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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Mulheres marisqueiras contribuem com o desenvolvimento no sul da Bahia

Mulheres marisqueiras contribuem com o desenvolvimento no sul da Bahia.
Um animado grupo de pessoas de 60 a 90 anos sempre está no pátio da Escola Parque de Salvador todas as segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h às 8h. Essas pessoas são alunas das aulas de condicionamento físico promovidas pelo Núcleo de Projetos Especiais (Nupes) da escola. Destinado à comunidade dessa faixa etária do bairro da Caixa d’Água e adjacências, o trabalho é realizado há quatro anos. Naquele ambiente acolhedor e divertido, o grupo diz ter redescoberto a vida, aprendendo a cuidar da saúde física e mental.
Reconhecida nacionalmente pelo projeto de formação pedagógica do cidadão, a Escola Parque de Salvador desenvolve essa e outras atividades de integração com familiares de estudantes e comunidade do entorno, envolvendo 4.500 pessoas, entre alunos e população externa, que participam das 70 oficinas oferecidas.
“Nossa escola, que vai completar 61 anos, se fortalece com a presença da comunidade, incluindo pais de alunos e moradores, com participação nos nossos projetos, tornando a instituição mais protegida e valorizada”, afirmou o diretor Gedean Ribeiro do Nascimento.
A Escola Parque de Salvador integra o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, formado por outras oito escolas. A instituição, inaugurada pelo educador baiano Anísio Teixeira, foi pioneira no Brasil por ter implantado a proposta de educação profissionalizante e em tempo integral. A Escola Parque, em particular, possui 2.900 estudantes matriculados, nos três turnos.
Melhor idade
Copeira aposentada e ex-costureira, Julieta Marques da Silva, 77 anos, conhecida como Bá, é uma das mais animadas do grupo. “Sou a contadora oficial”, orgulha-se, explicando que a professora gosta que ela conte alto a sequência dos exercícios, “porque a aula fica mais animada”. Ela, que é uma das primeiras a chegar ao grupo, destacou ter ganho qualidade de vida. “Me sinto muito bem. Melhorei a saúde física e a autoestima”.
Almerinda Batista de Araújo, 70 anos, é também uma das 40 ‘meninas’ da melhor idade da Escola Parque. Um problema crônico de coluna a impedia de se locomover. “Vivia deitada e sendo levada para a fisioterapia”, contou. Há dois anos, passou a frequentar as aulas de alongamento da professora Ana Aparecida Dórea. “Foi uma bênção. A pró Cida é um brilhante na minha vida”.
A professora Ana dá o seu relato: “Trabalhar com essas senhoras me faz muito bem e é gratificante, porque elas são muito comprometidas. Quando cheguei aqui, em 2008, passava por um momento de fragilidade, com a morte da minha mãe, e elas me acolheram com muito carinho”.
Nupes
O bom relacionamento entre escola e comunidade ganhou reforço com o Nupes, que desde 2003 dá suporte a todas as ações realizadas ali. “Ganhamos muito com esse trabalho multidisciplinar, porque temos a família dos estudantes dentro da escola e essa parceria contribui para o bom comportamento deles”, destacou a coordenadora do núcleo, Valdenice Santos.
Para a realização do trabalho, o Nupes dispõe de orientações de psicólogo, psicopedagogo e assistente social, além de orientação jurídica, visando à superação dos distúrbios emocionais, das dificuldades de aprendizagem e dos conflitos sociais e familiares, de acordo com a professora Alice Marques Ribeiro, psicóloga do núcleo.
As atividades do Nupes estão organizadas em cinco linhas de ação. Destaque para as transversais, que desenvolvem dez projetos com a participação da comunidade, como o Parque da Melhor Idade, Dia D da Saúde, Pais para Sempre/Oficina de Cidadania e Saúde e Paz na Escola.
Oficinas
As 70 oficinas oferecidas pela Escola Parque são ligadas a diversas áreas, como informação, esporte, jardinagem e artes. Mariluce da Silva, 36 anos, moradora da Caixa d’Água, se matriculou nas oficinas de confeitaria, informática e dança de salão. “Estou tendo a oportunidade de me profissionalizar e futuramente poder ter meu próprio buffet”.
Uilton Rocha da Conceição, 26 anos, aluno do 3º ano do ensino médio, participa da oficina de manutenção de micro. “Tive a sorte de encontrar uma escola pública de qualidade, bons professores e gestores, além dos cursos gratuitos, que não teria condições de pagar. Por conta do meu desempenho, fui convidado para fazer parte da monitoria de produção de vídeo”, declarou o estudante, que pretende ser jornalista. (Secom)

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