Translate

INSTAGRAM

INSTAGRAM
@salvadornoticiasofc

Entrevista

Entrevista
O poder da mulher nordestina: "Luciene, a Artesã de Irará"

Salvador Notícias foi conferir show do A-Ha em Salvador

EXCLUSIVO! Caso Joevellyn: De volta pra casa!

Curiosidades Amamentação

Seja bem-vindo. Hoje é

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Revista Rotas & Destinos continua destacando Salvador


Em final de 2011, a beleza, a cultura e a história da capital baiana ilustram 16 páginas de uma das mais importantes revistas de turismo de Portugal, a Rotas & Destinos. A matéria é resultado de um ‘press trip’ realizado pela Bahiatursa e Secretaria de Turismo em janeiro de 2010. O jornalista João Miguel Simões retrata Salvador de forma detalhada e logo no início da matéria chama a atenção para a Copa do Mundo. “O que ainda dizer ou escrever sobre a capital baiana, a terceira maior cidade brasileira, a mais gigante das metrópoles nordestinas e uma das futuras anfitriãs do Mundial de Futebol de 2014? Se julga que já (ou)viu tudo, prepare-se para a surpresa. Ela continua no mesmo lugar e mantém o tempero, mas está mais cosmopolita”. A alta gastronomia, o design dos estabelecimentos, os artistas baianos - entre eles, a escultora Eliana Kertész - ganham destaque na publicação, que ressalta ainda a história de bairros como a Graça, a Federação e a Liberdade. O Centro Histórico, a boemia e os famosos acarajés do Rio Vermelho, o Forte de São Marcelo e o Elevador Lacerda também fazem parte da matéria. A Barra, o pôr do sol do Farol e os eventos culturais que ocorrem na região, como o Espicha Verão e o Carnaval, da mesma forma, são lembrados pelo jornalista. “Aos poucos, a cidade está a retocar os seus tesouros, desdobra o seu calendário festivo, investe em maior policiamento das ruas, cria opções para que o assédio ao turista não seja tão insistente e, sem perder a identidade, cede a novas influências e permite-se diferentes olhares”. Oito ‘press trips’ A Bahiatursa realiza anualmente cerca de oito ‘press trips’ (viagem de familiarização da imprensa) com jornalistas de outros países e também dos principais veículos de comunicação do Brasil. O objetivo é estreitar o relacionamento com esses profissionais e viabilizar matérias positivas tanto no mercado nacional como no internacional. Em janeiro de 2010, jornalistas passaram dez dias visitando a Bahia para fotografar e descrever Salvador e Trancoso. A matéria sobre Trancoso estampou 18 páginas na edição de março do ano passado. 


VEJA O QUE FOI D E S T A Q U E:

Fevereiro de 2011


A culpa foi, talvez, das circunstâncias em que decorreram as últimas visitas, espaçadas de alguns anos, que não me permitiram ser arrebatado e/ou que não deram tempo a Salvador de se revelar por inteiro. Voltava sempre com a sensação de que não me tinha sentido à vontade e isso incomodava-me.


Salvador não é uma cidade fácil. Minto. Salvador será, depois do Rio, a cidade cuja iconoplastia mais está presente no imaginário colectivo, tanto que, sem nunca lá terem ido, muitos identificam – pela literatura, ficção, gastronomia, música – os cenários, as igrejas, as personagens, a cultura ou até mesmo a forma de estar. Quem se fica pelos cartões postais dificilmente sairá defraudado. O problema está quando se vai um pouco mais além dos clichés, mas não se permanece o suficiente para aprofundar a relação. É um limbo perigoso, algures entre o que não tem contestação possível – porque ninguém no seu perfeito juízo ficará indiferente ao património histórico, cultural e até humano de Salvador – e o apego que só uma convivência mais íntima poderá proporcionar. Por outras palavras: esgotadas as atracções que fazem da capital baiana um dos maiores destinos turísticos do Brasil, se não apanharmos o seu ritmo, poderá sobrar, ou sobrepor-se, a ideia de uma cidade desmesurada, suja e violenta.

Felizmente, as estórias de amor não são só feitas de coup-de-foudres. O vínculo com uma cidade, tal como entre pessoas, também se constrói. E os soteropolitanos (como são chamados os habitantes de Salvador) estão a perceber isso. Aos poucos, a cidade está a retocar os seus tesouros, desdobra o seu calendário festivo, investe em maior policiamento das ruas, cria opções para que o assédio ao turista não seja tão insistente e, sem perder a identidade, cede a novas influências e permite-se diferentes olhares.

