Chega a Ilhéus o aplaudido espetáculo Confissões das Mulheres de 30.
Com trajetória em teatros brasileiros desde 2008 e três bem sucedidas apresentações em Salvador no mês
Com trajetória em teatros brasileiros desde 2008 e três bem sucedidas apresentações em Salvador no mês
de julho, chega à Ilhéus o espetáculo Confissões das Mulheres de 30, uma dramaturgia de Domingos de Oliveira. O espetáculo, que já foi visto por 250 mil pessoas, retrata preocupações, amores e temores das balzaquianas, vividos com doses generosas de humor. Uma comédia sobre a rotina feminina, interpretada pelas atrizes trintonas Juliana Araripe, Camila Raffanti e Patricia Bouson, com direção do Coletivo de Criação Mano que da Hora, grupo de artistas da área de música, foto, vídeo e teatro, e supervisão de Eduardo Wotzik. A peça estará em cartaz no próximo final de semana, dias 01 e 02 de outubro, às 20h, no Teatro Municipal de Ilhéus, no Centro. Os ingressos custam R$ 50,00 inteira e R$ 25,00, meia. A classificação é 14 anos.
No espetáculo, as personagens fazem piada com questões do universo feminino, como descontrole emocional, filhos, primeiro namorado após a separação e trabalho. “A comédia alivia o peso do cotidiano. É importante para a mulher viver momentos em que se distancie dos problemas. Rir cura”, diz Camila Raffanti. “A idéia é que elas possam contar suas histórias da maneira mais autoral e original possível, já que têm conhecimento da causa”, complementa o diretor carioca Eduardo Wotzik, que busca conferir às intérpretes total liberdade.
Um dos momentos mais hilários da encenação é quando as personagens viram figuras patéticas em uma pista de dança. “Na balada, elas reproduzem um passo de lambada, ou de uma aula de jazz (com polaina), lembrando como faziam na adolescência. Como as mulheres de 30 têm outros interesses (além de se divertir), nesta situação, elas caem no ridículo, provocando o riso na plateia”, antecipa Juliana Araripe.
Quanto à receita de sucesso de público e crítica do espetáculo, que já tem três anos em cartaz, Wotzik associa à temática (mulheres em crise) e à qualidade de comunicação cênica do texto, o carisma das atrizes e, principalmente, aquilo que não se explica no teatro e que se chama mistério. Vale ainda ressaltar o cenário do artista plástico Cholito Chowe, uma ambientação onírica para os depoimentos realistas.
Confessionário
Ao criar um canal direto de comunicação com o público, através do blog http://www.mulheresreais.blog.br/, as atrizes viabilizaram um espaço para divulgação das promoções de ingressos e de brindes. “Aqui contamos nossas próprias histórias e temos uma seção chamada Confessionário, onde as internautas dão seus testemunhos. Parte do conteúdo servirá de matéria-prima para nosso novo espetáculo”, conta a atriz Juliana Araripe.
Ao criar um canal direto de comunicação com o público, através do blog http://www.mulheresreais.blog.br/, as atrizes viabilizaram um espaço para divulgação das promoções de ingressos e de brindes. “Aqui contamos nossas próprias histórias e temos uma seção chamada Confessionário, onde as internautas dão seus testemunhos. Parte do conteúdo servirá de matéria-prima para nosso novo espetáculo”, conta a atriz Juliana Araripe.
“O resultado é ‘teatro depoimento’, que eu não inventei, mas apliquei. Os textos também apareciam em conversas, mesmo sem ser escritoras, as atrizes botavam no papel suas experiências íntimas e eu copidescava, dando uma forma teatral”, conta Domingos de Oliveira.
O espetáculo
A comédia entrou em cartaz em 29 de abril de 2008 em Campinas, no teatro TIM, e semanas depois, em junho, em São Paulo, no Teatro Folha, onde permaneceu até 27 de junho de 2010. No mesmo ano, cumpriu temporada no teatro Gazeta, na avenida Paulista, entre 2 de julho e 8 de agosto, e no teatro Jardim São Paulo, na zona Norte, de 21 de agosto a 10 de outubro. A peça participou do Circuito Cultural Paulista nos anos de 2010 e 2011 e da virada Cultural em Santos. Em janeiro de 2011 a peça voltou em cartaz com quadros inéditos no teatro União Cultural em São Paulo. Ém janeiro de 2012, a peça volta a Salvador.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Domingos de Oliveira
Textos originais: Clarice Niskier, Priscilla Rozenbaum, Domingos de Oliveira, Dino Menasche, Lenita Plonczinski,Dedina Bernardelli, Cacá Mourthé, Clarice Derzié, Maitê Proença e Juliana Araripe
Supervisão Geral: Eduardo Wotzik
Direção: Coletivo de Criação Mano Que da Hora
Com Juliana Araripe, Camila Raffanti e Patricia Bouson
Cenário: Cholito Chowe
Cenário: Cholito Chowe
Trilha sonora selecionada: Carlos Eduardo Miranda
Figurino: Camila Raffanti e Juliana Araripe
Desenho de luz e fotografia: Salvador Cordaro
Operador de som e luz: F7
Realização e Produção Local: Marlucia Sie
SERVIÇO:
Teatro Municipal de Ilhéus
Dias 01 e 02 de outubro
Sábado e domingo ás 20h00
Valores: R$ 50,00 Inteira e 25,00 Meia
Infor:
Classificação: 14 anos
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