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sábado, 29 de dezembro de 2012

Empresárias correm contra o tempo, de olho nas oportunidades da Copa

Rita Ramos

A proximidade da Copa das Confederações, que será realizada em junho de 2013, e da Copa do Mundo de 2014 está transformando a rotina de empresárias soteropolitanas. Para conquistar os estimados 750 mil turistas nacionais e internacionais que vão desembarcar em Salvador neste período, de acordo com a Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da Fifa 2014 (Secopa), elas estão correndo contra o tempo e investido, sobretudo, em infraestrutura e capacitação de mão de obra.

Este é o caso de Vânia Cristina Marzolla e Luiz Marzolla. Proprietários do Bar Ponte Aérea, no bairro da Pituba, a engenheira e o irmão gastrônomo realizaram uma reforma no estabelecimento que, durante as sextas-feiras, chega a receber 1,2 mil pessoas por noite. “A Copa das Confederações será um teste para Copa do Mundo. Vamos contratar pessoas bilíngues para recepcionar os turistas, nossos funcionários terão um fardamento temático e será servido um prato que está em fase de teste, o tatu bola, que nada mais é que um bolinho de feijoada criado para os eventos esportivos”, adianta Vânia.

Lançar um site institucional em outros idiomas, bem como inserir a empresa nas redes sociais, com monitoramento de conteúdo e divulgação de eventos, e implantar o cardápio digital também é uma pretensão dos sócios. Sem contar com os três televisores de 42” e um de 50” comprados para que o turista assista aos jogos no bar que, há 20 anos, é conhecido por servir a picanha argentina na brasa, acompanhada da cerveja branca.

Projeto - Com os olhos do mundo voltados para as cidades-sede da Copa é importante que o empresariado fique atento a possíveis falhas que possam existir em seu estabelecimento, pois erros poderão ser sinônimos de insucesso. Temendo que os empreendedores fiquem “perdidos” com a iminência de eventos desta magnitude, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado da Bahia (Sebrae/BA), em parceria com a Secopa, desenvolveu o Projeto Copa 2014 (Moderniza), uma consultoria que tem o objetivo de elevar o nível de competitividade das micro e pequenas empresas e empreendedores individuais.

Assim como Vânia e Luiz Marzolla, do Bar Ponte Aérea, outros 180 empresários de Salvador e Região Metropolitana, sendo 44 do ramo de hotelaria e 136 do segmento de alimentos e bebidas, foram capacitados, durante seis meses, com consultorias individualizadas e focadas em gestão e qualidade ao longo de 2012. Também foram desenvolvidas e implantadas 12.963 ações de melhoria de gestão empresarial.

“Muitas empresas precisam definir a política de qualidade, missão e valores para se adequar as exigências do mercado para Copa. Em algumas é necessário investir em treinamento dos colaboradores, outras requerem mudanças mínimas como a modernização do layout e implantação de site em outros idiomas. O brasileiro tem a cultura de deixar tudo para cima da hora, mas o empresário que se capacitar logo estará mais apto para atender o turista e lucrar com isso”, explica Maria Helena Garcia, gestora do Projeto Copa 2014 (Moderniza). Para 2013 está prevista, ainda, a capacitação de 500 novos empresários; no primeiro semestre de 2014 mais 500 empreendedores devem ser treinados pelo Sebrae.

Criatividade – Foi pensando em aumentar a margem de lucro nos megaeventos esportivos que acontecerão na capital baiana que a proprietária do restaurante Carro de Boi, Denise Meira, desenvolveu um novo cardápio, batizado de “Comida Arretada”. Durante três meses, ela testou e incorporou ao cardápio original a chamada comida de feira, que nada mais é que o caldo de culhão de boi, buchada, dobradinha, sarapatel, rabada, mocotó e a feijoada. A moqueca de miolo ainda está em fase de testes.



“Está sendo um sucesso. Eu fiz uma campanha em um site de compras coletivas, investi na divulgação em mídia busdoor, implantei o sistema de atendimento delivery e ainda mandei confeccionar ímãs de geladeira de brinde e um livro de cordel, com uma linguagem super engraçada, sobre o caldo de culhão”, conta a arquiteta que nunca exerceu a profissão.

O turista que visitar o restaurante Carro de Boi do bairro da Boca do Rio ou no Salvador Shopping, durante as Copas, se sentirá em casa, afirma Denise. “Além de criar um site em outros idiomas e perfis da empresa no facebook e orkut, fiz uma parceria com taxistas e permutei um apart hotel para indicar aos turistas. Teremos, também, recepcionistas bilíngues e funcionários capacitados para indicar aos clientes os principais pontos turísticos da cidade”, diz a empresária, destacando que “não irá explorar o turista com preços abusivos e fará de tudo para que ele goste e volte a Salvador”.

Hospedagem – Diz o ditado popular que o bom filho a casa retorna. Para a baiana Rita Ramos, que há 20 anos mora em Genebra, na Suíça, à volta a terra natal aconteceu de uma forma inusitada e quase definitiva. Com saudade do calor e aconchego do povo soteropolitano, ela veio a Salvador decidida a comprar uma casa para passar as férias. Visitou várias, mas se encantou por uma em especial: o Santeria Hostel, na Ladeira da Barra, cuja vista dá para Baía de Todos-os-Santos.

“A antiga dona estava vendendo o hostel e eu me encantei com a possibilidade de ter uma casa com essa bela vista, mas confesso que fiquei com pena de me desfazer do negócio”, lembra Rita. Fluente em inglês, espanhol, francês e italiano, a empresária enfrentou o medo de assumir a gestão da empresa de quatro anos, em função de ser de um ramo diferente ao que ela possui experiência. Na Suíça, ela era proprietária de um salão de beleza.

“Pensando em proporcionar conforto aos hóspedes, brasileiros e estrangeiros, coloquei ar condicionado nos seis quartos compartilhados do hostel. Também troquei toda a roupa de cama, comprei mais uma máquina de lavar e coloquei cinco relógios na parede com o fuso horário de cada continente. Até a Copa das Confederações farei mais intervenções estruturais como, por exemplo, construir banheiros em todos os quartos”, comenta Rita, de 49 anos.

No entanto, o principal desafio dela está sendo encontrar mão de obra qualificada. Ela reclama que desde que comprou o hostel, em agosto de 2011, está tentando recrutar pessoas que falem o idioma francês, sem sucesso. “O hostel funciona 24 horas e tenho dois funcionários que falam inglês. Recebo vários currículos de pessoas que se dizem fluentes no francês, mas quando começo a conversar com elas não sai nada”, queixa-se.

A empresária, que também recebeu capacitação do Projeto Moderniza, teme que até a Copa das Confederações a cidade ainda não esteja preparada para receber o turista. “Nós, empresários, estamos nos preparando, mas será que a cidade também está? Eu conheço quase o mundo inteiro e posso assegurar que lá fora as empresas de turismo não estão indicando Salvador para nada, por conta da situação de abandono que está a nossa cidade. Não adianta tentar agradar o turista sem pensar no bem estar de quem é da terra. Essa cultura de subserviência tem que mudar”, reflete Rita Ramos.
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