Cinco trabalhos de dança são apresentados na quarta-feira, 15 de agosto.14ª edição do Quarta que Dança (www.fundacaocultural.ba.gov.br/quartaquedanca2012), projeto promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), chega à sua nona semana. Na próxima quarta-feira, 15 de agosto, tem espetáculo, trabalhos em processo de criação e dança de rua em Salvador e uma apresentação na cidade de Itabuna. Os ingressos para os teatros custam R$ 2 (inteira), e a performance em rua é gratuita.
O Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, às 20 horas, será palco para o espetáculo Os Filhos dos Contos, de Verusya Correia, oriundo de Itacaré, consolidando um dos princípios do projeto: possibilitar a circulação de trabalhos realizados por artistas e grupos de diferentes origens dentro da Bahia.
Também às 20 horas, na capital, haverá sessões no Centro Cultural Plataforma, com o espetáculo Preto_aleMÃO, de Eduardo Rosa / Coletivo Construções Compartilhadas, e uma dobradinha no Cine-Teatro Solar Boa Vista, com dois trabalhos em processo de criação encenados em sequência: Errática, de Patrícia Leal, e Pé no Chão?!, de Inah Irenam. Para completar, uma apresentação de dança de rua, gratuita, às 17h30, na Praça do Campo Grande: Síntese, do Grupo de Performances Street Vibe, que vem de Vitória da Conquista depois de já ter se apresentado, dentro da programação do Quarta que Dança 2012, no seu próprio município de origem e em Poções.
Sobre o Quarta que Dança – Realizado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o Quarta que Dança, desde 1998, vem se configurando como um importante projeto de difusão da produção atual de dança na Bahia, no propósito de dar visibilidade a este cenário. Nesta sua 14ª edição, cada uma das 15 propostas selecionadas através de edital público realiza três apresentações em locais diferentes, garantindo uma agenda continuada de dança durante todas as quartas-feiras entre 20 de junho e 12 de setembro.
Em 2011, o projeto foi redimensionado para além de Salvador, chegando pela primeira aos palcos do interior, nas cidades de Juazeiro e Paulo Afonso, o que veio a fortalecer o fomento à produção de dança nos diversos territórios baianos. Neste ano, a presença em outros municípios é maior: Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Itabuna, Itacaré, Poções, Santa Maria da Vitória, Senhor do Bonfim e Vitória da Conquista participam da programação.
Espaços culturais públicos integram a rede de parceiros, através do apoio da Diretoria de Espaços Culturais (Sudecult/SecultBA). Na capital, contamos com o Centro Cultural Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia e Sala do Coro do Teatro Castro Alves. No interior, participam o Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna) e o Centro de Cultura de Alagoinhas. Há ainda os espaços privados que recebem as encenações em outras cidades. Em todos os locais, o valor de ingressos é de R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia) para assistir a espetáculos e trabalhos em processo de criação, cujo desenvolvimento é compartilhado com o público numa conversa sobre as pesquisas após as apresentações.
O projeto ainda conta, desde 2007, com uma programação que avança pelo ambiente urbano. Ruas, praças, praias e uma estação de trem vêm sendo ocupadas por dança de rua e intervenções urbanas, fortalecendo a diversidade de formatos e ampliando o acesso do público a apresentações de dança, em performances gratuitas.
QUARTA QUE DANÇA 2012
Semana 9: 15 de agosto (quarta-feira)
Realização: FUNCEB/ SecultBA
Informações: www.fundacaocultural.ba.gov.br/quartaquedanca2012
Errática
Trabalho em processo de criação
De: Patrícia Leal
Origem: Salvador
Sinopse: Errática pressupõe o imprevisível, o erro, o desconfigurar, reconstruir, recontextualizar. Propõe a memória em relações múltiplas; consigo, com tempos-espaços, com ambiências, com o outro. Presentifica, transforma por meio do eterno esboço, risco, flou. Pressupõe modelos estéticos, pedagógicos, econômicos em dança contemporânea repensados, abertos, discutidos, reconfigurados. Faz uma escolha pelo que permanece de forma errática, opõe-se à ilusão consumista do capital, permite a fruição em profundidade do que leva tempo para entranhar-se e se estranha, se encontra, se enamora, esquece. Saboreia, revela, configura, distorce, modifica, perene. ...para poder lembrar na escolha por errar, de que matéria é feita a dança.
