Pesquisa aponta queda no índice de endividamento dos soteropolitanos durante o mês de abril
A Femicro – Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Bahia - divulgou os resultados da pesquisa de abril, realizada em Salvador, em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil. O levantamento apontou que o Índice de Confiança dos Consumidores (ICC) alcançou o valor de 126,8 pontos, enquanto os Índices de Situação Presente (ISP) e de Expectativas Futuras apresentaram 129,5 e 125,0 pontos, respectivamente. O estudo traz o cenário dos setores do comércio, da indústria e serviços e está sendo atualizado mensalmente. Além desses resultados, a pesquisa revelou o cenário econômico, a intenção de compra do soteropolitano para o mês de maio, os principais itens e consequências que levam ao endividamento, dentre outras informações. A análise segmenta os resultados a partir do sexo, da faixa etária, escolaridade e renda familiar.
A pesquisa apontou que 45,6% dos consumidores possuem boas expectativas sobre a situação econômica do país para os próximos 12 meses. Dentre os entrevistados no mês de abril, 41, 4% são consumidores endividados; 21,4% são consumidores com dívidas em atraso e 5,3% são considerados inadimplentes. “A partir desta análise, o comerciante pode superar seus desafios diários implementando seu plano estratégico com ações e atividades desde a simples tarefa da equivalência do estoque até complexas campanhas publicitárias que incentivem as compras”, completa o presidente da Femicro, Moacir Vidal. Os produtos mais desejados pelos entrevistados para comprar no próximo mês são o computador, vestuário, calçados, geladeira, celular, câmera digital, imóvel, móveis e televisão. Dentro desta preferência, 48,8% afirmam que possuem intenção de gastar acima de R$ 1 mil, para o próximo mês.
COMPRAS E DÍVIDAS
No mês de abril, o índice de endividamento caiu em relação ao mês anterior, ele passou de 61,2% para 41,4%. Ainda assim, as mulheres continuam liderando e representam 54,6% dos consumidores endividados, onde 18,1 % possuem dívidas em atraso, 33,3% estão adimplentes, com o comprometimento da renda familiar, e 5,5% são consideradas inadimplentes. Dentre os motivos que levaram as dívidas em atraso, 91,9% afirmam que possuem desequilíbrio financeiro. Este desequilíbrio é ocasionado pela falta de orçamento e controle dos rendimentos e gasto, de acordo com 76,6% dos entrevistados, e o desemprego aparece para 48,2 %. O aumento de gastos essenciais ou surgimento de novas necessidades refletiu em 40,2% dos soteropolitanos e as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, apresentaram 9,4%.
O perfil dos entrevistados mais endividados é do sexo feminino, entre 25 e 34 anos com grau de escolaridade até o ensino fundamental e renda familiar mensal inferior a cinco salários mínimos. Os gastos com vestuário lideram os bens ou serviços comprados a prazo que são responsáveis pelas dividas de 34,4% dos consumidores. Em seguida vem os gastos com alimentação, com 27,22%, educação com 19,2% e tratamento de saúde com 17,2%. O cartão de créditos é a forma de pagamento a prazo utilizado por 82,8% dos endividados, logo após os carnês de lojas com 12,8%, os financiamento com 10,2%, os cheques pré-datados com 9,5% e empréstimo pessoal com 6,3. De acordo com a pesquisa, para controlar os rendimentos e gastos mensais, 83,9% dos entrevistados realizam orçamento e controle eficaz de rendimentos e gastos, 8,6% fazem orçamento de rendimentos e gastos, mas não praticam controle da execução do orçamento. Apenas 7,6% não preparam o orçamento nem controlam os rendimentos e gastos. O levantamento revelou também que 25,8% dos entrevistados assumiram que possuem dívida com pagamento em atraso há mais de 90 dias e 33,4% estão em débito há aproximadamente 30 dias. Em relação aos valores, 31,5% devem até R$ 1 mil e 7,3% possuem dívidas superiores a R$ 5 mil.
PESQUISA
O estudo trata de uma série de pesquisas econômicas que vêem sendo realizadas desde janeiro de 2008 pela Femicro – BA. A Associação é uma entidade que tem por objetivo promover o associativismo como forma de fortalecimento das empresas, além de lutar e defender os interesses do segmento. O levantamento foi realizado em Salvador com 900 pessoas entrevistadas, com idade a partir de 18 anos e consumidores potenciais. “A importância é a medição regular da confiança dos consumidores no cenário econômico, sua intenção de compra de cesta de produtos apresentada e o nível de endividamento. A intenção de compra é influenciada pelo nível de confiança e não há consumo sem a análise do potencial de endividamento”, afirma Moacir Vidal.
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