Domingo passado (18) você viu no Fantástico como empresários e gerentes desonestos oferecem propina para conseguir contratos públicos, e também fraudam licitações. A denúncia deu resultado:
Segunda-feira:
A Polícia Federal instaurou quatro inquéritos para investigar as empresas denunciadas. Dezessete pessoas foram convocadas a depor. A prefeitura e o governo do estado do Rio de Janeiro determinaram o cancelamento dos contratos com as empresas citadas na reportagem. O Ministério Público Federal começou a buscar provas que possam impedir a participação delas em novas licitações públicas.
O Ministério da Saúde suspendeu contratos com a Bella Vista, uma das empresas mostradas pela reportagem. E o vice-presidente Michel Temer defendeu a investigação dos acusados: “Se há denúncia, deve se apurar e é o que vai acontecer”, garantiu.
No Congresso, a oposição retomou um pedido de abertura de uma CPI para investigar denúncias de corrupção na Saúde. E a OAB também se manifestou: “Quem sabe isso não seja o primeiro passo para que a gente possa banir essa prática aqui em nosso país”.
Terça-feira:
A presidente Dilma Rousseff mandou o Ministério da Saúde investigar contratos entre hospitais federais e as empresas citadas no Fantástico.
A Policia Federal anuncia que vai investigar o patrimônio dos donos das quatro empresas.
Diante das denúncias do Fantástico, os ministros do Tribunal de Contas da União, que fiscaliza o uso do dinheiro público, decidiram fazer uma devassa nos contratos firmados pelos hospitais universitários no país.
E uma portaria do Ministério da Saúde determina abertura de processo administrativo para apurar irregularidades em contratos do Into, Instituto do Câncer e o Instituto Nacional de Cardiologia.
Quarta-feira:
Três dias depois da denúncia do Fantástico, a Polícia Federal começou a ouvir os responsáveis pelas empresas mostradas oferecendo propina para tentar vencer licitações fraudulentas.
Da Locanty, apenas o dono, João Alberto Felippo Barreto, conhecido como João da Locanty, apareceu.
Quinta-feira:
Renata Cavas, funcionária da Rufolo, que aparece na reportagem, foi chamada a depor na Polícia Federal.
A Polícia Federal anuncia que mais 48 pessoas serão intimadas a depor sobre as denúncias feitas no Fantástico.

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