15 de agosto, quarta-feira, 20h00
Juntamente com o trabalho em processo de criação Pé no Chão?!
Onde: Cine-Teatro Solar Boa Vista (Salvador)
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Os Filhos dos Contos
Espetáculo
De: Verusya Correia
Origem: Itacaré
Sinopse: “Fazer com que o jogo volte à sua vocação puramente profana é uma tarefa política” – AGAMBEN, G. O samba começa cedo, bebe-se à vontade. Quem é o bicho, hoje? Quem é o caçador? O Bicho Caçador percorre as ruas de Itacaré; o bater das palmas, os cantos e contos compõem a trilha, a meia lua se forma, as portas das casas se abrem para recebê-lo. Nesta rede de movimentos, cada cena trabalha zonas de tensão – entre público e privado, entre luminoso e opaco, entre espetacularização e resistência. Os Filhos dos Contos é um espetáculo realizado a partir da colaboração da coreógrafa Verusya Correia e integrantes da Associação Cultural Tribo do Porto e integrantes do grupo A-rrisca Cia. de Dança.
15 de agosto, quarta-feira, 20h00
Onde: Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna)
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Pé no Chão?!
Trabalho em processo de criação
De: Inah Irenam
Origem: Salvador
Sinopse: Em relação à origem e à constante mudança do pagode baiano, em termos musicais, Pé no Chão?! surge como um ponto desafiador para a mesma relação, só que em termos de danças populares. É um espetáculo em processo que tem como base de pesquisa o samba de caboclo e o samba de roda, e de qual forma essas duas manifestações de danças populares influenciaram/influenciam as movimentações do pagode baiano.
15 de agosto, quarta-feira, 20h00
Juntamente com o trabalho em processo de criação Errática
Onde: Cine-Teatro Solar Boa Vista (Salvador)
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Preto_aleMÃO
Espetáculo
De: Eduardo Rosa / Coletivo Construções Compartilhadas
Origem: Salvador
Sinopse: Palavras encontram ouvidos e gasto dias entre sombras e cores vivas, dançando ideias calejadas por petições, o duo de braços. Forças de recolhimento fazem uso de palmas molhadas pela ansiedade da ausência. Desenhos no ar, de alicerces empoeirados de história aquém de existir, para a lacuna da virtualidade do abraço. Esse (in)dizer amarelo, contaminando um, em si mesmo. Braços recebem, congregando sentimentos metrificados por dedais de afeto. Permissivas liberdades do lembrar. Daqueles trajetos ao singular, fatalmente interrompidos pelo pensamento. E aquelas relações perecem diante, sob o divino, no grito pelos vazios travestidos de presença. Na esperança... espera, ânsia... docilizar o próprio corpo. Do tônus desse movimento: uma mão, (bio)grafando _____________________ a si mesma.
15 de agosto, quarta-feira, 20h00
Onde: Centro Cultural Plataforma (Salvador)
Quanto: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia)
Síntese
Dança de rua
De: Grupo de Performances Street Vibe
Origem: Vitória da Conquista
Sinopse: Os trabalhos coreográficos de Síntese se apropriam dos mais variados estilos de danças urbanas e suas variantes, tais como popping, housing, wacking, b. boying, vídeo dancing e, ainda, as técnicas conhecidas como “feeling performance dance” (dança desempenhada com sensibilidade). Os gêneros musicais utilizados pelos coreógrafos são: dubstep music, glitch music (músicas especialmente projetadas a partir de efeitos e defeitos computadorizados de áudio), RNB, house music, hip-hop music, dentre outros, objetivando a agregação de outros ritmos, culturas e linguagens diferenciadas para exibição exclusiva e enriquecimento dos trabalhos coreográficos do Grupo de Performances Street Vibe.
15 de agosto, quarta-feira, 17h30
Onde: Praça do Campo Grande (Salvador)
Quanto: Gratuito
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