Por que tantas pessoas assistem e acompanham com tanta expectativa uma novela, esperam ansiosas por um novo capítulo e, por outro lado, não conseguem ter o mesmo interesse por outras linguagens artísticas que, cada uma em seu contexto, também conta uma história, ou assuntos variados? E por que não tentar levar a novela resgatando esse mesmo telespectador, para outro contexto? Os questionamentos foram o ponto de partida para a bailarina, coreógrafa e diretora artística, Leila Gomes, dar início ao projeto A Filha do Meio, a primeira dança-novela baiana que estreia em nova temporada no próximo dia 7 de abril, às 20h, no Teatro Sesi - Rio Vermelho, onde permanece em cartaz até o final do mês de abril, sempre aos sábados e domingos.
O espetáculo recebeu Prêmio Yanka Rudzka de 2010 e já esteve em cartaz no Cine-Teatro de Lauro de Freitas, no Solar Boa e no Teatro Sesi Rio vermelho.
Enredo
A Filha do Meio conta a história da família De Tulha, cuja matriarca, Julha De Tulha, é uma mulher rica, bonita, feliz e uma mãe muito dedicada. Porém, ela esconde um terrível segredo que poderá mudar seu destino e o de toda sua família. Julha mora com seu marido Astolfo De Tulha que tem uma doença terminal, mas esconde de todos. Eles vivem numa casa grande no bairro de Fusca, no interior da Bahia, com suas três filhas: Rebeca, a filha mais velha, Celeste, A Filha do Meio e Jéssica, a filha caçula. Zulmira, a narradora e empregada da casa, é a única que conhece todos os segredos da família De Tulha.
Em tom sarcástico e hilariante, muitas vezes se assemelhando aos dramas latino-americanos, A Filha do Meio é um convite ao espectador que tem empatia pelas telenovelas a desfrutar da dança e do teatro, deslocando-o para um novo ambiente artístico. "A Filha do Meio nasce da tentativa de trazer, ao contexto do palco, a magia e o magnetismo das novelas, conservando o poder dramático de suas tramas, com a autenticidade, a interatividade e a instantaneidade que só o teatro e a dança conseguem permitir", explica a diretora Leila Gomes.
Outros elementos cênicos juntam-se ao espetáculo como recursos de áudio e luz, manipulação de bonecos e interatividade do público. Segundo Leila, a concepção multifacetada é mais um diálogo das artes cênicas com o mundo contemporâneo. "O mundo mudou e acho que as artes têm que acompanhar essas mudanças, sem perder sua essência. Para esse espetáculo, eu queria que a platéia se identificasse logo com os personagens, o ambiente, a linguagem de telenovela e os recursos foram pensados visando essa aproximação".
Elenco
No elenco, bailarinos experientes como a própria Leila Gomes, Sissi de Melo, bailarina-intérprete na Cia de Dança Tran Chan; Estela Serrano, dançarina solista da Contemporânea Ensemble; Stella Campos, cantora e bailarina com passagens por importantes companhias, a exemplo do Grupo Salto e Tran Chan; Soter Xavier, bailarino e professor de Balé, com passagens pelo Balé do Teatro Castro Alves, Mantra Cia de Dança e Cia de Dança Palácio das Artes – MG; Ana Elisa Supra, bailarina com atuação na Mantra Cia. de Dança, Grupo Cisne Negro (SP) e Balé do Teatro Castro Alves; Aline Rosas, participou como bailarina bolsista do Projeto de Manutenção do grupo TRAN CHAN.
Atrelados pelo fio da narrativa, eles dançam, atuam, manipulam bonecos, guiando o público numa imersão inesperada no contexto da dança contemporânea.
Serviço
Espetáculo: A Filha do Meio
Local: Teatro Sesi Rio Vermelho
Estreia: 7 de abril
Horário : 20h
Temporada: 8 a 29 de abril, sempre aos sábados e domingos
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)

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