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sábado, 24 de março de 2012

Programa assegura atendimento aos portadores da doença falciforme

Quando soube que a filha recém-nascida era portadora da doença falciforme, a dona de casa Adriana Araújo Santos ficou preocupada com os problemas que poderiam decorrer do mal. Dois anos depois, ela conhece muito mais sobre o problema e diz que a pequena Rebeca brinca e se desenvolve como qualquer outra criança. Adriana atribui a boa qualidade de vida da filha ao diagnóstico precoce e à assistência que recebe através do Programa de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme, implantado desde 2005 pela Prefeitura de Salvador.

"A doença falciforme é provocada pela alteração dos glóbulos vermelhos (hemácias) e pode causar vários danos à saúde, como obstrução dos vasos sanguíneos, anemia crônica, febre, crises de dor e degradação do sangue", explica a coordenadora do programa, Maria Cândida Queiroz.

O mal pode ter implicações sérias e até levar o paciente à morte, caso não tenha assistência adequada. Trata-se da doença genética de maior incidência no Brasil e acomete, principalmente, pessoas da população de origem negra, o que levou a Prefeitura de Salvador - cidade com cerca de 80% de população de ascendência africana - a priorizar o atendimento à doença nas suas unidades de saúde.

Atendimento - Com a criação do programa, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) passou a ser responsável por garantir cuidados aos portadores da doença, oferecendo acesso ao diagnóstico, acompanhamento clínico, medicamento, exames de controle/rotina e serviços de média e alta complexidade. Ao todo, são 13 unidades de saúde de referência, compostas por uma equipe com pediatra, assistente social, enfermeiro, nutricionista, farmacêutico/bioquímico e psicólogo capacitado para receber o paciente portador da doença falciforme.

Teste do pezinho - A doença falciforme é uma das identificadas através do teste do pezinho. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) é a entidade credenciada pelo Ministério da Saúde para a realização do exame disponibilizado pelas unidades de saúde pública a todos recém-nascidos. Esse diagnóstico precoce associado ao acompanhamento regular com equipe de saúde, suporte social pode reduzir e até evitar agravos e complicações.

De acordo com a coordenadora do Programa, os dados apresentados pela Apae apontam que 592 crianças nascidas entre 2001 e 2011 foram diagnosticadas com a doença em Salvador e encaminhadas ao programa de atendimento da Prefeitura. A filha de Adriana é uma dessas pacientes. Elas são atendidas no Centro de Saúde de Marechal Rondon, próxima ao bairro de Valéria onde vivem.

As visitas à unidade são agendadas trimestralmente. "Para mim é um serviço muito bom. Sempre temos prioridade. Desde que ela começou a ser atendida, já aprendi muitas coisas, como os cuidados e atenção que devemos ter com o portador da doença. Quando tem algum exame que precisa ser feito em outra unidade, a médica nos encaminha", diz a dona de casa. O resultado é que sua filha Rebeca tem hoje uma vida normal. "Para mim, ela é até mais sapeca", brinca.

Segundo a enfermeira Geane Cardoso, integrante da equipe do programa no centro, existe uma grande preocupação em informar os pais sobre a doença para que eles possam identificar sintomas de agravamento do mal e procurar o socorro rapidamente. Nas unidades de saúde, os pais aprendem, por exemplo, a importância da hidratação para melhorar a circulação sanguínea e, do exame do baço, para verificar algum aumento do órgão, que costuma ser afetado pela doença nas crianças.

A enfermeira destaca que o programa também atende a pacientes adolescentes e adultos. No caso deles, os problemas mais comuns causados pela doença são a úlcera de perna, a necrose da cabeça do fêmur e dores nas articulações. "Antigamente, a doença apresentava grande índice de mortalidade. Muitas pessoas não chegavam à idade adulta, mas hoje em dia, já existem pacientes com mais 70 anos", completa.

Outras ações - Além do atendimento aos pacientes na rede de saúde, o Programa de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme promove ações educativas, visando informar a população sobre o mal, com palestras em escolas, associações de bairros e feiras de saúde. Todos os agentes de saúde passaram pelo menos por uma capacitação sobre a doença.

O programa mantém parcerias, como o Serviço de Ortopedia do Hospital das Clínicas, para consultas e cirurgias, e com a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, que disponibiliza atendimento para os adultos portadores da doença e ambulatório em Brotas.

 Confira a lista de unidades de referência da Doença Falciforme:

- Cabula/Beiru 6º C.S. Rodrigo Argolo
- Barra/Rio Vermelho 15º C.S. Eduardo Araújo
- Brotas 14º C.S. Mário Andréa
- Itapagipe 10º C.S. Ministro Alkimin
- Cajazeiras C. S. Nelson Piauhy Dourado
- Centro Histórico C.S. Carlos Gomes
- São Caetano/Valéria C.S. Marechal Rondon
- Subúrbio C. S. Adroaldo Albergaria
- Itapuã 7º C. S Professor José Mariani
- Liberdade 3º C.S. Professor Bezerra Lopes
- Boca do Rio 12ºC.S. Alfredo Bureau Em transição para C.S. Pituaçu
- Pau da Lima C.S. Cecy Andrade
- C.S. Sete de Abril

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