Investigadores de polícia debatem estratégias de combate às drogas na escola.
Evento na Câmara Municipal quer conquistar a confiança dos jovens nas ações da Polícia nas comunidades populares.
Jovens e adolescentes tem sido uma preocupação constante da Associação dos Investigadores da Polícia Civil do Estado da Bahia (ASSIPOC) que realiza na próxima segunda-feira, 17 ás 9h no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador audiência pública com a finalidade de promover o debate e ações efetivas para a redução de danos e controle do uso de entorpecentes junto a essa população. De acordo com a entidade o uso de drogas por jovens tem sido constatado cotidianamente a partir do trabalho de campo realizado pólos agentes investigadores, situação que salta aos olhos e torna-se urgente uma ação educadora a curto e logo prazo, com ênfase na escola.
O foco na educação a partir da escola dar-se pelo fato de que no passado dizia-se que ás drogas estava nas portas das escolas e atualmente essa ação criminosa que coloca em risco jovens e adolescentes mudou e tomou formas alarmantes. “Hoje sabemos que ás drogas já está dentro das nossas escolas e sua ação devastadora, provoca a evasão escolar e impede a formando de cidadãos críticos, capazes de influenciar na transformação da sociedade” afirma Arivaldo Alves presidente da entidade na Bahia. O presidente trás a público outras ações criminosas e meticulosas. “Já temos informação de que traficantes estão se matriculando nas escolas para fazer seu comércio imoral, tendo em vista que a presença da policia nesses estabelecimentos de ensino ainda e visto como algo constrangedor” acredita Alves indignado com a ousadia e estratégia da marginalidade.
A Associação dos Investigadores da Polícia Civil do Estado da Bahia tem como finalidade não só a luta por melhoria das condições salariais e de trabalho dos Policiais Civis, mais também acredita que ações focalizadas na redução e combate as drogas contribuem para uma política efetiva de promoção da cidadania e direitos humanos além de contribuir com o trabalho do Judiciário Baiano com a redução dos processos judiciais.
De acordo com a entidade existe um desencantamento com a vida por parte dos jovens das comunidades carentes, associado à falta de oportunidades e perspectivas de futuro. Muitos iniciam o contato com as drogas aos 14 anos visando uma felicidade momentânea e depois começam a ver que esse comércio ilícito pode gerar algum tipo de lucro e conseguinte acaba morrendo aos 18 anos no começo de sua idade produtiva. A entidade chama atenção para outros índices alarmantes de vulnerabilidade social dos jovens. “A média de dos crimes envolvendo jovens são do grupo etário de 18 a 24 anos, especialmente homens, mas isso ta mudando e também as mulheres estão sendo executadas”, conclui o presidente Alves, alertando para a necessidade da união de toda a sociedade nessa perspectiva de mais cuidado e atenção com a juventude, especialmente as famílias.
A entidade aproveita a oportunidade e faz a própria critica do papel da Polícia nesse contexto histórico de pobreza, marginalização e falta de oportunidades para grande parcela da população de jovens. A critica via não somente a prática da repressão, as vezes com uso da força e aparato legal. Essa critica é extensiva a todos os associados que como policiais atribuídos do poder legal podem dar um outro tipo de contribuição ao combate às drogas ilícitas no Estado. Isso inclui política especifica para a redução dos danos, apresentado conteúdos educativos da ação das drogas no corpo bem como recuperar a confiança dos jovens nas Polícias. A Sessão é uma solicitação da entidade conduzida pelo vereador municipal Pedro Godinho.
Maiores informações (71) 8779 5222 Arivaldo
Serviço
Audiência PREVENÇÃO E COMBATE AO USO DE DROGAS, POR JOVENS NAS COMUNIDADES NEGRAS E CARENTES.
Local Auditório da Câmara Municipal de Salvador
Praça Municipal S/N – Palácio Thomé de Souza
Segunda-feirra, 17 de outubro as 9hs
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