E foi essa Salvador, ainda com um longo caminho a percorrer até estar afinada para o Mundial de Futebol de 2014, que me convenceu de que preciso voltar mais vezes. Porque esta cidade, justiça lhe seja feita, não se esgota em três ou quatro dias. Tão pouco merece ser apenas uma escala, uma porta de entrada ou saída, no vasto, e tão merecidamente desejado, litoral baiano.


Durante anos carreguei, não direi remorsos, mas o inconformismo de não ter conseguido desenvolver com Salvador, como acontece em São Paulo, Rio ou Belo Horizonte, uma relação de maior cumplicidade, com rotinas próprias, que gosto de entender como uma espécie de “geografia afectiva”.
A Igreja e o Convento de São Francisco é o expoente máximo do Barroco brasileiro e um cartão incontornável de visita de todo o Pelourinho. Crianças no Rio Vermelho. Dupla de abertura: Praia da Ribeira e baiana
De alto a baixo 

Há males que vêm por bem. Por imposição do padre alemão à frente da Igreja e Convento de São Francisco – se tiver de eleger só um dos conventos e igrejas de Salvador, este é visita obrigatória, pois, além dos belíssimos azulejos portugueses, reza a lenda que foram utilizados quase mil quilos de ouro para revestir os seus altares –, sou obrigado a saltar da cama muito cedo para nos ser permitido fazer fotografias (uma excepção não aberta ao comum dos turistas, fica o aviso). Por conta do sacrifício, sou agraciado com uma visita solitária e circulo à vontade pelos claustros do convento, em restauração.


Quando deixo a igreja, o Pelourinho, como é conhecido o centro histórico, ainda se espreguiça, mas não há-de demorar muito até começar o frenesim que o caracteriza. Casa de todos os santos, o Pelourinho é pagão por mais que a cada esquina se benza, mas o seu Deus maior é cada vez mais o turismo, sem o qual, ironia ou praga, já não consegue (sobre)viver. Imagem por excelência dos predicados de Salvador, o centro histórico, por mais que se hasteie a bandeira de Património da Humanidade, tem uma missão espinhosa. Não é fácil gerir tanta gente, entre locais e forasteiros, mas nota-se um esforço para aumentar os índices de segurança e conforto nas calçadas gastas e há investimento para devolver uma maior dignidade e colorido ao conjunto histórico e popular.

As largas centenas de casarões dos séculos XVII, XVIII e XIX, que se distribuem por portas e travessas, não estão todas a tinir, mas, em troca da publicidade, muitos estão a ser retocados por marcas de tintas ou a ser repensados para um outro fim (na Rua Direita de Santo Antônio, alguns edifícios foram comprados por um grupo que detém um centro comercial na cidade). É uma estratégia que não pacifica os ânimos nem cala as vozes críticas, mas que merece o benefício da dúvida. Seja como for, é importante que o centro não se esvazie das suas rotinas e não fique reduzido a ponto turístico.

Como Lisboa, também a capital baiana, com os seus altos e baixos, teve de encontrar meios de ligação para servir a população. Entre os elevadores públicos, o Lacerda, de finais do século XIX, é o mais conhecido e fotografado, mas, desde 2006, o do Plano Inclinado Pilar voltou ao activo e é uma boa alternativa para circular entre o bairro de Santo Antônio, na Cidade Alta, e o Comércio, na Baixa. Este último, sempre sem perder de vista o mar ao longo da Avenida Contorno, já não vive apenas do retalho e está, a cada dia, mais por conta dos restaurantes estrelados e bares animados, como o Acqua Café, que fazem do trecho conhecido como Bahia Marina o novo pólo da alta gastronomia.

Entre todos, é incontornável não destacar o Soho e o Amado [ver Guia]. De frente um para o outro, alimentam uma certa rivalidade saudável, disputando igualmente uma freguesia endinheirada e colunável, mas os dois, ainda que com conceitos diversos, foram, e são, fundamentais para, aos poucos, levarem os baianos, por norma avessos a fusões gastronómicas, a se aventurarem em novos sabores e texturas.

