mulheres Negras e coordenadora executiva do Centro de Educação profissionalização para Igualdade Racial e de Gênero (Ceafro), falou sobre o avanço de Lauro de Freitas. “Cheguei aqui em 1988 quando o Parque São Paulo era somente lama. A cidade sempre foi tratada como interposto de Salvador. Hoje é um município independente economicamente, culturalmente, e costuma sair na frente quando o assunto está relacionado aos direitos das mulheres”. Participaram ainda do evento a coordenadora Executiva de Políticas Sociais da Casa Civil, Camile Mesquita, o vice-prefeito João Oliveira, Sulle Machado membro do Conselho da Mulher de Lauro de Freitas, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Maria Loudes Lobo, representantes de associações femininas de todo município, entre outras.
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