Qualificar a assistência prestada nas Emergências e, consequentemente, em todo o Hospital, impulsionando também a atividade acadêmica e científica, é a maior vantagem da implantação de protocolos assistenciais bem discutidos e definidos. A adoção de protocolos orientadores da conduta na assistência aos pacientes foi tema, hoje (2), do seminário “Protocolos Assistenciais do Hospital Geral Roberto Santos”, realizado com apoio da Sesab (Secretaria estadual da Saúde) e Ministério da Saúde.
O evento também contou com a parceria do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, “padrinho” do Hospital Roberto Santos no programa S.O.S. Emergências, do Ministério da Saúde, cujo gerente de Práticas Médicas, Jorge Mattar Jr., atuou como palestrante pela manhã e à tarde. “Faz parte dessa parceria colaborar com o que for necessário. Estamos totalmente disponíveis”, disse Mattar, que visitou pela primeira vez o HGRS em fevereiro deste ano.
“Algumas pessoas ainda não compreendem a importância do programa S.O.S. Emergências, mas a Emergência tem interface muito grande e todo o Hospital se beneficiará dele. Discutir, implantar e seguir os protocolos é mais um passo para a qualificação da assistência e melhoria acadêmico-científica de nosso Hospital”, declarou Delvone Almeida, diretora Geral do HGRS. Ela também destacou outro aspecto da parceria entre os hospitais Roberto Santos e Sírio-Libanês, que se dá no processo de informatização da Emergência juntamente com o Ministério da Saúde, no programa E-SUS.
Qualidade do serviço
A superintendente de Atenção Integral à Saúde, Gisélia Santana Souza, citou os investimentos já feitos pela Sesab na multiplicação de leitos de UTI e em programas como Internação Domiciliar e Saúde da Família, ressaltando a importância de focar na qualidade do serviço prestado, daí o destaque para a discussão dos protocolos assistenciais. “O trabalho técnico, fundamentado na ciência, é importante, mas a vinculação entre a técnica, a ciência e a humanização é essencial, e a diretoria do HGRS está disposta a enfrentar essa questão”, afirmou.
José Walter Jr., diretor de Gestão da Rede Própria da Sesab, pontuou a visibilidade que o HGRS ganhou com a inclusão no S.O.S. Emergências. “É o hospital com maior parque tecnológico da Sesab, recebe pacientes de baixa, média e alta complexidades e a implantação dos protocolos vai melhorar o atendimento nas portas de urgência”. Os apoiadores matricial (Ministério da Saúde) e local do HGRS pelo programa S.O.S. Emergências, respectivamente Altair Massaro e Leandro Barreto Dominguez, também participaram do seminário, assim como os diretores Administrativo, Lerley Ladeia; Técnico, Thiago Milet; de Ensino e Pesquisa, Marcos Almeida; e de Enfermagem, Aldacy Gonçalves, todos do HGRS.
“Ter um protocolo organizado e condutas padronizadas significam práticas positivas, como distinguir o paciente mais leve do mais grave, assumir conduta adequada ao grau de risco, evitar avaliações diagnósticas inadequadas, traçar um prognóstico para determinado grupo de pacientes. As vantagens são muitas: auxilia no diagnóstico, orienta a conduta de profissionais menos experientes, impede avaliações desnecessárias e demoradas com a realização de exames caros e ineficazes e intervenções desnecessárias, acelera a terapêutica adequada e diminui o custo da assistência”, definiu Marcos Almeida, diretor de Ensino e Pesquisa.
Na programação, que começou às 8h30 prosseguindo até às 16 horas, as palestras “Protocolos Assistenciais no HGRS”, com o diretor de Ensino e Pesquisa, Marcos Almeida; “Atenção ao paciente com AVC no HGRS”, com o coordenador da Unidade de AVC do HGRS (U-AVC), Pedro Antonio Pereira; “Cuidados na sepses”, com Jorge Mattar Jr., do Hospital Sírio-Libanês (São Paulo), que também profere a palestra “Cuidados no IAM” (infarto agudo do miocárdio) – antes, a nefrologista Isis Massaro, também de São Paulo, fala sobre “Cuidados paliativos”; “Acolhimento com Classificação de Risco”, com a diretora de Enfermagem do HGRS, Aldacy Gonçalves, foi a última palestra do seminário.
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