No sábado dia 01 de Outubro, a sala principal do TCA brilhou com o espetáculo "Essa Tempestade", que faz parte do resultado de uma coprodução Brasil-Bélgica, e a mais nova montagem do Balé Teatro Castro Alves (BTCA).
Muita areia, barulho de trovões corpos nus, assim foi o cenário, que nos transportou a uma ilha, com uma grande tempestade de areia. Movimentos simples, clássicos, contemporâneos marcaram todo momento a obra. O coreógrafo Cláudio que falou com exclusividade ao Salvador Noticias, conta “que levou dois anos para montar estas coreografias, mas com o balé foram dois meses, quis contar um pouco da historia do Brasil, com suas riquezas de culturas e sincretismo, sua mistura de raças e línguas, mais que é um grande povo Brasileiro.”
O espetáculo que mistura dança áudio visual com telões passando imagens em tempo real, dois cantores interpretando musica lírica foi uma mistura e combinação perfeita usada por Cláudio. Um repertório bem brasileiro com vozes de Maria Bethania e Caetano completou a sinfonia.
Essa Tempestade é uma criação do coreógrafo cearense radicado na Bélgica, Cláudio Bernardo, livremente inspirada na peça "A Tempestade", considerada o último texto do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616). 'Essa Tempestade', é um mergulho no universo shakespereano para trazer à luz, por meio da dança, uma discussão sobre o poder, vingança, amor e o processo de colonização, culminando na busca da liberdade.
A apresentação foi dedica ao violinista Salomão, que faleceu no dia 30 de setembro, que há 15 anos fazia parte do grupo OSBA (Orquestra Sinfônica da Bahia). Depois da estreia em Salvador o BTCA se apresentará nas cidades baianas de Juazeiro, Valença e Ilhéus e em Fortaleza, no encerramento da Bienal Internacional de Dança do Ceará, seguindo em Novembro para a Bélgica, como convidado do Europalia, um dos mais importantes eventos das artes na Europa, que este ano será dedicado ao Brasil. Passando também em Bruxelas, a capital belga, e nas cidades de Mons e Liége.
Da Redação, Bruno Neres
Da Redação, Bruno Neres
1 comentários :
É uma pena que espetáculos dessa magnitude esteja restrito a tão poucas pessoas
,pois, a cultura e um dos vetores de formação do cidadão de suma importância. Parabéns pela “recriação”
Postar um comentário