Jorge Amado, o escritor brasileiro mais universal, romancista que retratou como ninguém a realidade e a alma dos habitantes da Bahia, sua terra natal, está sendo homenageado e lembrado em várias homenagens no centenário de seu nascimento.
Amado, nascido em 10 de agosto de 1912 na Fazenda Auricídia, em Itabuna, no sul da Bahia, era filho de João Amado de Faria, fazendeiro do cultivo de cacau, um universo que marcaria sua vida e que está presente em suas obras.
"Cacau" é justamente o título de seu segundo romance, publicado em 1933, três anos depois de "O País do Carnaval", que o lançou como escritor.
Realista, irônico, arquiteto detalhista de perfis psicológicos de personagens inesquecíveis, Amado, que faleceu em Salvador uma semana antes de completar 89 anos, em 6 de agosto de 2001, deixou em sua obra um forte conteúdo ideológico de denúncia social contra as injustiças de sua época e de sua terra.
Usando uma linguagem ensolarada, o autor deslumbra qualquer leitor que se aproxime de uma de suas obras e até a pessoa mais distante da realidade brasileira se vê embebida nas vivências de camponeses maltratados, de negros e mulatos discriminados e da opulência desmedida de coronéis latifundiários.
Por Santi Carneri, da Efe

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