Levantamento revela que 46% dos soteropolitanos possuem percepções ruins para compras de bens duráveis em abril.
Salvador, 02 de Abril de 2012 - Um estudo realizado no primeiro trimestre de 2012 pela Femicro – Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil, concluiu que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu 128 pontos, enquanto o Índice de Situação Presente (ISP) e o Índice de Expectativas Futuras apresentaram 125,5 e 129,6 pontos, respectivamente. Neste mesmo período, 55,9% dos entrevistados estão endividados em Salvador. O mês de março apresentou maior taxa, com 61,2%. A pesquisa foi realizada em Salvador, com 900 pessoas a partir de 18 anos e consumidores potenciais.
O levantamento apresenta o cenário dos setores do comércio, da indústria e serviços e segmenta os resultados a partir do sexo, da faixa etária, escolaridade e renda familiar. “O índice de confiança do consumidor tem o objetivo de gerar um indicador das expectativas em relação ao seu consumo futuro, procurando antecipar as variações do nível de atividade econômica no Município de Salvador. Os dados revelam tendências de consumo e comercialização na capital baiana”, afirma Moacir Vidal, presidente da Femicro.
O levantamento apontou que 45,6% dos entrevistados afirmaram que as percepções para a compra de bens duráveis do mês de abril são ruins e 40,2% consideram boas. Porém, 75% disseram que as perspectivas sobre a situação financeira da família, nos próximos 12 meses, são boas. “A partir desta análise, o comerciante pode superar seus desafios diários implementando seu plano estratégico com ações e atividades desde a simples tarefa da equivalência do estoque até complexas campanhas publicitárias que incentivem as compras”, completa Moacir Vidal.
Dentre os produtos apresentados, 20% dos entrevistados afirmaram que desejam comprar computadores no mês seguinte, enquanto 18% preferem celular e 9% geladeira. Micro-ondas (8,8%), automóvel (8,7%), móveis (7,3%) e imóveis (6,6%) também se destacaram na pesquisa. Devido ao valor dos produtos mais procurados pelos consumidores, 48,6% disseram que pretendem gastar mais de R$ 1 mil. Entre os que optaram pelos computadores, 12% são homens e 26,6%, mulheres.
Entre os 55% dos consumidores endividados no primeiro trimestre do ano, as mulheres possuem o maior índice, com 58,9%. Por faixa etária, 58,8% têm entre 25 e 34 anos; 61,2% só cursaram até o ensino fundamental e 57,9% ganham até cinco salários mínimos. No mês de março, dos 61,2% dos entrevistados que estão com dívidas, 48,1% são considerados adimplentes e 13,1% estão em atraso. “A pesquisa visa auxiliar no planejamento de vendas tanto das empresas, quanto na análise de risco do mercado consumidor de Salvador de instituições financeiras”, afirma Michell Rocha.
Para Moacir Vidal, o controle da inadimplência do consumidor é um dos principais problemas enfrentados pelos empresários do comércio de bens e serviços nos dias de hoje. “As dificuldades em obter dados estatísticos que permitam avaliar a natureza e a real dimensão do endividamento do consumidor são acompanhadas pela multiplicidade de indicadores, de conceitos e de metodologias indevidamente utilizados na abordagem desta questão, com isso, não há um rigor científico e confiabilidade na maioria dos estudos realizados”, avalia.
Dentre os motivos que levaram os soteropolitanos a não cumprirem as dívidas, 87,7% afirmaram que houve desequilíbrio financeiro e 28,5% adiaram o pagamento, aplicando os recursos disponíveis em outras finalidades. O desequilíbrio das finanças foi justificado por 90,7%, por não terem feito o orçamento e controle dos rendimentos e gastos, ou por terem feito de modo ineficaz. Porém, 90,6% afirmaram que fazem orçamento e controle eficazes de rendimentos e gastos.
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