A taxa de inadimplência das pessoas físicas e das empresas, que mede atrasos de pagamento superiores a 90 dias, subiu de 5,2% em julho para 5,3% em agosto deste ano, informou o Banco Central nesta terça-feira (27). Foi o segundo aumento seguido nessa comparação.
Com isso, a inadimplência atingiu o patamar mais alto desde janeiro de 2010, quando estava em 5,5%. De janeiro a julho deste ano, a inadimplência geral subiu 0,8 ponto percentual – em dezembro do ano passado, estava em 4,5%, informou a autoridade monetária.
Crise financeira
O Banco Central já alertou, na semana passada, que a crise financeira internacional pode gerar aumento do desemprego e queda da renda no Brasil, o que, por sua vez, poderia resultar em aumento da inadimplência das pessoas físicas, levando em conta "o crescente endividamento das famílias nos últimos anos". Segundo a instituição, outro fator que pesa para o aumento da inadimplência foi o aumento dos juros realizado no primeiro semestre.
O Banco Central já alertou, na semana passada, que a crise financeira internacional pode gerar aumento do desemprego e queda da renda no Brasil, o que, por sua vez, poderia resultar em aumento da inadimplência das pessoas físicas, levando em conta "o crescente endividamento das famílias nos últimos anos". Segundo a instituição, outro fator que pesa para o aumento da inadimplência foi o aumento dos juros realizado no primeiro semestre.
Mesmo com o advento da crise financeira internacional, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, acredita que a economia brasileira continuará crescendo, o que deverá gerar acomodação (estabilidade ou pequeno crescimento) da inadimplência neste ano.
"O mercado de trabalho está dinâmico, com oportunidade de ocupação e aumento da renda. Embora a ocupação esteja crescendo em um ritmo menor, ela continua aumentando. É um cenário diferente de 2008, quando houve ruptura e perda de emprego. Quando realmente observamos um repique da inadimplência", declarou ele.
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