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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Combate ao câncer de próstata em Salvador

Exames em idosos da Cidade Baixa, além de caminhada, avaliação nutricional e café da manhã temático na Pituba vão marcar o Dia Nacional de Combate à Doença
O Câncer de Próstata é o tumor mais comum em homens com mais de 50 anos de idade. Para incentivar a prevenção e a detecção precoce desta doença, a Clínica do Homem promoverá ações especiais que marcarão o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata (17 de novembro). Nesta data, serão realizadas, a partir das 14 horas, consultas e exames gratuitos para diagnosticar problemas na próstata em cerca de 20 idosos assistidos pelo Lar Irmã Maria Luíza, no Caminho de Areia. “A intenção é saber se os homens com mais de 50 anos assistidos pela instituição estão com as próstatas saudáveis. Caso algum problema seja diagnosticado, orientaremos o tratamento mais adequado para cada caso”, conta o uro-andrologista diretor da Clínica do Homem, Francisco Costa Neto.

Já no último sábado do mês, dia 26, a partir das 7h30, será realizada na orla da Pituba (com saída do antigo Clube Português) a I Caminhada pela Saúde da Próstata. Na ocasião, além de avaliação nutricional gratuita feita por nutricionistas e dicas sobre condicionamento e preparo físico fornecidas por especialistas da Tripla Forma Assessoria Esportiva, a equipe da Clínica do Homem estará à disposição para tirar dúvidas sobre prevenção e tratamentos de doenças da próstata e outras patologias que afetam os homens. Ao final da Caminhada, às 9h, um café da manhã saudável será oferecido aos partipantes. “O objetivo de tudo isso é conscientizar as pessoas sobre as atitudes práticas que podem ajudar a prevenir as doenças da Próstata, como a mudança de hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos”, declara o Dr. Francisco.

Câncer de Próstata: fatores de risco

   A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga que cerca a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são componentes do líquido seminal (ou esperma). “A origem do Câncer de Próstata é desconhecida, mas nós (especialistas no assunto) presumimos que alguns fatores influenciam no seu desenvolvimento, tais como fatores genéticos e hereditários, além de hábitos alimentares, entre outros”, afirma o uro-andrologista Francisco Costa Neto. “Os riscos da doença são maiores para a população negra, o que revela que fatores raciais também são passíveis de consideração”, comenta.

   Segundo o médico, a presença de Câncer de Próstata em parentes de primeiro grau aumenta em quase 20% a probabilidade de diagnóstico da doença. O fator hormonal também é importante, na medida em que a neoplasia regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos. “Vale destacar que a testosterona (principal hormônio masculino) não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, ela estimularia o seu crescimento. Por outro lado, a doença não ocorre em eunucos (castrados)”, explica.

   Ultimamente, tem se dado muita atenção ao fator “hábitos alimentares”. “Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer ao passo que aquelas ricas em fibras e tomate (Licopeno) diminuem o seu aparecimento”, conta a nutricionista Leny Strauch. Por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação como as vitaminas, o cádmio e o zinco. “A prática de exercícios físicos regulares também é muito importante para prevenção desta e de outras tantas doenças”, destaca.

   O fator ambiental também tem sido alvo de investigação. Populações de baixa incidência de Câncer de Próstata, quando migram para áreas de alta incidência, apresentam um aumento na ocorrência de casos. Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes e outros produtos químicos estão sob suspeita.

Sintomas

Nas fases iniciais, quando são maiores as chances de cura, a doença é assintomática.  Por isso é tão importante passar pela avaliação prostática anual a partir dos 40 anos. “O tumor somente é detectado em exames clínicos e laboratoriais de rotina, que são o toque retal e a dosagem do antígeno prostático específico ou PSA”, diz Francisco Costa Neto. “Nos casos de CP sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar bem a bexiga, ou seja, sintomas de obstrução urinária. Sangramento na urina também pode ser uma queixa, embora menos comum. O paciente pode, ainda, manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases). Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser uma manifestação da doença em sua fase mais avançada”, completa.

Diagnóstico

   Todo o homem a partir dos 40 anos deve se submeter à avaliação prostática preventiva anual, aqueles com história familiar de CP (Cancer de Próstata), devem realizar o exame semestralmente, independentemente de sintomas. Em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico.

   Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estadiado. Isto significa que exames deverão ser solicitados a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases. A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e fornece informações quanto à metástases no esqueleto.  Outros exames eventualmente solicitados são: Fosfatase Àcida Prostática (PAP), tomografia computadorizada de abdômen, MRI – Ressonância Magnética da Próstata, e radiografias do tórax.

Tratamento

   Baseado na extensão do tumor e de sua classificação, o médico escolhe o tipo de tratamento. “Para os tumores localizados dentro da glândula, a prostatectomia radical e a radioterapia, além da Braquiterapia são as primeiras opções consideradas curativas. Os tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia. Os tumores metastáticos são paliativamente controlados com hormônios femininos, orquiectomia (retirada dos testículos), drogas anti-androgênicas ou análogos do LHRH”, resume o uro-andrologista.

   De acordo com Francisco Costa Neto, o tratamento do CP é controverso, pois são muitas as variáveis a se considerar: idade do paciente, níveis do PSA, estágio do tumor e tipo histológico. Além disso, deve-se discutir com o paciente as complicações do tratamento. Tanto a prostatectomia radical quanto a radioterapia podem deixar o paciente impotente bem como incontinente urinário. Já a hormonioterapia diminui a libido e pode causar impotência sexual.

   “Deve-se considerar também a idade do paciente na época do diagnóstico e sua expectativa de vida sem a doença. Pacientes muito idosos e com baixa expectativa de vida certamente se beneficiarão com tratamentos menos agressivos. Problemas psicológicos e culturais fazem da orquiectomia um tratamento indesejado. Outras formas de terapia não têm bons resultados ou estão sob investigação, como é o caso da quimioterapia e da terapia genética”, informa.

Sobre o Lar Irmã Maria Luíza

   O Lar Irmã Maria Luíza atua há 24 anos assistindo tanto idosos que foram abandonados pela família e não têm qualquer tipo de renda quanto aqueles que contribuem para a subsistência da casa com a própria aposentadoria (alguns são visitados por familiares). Doações à instituição são sempre bem vindas, especialmente de material de higiene e limpeza, roupas, lençóis, toalhas, comida (especialmente carne, leite, margarina, café e adoçante), ventiladores, colchões hospitalares, fraldas geriátricas e medicamentos. “Além disso, médicos de diversas especialidades, psicólogos e outros profissionais podem contribuir oferecendo atendimento gratuito às pessoas que vivem no Lar”, incentiva Francisco Costa Neto.

Sobre a Clínica do Homem

A Clínica do Homem conta com uma equipe multidisciplinar e altamente especializada, composta por médico urologista/andrologista, farmacêutica-bioquímica, bióloga, embriologista e nutricionista. Seu principal objetivo é promover a saúde do homem através da avaliação preventiva, diagnose e tratamento e disfunções nas áreas de urologia, andrologia e reprodução humana.

Entre as especialidades da Clínica, destacam-se o diagnóstico e tratamento da disfunção erétil, ejaculação precoce, reposição hormonal, vasectomia e reversão da vasectomia, DSTs, avaliação e tratamento dos problemas da próstata, tratamento da infertilidade masculina, tratamento da síndrome metabólica e orientação alimentar, banco de sêmen, entre outras.

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