Com arquitectura do baiano Davi Bastos e decoração de Sig Bergamin, o Soho, comandado pelo chef Bartô, tem uma clientela fixa que inclui muita gente conhecida, como Ivete Sangalo, mas mantém um registo informal e, apesar de ser considerado o melhor japonês da cidade, não pratica uma cozinha nipónica pura e dura. Um cuidado partilhado por Edinho Engel, eleito o melhor chef de Salvador, que depressa aprendeu que “a Bahia é muito narcisista; ela gosta de si, das suas coisas”. Quando abriu o Amado em 2005, Edinho, mineiro, carregava já a consagração do seu Manacá, instalado no litoral norte de São Paulo, mas ainda assim teve de fazer um trabalho grande de pesquisa, nomeadamente no Recôncavo baiano, para encontrar os ingredientes certos para incorporar na sua proposta de cozinha brasileira contemporânea. Pratos como camarão panado em tapioca, um “clássico” da casa, ou entradas como lambreta (o mais popular dos moluscos locais) ao vinho branco fazem o Amado e Edinho brilharem.

Detentora do maior Carnaval de rua do mundo, a cidade quer arranjar motivos para prolongar a folia, pelo que criou o Festival de Verão para assegurar um clima ameno de festa contínua
Diz-se que Salvador tem tantas igrejas como o ano tem dias, mas nenhuma supera a de São Francisco. Já o chef Edinho, é a alma do Amado.

Beto Pimentel faz as honras da casa no seu muito elogiado Paraíso Tropical (em cima), enquanto no Palacete das Artes Rodin Bahia, “O Beijo” é a grande atracção
Por norma, os baianos são muito ciosos da sua gastronomia e revelam-se conservadores na hora de provar novos sabores e temperos, mas, aos poucos, Salvador tem-se aberto ao mundo

Animado por estes ventos de mudança, desloco-me de propósito ao bairro de Cabula só para provar a nova abordagem que Beto Pimentel tem vindo a incutir na cozinha regional. O Paraíso Tropical de Pimentel fica fora de mão e do circuito turístico, mas não há músico ou estrela das novelas da Globo que resista ao seu “sítio”, uma pequena quinta onde cultiva os frutos e as flores que depois usa na confecção dos pratos e na decoração do espaço. Com uma gargalhada que é a sua marca registada, Pimentel é um contador de piadas, muitas delas aliadas ao facto de ter 23 filhos e de ter ficado viúvo quatro vezes, e não foi talhado para pressas. Nada mais justo, pois as suas moquecas (cujo segredo está na utilização da flor do dendê e de alguns frutos verdes) e os grelhados de polvo, pescada amarela, camarão e lagosta, acompanhados de frutas grelhadas, e os sumos que mais parecem sorvetes são para degustar vagarosamente..Cheio de Graça

Por alturas do Festival de Verão de 2010, ainda antes de ter sido cabeça de cartaz do circuito carnavalesco Osmar, Ivete Sangalo, não totalmente recuperada da maternidade, voltava aos palcos. A sua enorme popularidade justifica que três em cada cinco taxistas, venha ou não a propósito, não resistam a apontar o prédio onde a cantora vive, no elegante bairro da Graça.

Outrora reduto da aristocracia baiana, a Graça perdeu, com o passar dos anos e a forte especulação imobiliária, muitas das belas mansões históricas que lhe davam cachet – e cujos herdeiros, nalguns casos, aceitaram a demolição em troca de um apartamento milionário no seu lugar –, mas continua a ser, com as suas ruas ladeadas de árvores, boa variedade de serviços, o bar mais “namoradeiro” da cidade (ver Leopoldina, no Guia) e condomínios exclusivos, um lugar de eleição para a classe alta e para todos aqueles que ascenderam ao estrelato.

A Graça, que já se chamou Vila Velha e fica próxima aos bairros da Barra, Vitória, Canela e Federação, não molha os pés no mar, mas paira, qual gaivota, sobre ele e sobre as redondezas; erguida no alto de um morro para antes controlar os ataques piratas, hoje assegura, a quem mora nos últimos andares, um amplo panorama da cidade.

Numa cidade conhecida por ter tantas igrejas como o ano tem dias, a Graça pode orgulhar-se de possuir o primeiro templo mariano das Américas. Não é, porém, esta a atracção que me traz à Graça. Venho atraído pelo Palacete das Artes Rodin Bahia, ao número 284 da já citada Rua da Graça. A pretexto do mais recente museu da capital baiana, ou de um dos mais recentes, foi restaurado com primor um casarão nobre de 1912, bem como os seus jardins, para acolher, desde finais de 2009 e por um período de três anos, 62 peças em gesso. Emprestadas pelo Museu Rodin de Paris, mais não são do que as matrizes das obras que o escultor francês talhou posteriormente em bronze e mármore. Não tem a força do congénere parisiense, mas é uma agradável surpresa rever O Pensador, O Beijo ou até uma maqueta de A Porta do Inferno num ambiente de alguma coquetterie francesa, mas que não deixa de ser também baiana.
Há, no entanto, perto dali, em Jardim Apipema, uma escultora baiana; tão baiana que nasceu no Recôncavo e foi criada no bairro soteropolitano de Santo António Além do Carmo. Eliana Kertesz (www.elianakertesz.com.br) é daquelas figuras que nos cativam desde o primeiro momento. Extrovertida, é uma mulher assumidamente “exagerada”, como muitas das personagens do romanceiro baiano, que deve o seu à-vontade social não só à educação esmerada, mas também ao exercício político, tendo sido Secretária de Educação e Cultura e vereadora por Salvador.

