Foi firmado na quarta-feira (28.03) um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual a Secretaria Municipal de Saúde se compromete em realizar os pagamentos dos prestadores de serviço ao SUS (Sistema Único de Saúde), que não recebem o repasse deste janeiro. Com a assinatura do termo, as clínicas e instituições de saúde que prestam serviços ao SUS e estavam paralisadas desde o dia 21.03 retomaram de imediato o atendimento.
Em reunião realizada ontem (27.03) à noite, as instituições de saúde que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS) decidiram manter a paralisação dos serviços, já que a data proposta para o pagamento da primeira parcela é 11.04. Com a promessa do secretário municipal de saúde, Gilberto José, de que o pagamento será realizado antes, até o dia 30.03, os empresários decidiram retomar o atendimento para que a população não continue sendo penalizada. “Como esse atraso no pagamento inviabiliza a manutenção dos atendimentos nas clínicas, contamos com a promessa do secretário de que o pagamento será antecipado, para que a situação seja regularizada”, enfatiza o vice-presidente da Ahseb, Ricardo Costa.
As negociações para a assinatura do TAC foram intermediadas pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviço de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba) e pela Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb). “Nossa preocupação é com a população e a falta de assistência, pois os hospitais públicos e filantrópicos não têm condições de atender a demanda”, observa Raimundo Correia, presidente do Sindhosba.
Atualmente. 193 clínicas e unidades de saúde do sistema complementar da rede privada prestam serviços ao SUS, em uma demanda superior a 20 mil atendimentos/dia. Com a paralisação, os tratamentos em curso - tais como acompanhamento de fraturas e lesões ortopédicas - fisioterapia, consultas e cirurgias oftalmológicas, atendimento ao acidente de trabalho, realização de exames de imagem (mamografia, ultrassonografia e radiografias) e demais tipos de atendimento, que não são ofertados em quantidade e qualidade suficiente pelo município, deixam de ser efetuados, ocasionando a desassistência maciça à população.
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