Médicos fazem acordo e emergência do Hospital Espanhol reabre sábado
A emergência do Hospital Espanhol, da rede particular, fechada desde o dia 4 de fevereiro, será reaberta às 7h do sábado (23), em Salvador, segundo ficou dedicido em assembleia da categoria realizada nesta sexta-feira (22) na sede da entidade.
Segundo o presidente do Sindmed, Francisco Jorge Silva Magalhães, os profissionais fizeram um acordo com o hospital, que prevê presença de dois médicos na emergência, o compromisso de efetuar o pagamento salarial no quinto dia útil do mês, a apresentação da escala de plantão e a comprovação de que o FGTS e o INSS estão sendo recolhidos. "Tinham alguns pontos ainda obscuros. A categoria quer um terceiro médico, eles disseram que iam fazer uma avaliação, mas pedimos o prazo de 30 dias. Além disso, o hospital ficou de apresentar a certidão do recolhimento em até 15 dias, emitida pela Caixa [Econômica Federal]", explicou o sindicalista.
Os médicos também concordaram que a infraestrutura do trabalho, outro ponto de reivindicação, deve ser alvo frequente de melhorias. O hospital está situado na orla do bairro da Barra e atendia diariamente 150 a 200 pessoas, segundo o sindicato. Por conta dos dias parados, esses pacientes tinham que ser encaminhados para hospitais que ficam na região, como o Português.
"Eles migraram para o setor de outros hospitais, que acabaram ficando sobrecarregados. É importante dizer que essa situação não é só no Espanhol. Você chega em outros hospitais particulares e o processo é muito parecido. Alguns estão em situação mais dramática que o Espanhol, se assemelhando a hospitais públicos", relata o presidente do Sindimed.
O G1 tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação do Hospital Espanhol para comentar a situação, mas não obteve resposta. A reportagem visitou a emergência da unidade de saúde na tarde desta sexta-feira, mas não encontrou nem funcionário nem paciente.
Na manhã desta sexta-feira (22), o sindicato e a direção do hospital discutiram os pontos pedidos, em negociação que é mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). plantonista na emergência. As propostas discutidas na rodada de negociação foram votadas pelo Sindimed na noite desta sexta-feira, em assembleia realizada na sede do órgão.
"Os médicos têm uma sobrecarga muito grande. Inicialmente, a proposta deles [direção do hospital] era colocar dois médicos e estudavam colocar um terceiro. Aquilo ali é uma situação que deixava os médicos desconfortáveis. Quem está vivendo o dia-a-dia acaba ficando extremamente sobrecarregado. Agora, a proposta é colocar dois médicos e ,dentro dos 30 dias, colocam um terceiro", conta o presidente do Sindimed.
Reclamações
Entre as reivindicações, estavam a recomposição da equipe de plantão, o pagamento de salários dentro do prazo legal, a garantia do funcionamento do serviço de radiologia presencial e em tempo integral, além de uma solução para a falta de materiais e medicamentos.
"O hospital não tem condições mínimas, não tem raio x, medicamentos e, por incrível que pareça, o hospital é referência no atendimento de pacientes cardíacos, mas não tem cardiologista de plantão. O médico é cirurgião, obstetra, clínico. Além disso, devido às dificuldades do hospital, ele não vem pagando os médicos há meses. Tem alguns que estão sem receber há quase um ano", explicou o presidente do Sindmed, Francisco Magalhães, no dia 4 de fevereiro.
O médico sindicalista disse ainda, na ocasião, que o salário do mês de dezembro não foi pago e que o de janeiro estava para vencer. "Nos salários, tem um atraso de dezembro e já está vencendo o de janeiro para os médicos que trabalham de caretira assinada (CTPS), mas tem outros, os que trabalham no esquema PJ (Pessoa Jurídica) estão cerca de 10 meses sem receber", disse.
(G1)
(Foto: Ruan Melo/G1)

0 comentários :
Postar um comentário