O quinto dia de julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) foi aberto para a defesa de mais cinco réus do esquema. Fizeram a sustentação oral primeiro os advogados dos três ex-diretores do Banco Rural: José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório. Em seguida foram ouvidos os advogados do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e do ex ministro de Comunicação Luiz Gushiken.
Últimos advogados a se pronunciarem na sessão desta quarta-feira do STF (Supremo Tribunal Federal, José Roberto Leal de Carvalho e Luiz Justiniano, defensores do ex-ministro de Comunicação Social Luiz Gushiken, reforçaram o argumento de que seu cliente é inocente da acusação de peculato. A absolvição dele já foi pedida pelo MPF (Ministério Público Federal) por falta de provas.
Antes, a quarta argumentação do dia foi realizada por Alberto Toron, que defende o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). Ele disse que a ideia de lavagem de dinheiro não passa de "fantasmagórica".
A defesa do parlamentar também citou uma reunião em que Marcos Valério teria oferecido R$ 50 mil ao deputado para obter vantagem em processo licitatório realizado pela Câmara. Segundo ele, o valor não é referente à corrupção.
Na terceira contestação desta quarta-feira no julgamento do mensalão, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira afirmou que sua cliente, a executiva do Banco Rural Ayanna Tenório, "participou de uma reunião do comitê e que, por ignorância, acompanhou outros membros em favor de empréstimos".
Maurício de Oliveira Campos Júnior, defensor do ex-diretor do Banco Rural Vinícius Samarane,foi o segundo advogado a contestar as acusações do Ministério Público no quinto dia de julgamento do mensalão, no STF (Supremo Tribunal Federal).
Samarane responde pelos crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.
Já a defesa do ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado afirma que ele não teve participação nos empréstimos às empresas de Marcos Valério e nem ao PT.
Salgado é acusado de participar do chamado núcleo financeiro do mensalão, viabilizando empréstimos fraudulentos para esconder a origem e o destino ilícito do dinheiro. Salgado responde pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.
José Cruz/ABr
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