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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Alto nível de corrosividade do pré-sal

Alto nível de corrosividade do pré-sal gera desafios para sua exploração
Problema pode ocasionar acidentes como o vazamento do óleo no mar

A descoberta do Pré-Sal elevou a economia brasileira a um novo patamar de reservas e produção de petróleo, em posição de destaque no ranking das grandes empresas de energia. No entanto, ainda existem desafios impostos para a exploração do pré-sal, como o desenvolvimento de tecnologias para teste de performance e materiais que suportem seu alto índice de corrosão. "O petróleo do pré-sal é produzido com água de alta salinidade e elevado teor de CO2 em altas pressões e temperaturas, uma condição bastante propícia para altos níveis de corrosividade”, declara Gutemberg Pimenta, consultor sênior do Centro de Pesquisa da Petrobrás – CENPES.
“Nossa principal preocupação é com a preservação do meio ambiente e, por conseguinte, das condições de vida para a população. Explorar o pré-sal com materiais não adequados e que não tolerem o seu grau de corrosividade  pode acarretar o vazamento do óleo no mar. Daí muitos problemas são gerados como a contaminação de espécies marinhas e dos lençóis freáticos, o que compromete o acesso a água potável”, afirma Gutemberg Pimenta. Os acidentes podem ocorrer durante a fase de exploração, refinamento, transporte, e operações de armazenamento do petróleo encontrado em águas profundas.
Com o intuito de discutir soluções para o problema, a Associação Brasileira de Corrosão – ABRACO promove de dois em dois anos o INTERCORR, maior evento técnico internacional de corrosão organizado no Brasil, que este ano acontece em Salvador de 14 a 18 de maio. O foco desta edição propõe na debater sobre o desenvolvimento de dispositivos para estudar fenômenos de corrosão nas condições do pré-sal brasileiro.
“Existem medidas preventivas como o uso de revestimento – tintas de proteção anticorrosiva – inibidores de corrosão, além da proteção catódica, uma espécie de barreira utilizada para resguardar a estrutura de navios e plataformas. Porém, devido a agressividade do meio pré-sal estas medidas devem ser estudadas para serem adaptadas e tomadas as decisões mais cabíveis para a prevenção da corrosão, pontua Gutemberg.
De acordo com Carlos Cunha, gerente de pesquisa e desenvolvimento do Cenpes, já existem tecnologias feitas no exterior que utilizam materiais capazes de suportar altas pressões e temperaturas, no entanto importar esses materiais custa caro. Por isso, existe um esforço para substituir e nacionalizar essas tecnologias. “A ideia é desenvolver materiais alternativos ao aço duplex que, além de ser importado, é muito caro. Nossa ideia é que os novos materiais sejam mais baratos, em maior disponibilidade e produzidos no Brasil", conclui Cunha.

SERVIÇO:

INTERCORR 2012
Data: 15 a 18 de maio
Local: Bahia Othon Palace - Av. Oceânica, 2294 Ondina
Realização: ABRACO – Associação Brasileira de Corrosão
Eventos envolvidos:
 - 32º Congresso Brasileiro de Corrosão
 - 4th International Corrosion Meeting
 - 18º Concurso de Fotografia de Corrosão e Degradação de Materiais
 - 32º Exposição de Tecnologias para Prevenção e Controle da Corrosão

OBS: Inscrições abertas até o dia do evento no site: http://www.abraco.org.br/intercorr2012

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