Com uma presença cada vez mais forte, e respeitada, no Brasil, o grupo português Pestana tem o mérito de ter elevado a hotelaria de Salvador a um patamar superior: o Pestana Convento do Carmo foi o primeiro hotel histórico do país e o Pestana Bahia Lodge o primeiro “urban resort” da cidade
HOTÉIS 
AS NOSSAS ESCOLHAS
O MAIS ROMÂNTICO 
Teve de deixar cair o termo “pousada” no nome porque no Brasil isso ainda é sinónimo de algo rústico, no máximo charmoso. E o Pestana Convento do Carmo, a poucos metros do Pelourinho, é, assumidamente, uma unidade de luxo e foi o primeiro no país a provar com êxito que um edifício histórico pode dar um bom hotel. Testemunha nem sempre silenciosa de factos importantes ali ocorridos – como a rendição holandesa em 1625 –, o convento inclui ainda a Igreja do Carmo, duas capelas e um museu, que reúne um acervo de 1500 obras de arte sacra, mas como hotel soube tornar-se alegre, confortável e refinado sem chegar a ser pretensioso. A corroborá-lo, prémios e distinções como a eleição, pelo Guia Quatro Rodas 2007, de “Melhor Hotel em Local Histórico” ou a menção na sempre muito aguardada lista das preferências dos leitores da revista Travel + Leisure. Em finais de 2007, numa parceria com a L’Occitane, o hotel inaugurou um pequeno spa, mas são o restaurante Conventual e o Bar de Todos os Santos, no claustro onde fica também a piscina redonda, que se revelaram certeiros.
Pestana Convento do Carmo – Rua do Carmo, s/n, Santo Antônio Além do Carmo;www.pestana.com
Diárias desde €250
O MAIS “CASA LONGE DE CASA” 
Ciente de que Rio Vermelho é o bairro da moda, o grupo português, que já possuía no bairro o Pestana Bahia, abriu no Verão de 2009 o Pestana Bahia Lodge Urban Resort, ligado ao primeiro através de um piso comum, mas com um conceito distinto. No fundo, e se não quiser limitar-se a ser apenas um hóspede, pode tornar-se co-proprietário de um condomínio com direito a usufruto durante três semanas ao ano – sendo que uma delas poderá ser utilizada à escolha num outro Pestana do Brasil – e pleno acesso a todas as infra-estruturas de lazer, tais como restaurantes ou spa, do Pestana Bahia. Mas, com um total de 98 apartamentos do tipo T0 a T2, totalmente equipados, claro que o Bahia Lodge recebe hóspedes como qualquer hotel, sendo que neste caso é o único, em plena capital, a proporcionar a sensação de se estar num resort quase privativo, com uma piscina imensa.
Pestana Bahia Lodge Urban Resort – Rua Fonte do Boi, Rio Vermelho; www.pestana.com
Diárias desde €110 (no Pestana Bahia) em quarto duplo
O MAIS COOL 
Projecto das irmãs Raquel, Cecília e Eliane Zanchet, oriundas do Paraná, foi o primeiro hotel-boutique da cidade, instalado a meio de uma ladeira do Rio Vermelho, o que garante vista para a enseada da Mariquita. O ponto de partida para este hotel contemporâneo foi um casarão de 1907, onde ficam os quartos mais especiais do Zank e áreas comuns como a recepção, que também faz as vezes de sala-de-estar, ou o restaurante, onde é servido um excelente pequeno-almoço. Os restantes quartos, perfazendo um total de 20, ficam num anexo de linhas modernas e são todos diferentes. O Zank possui um pequeno jardim, que acompanha o desnível do terreno, ao passo que no último andar está a piscina aquecida.
Zank Boutique Hotel – Rua Almirante Barroso, 161, Rio Vermelho; www.zankhotel.com.br
Diárias desde €250 em quarto duplo
O MAIS CHARMOSO 
Salvador não possuía tradição em matéria de pequenos hotéis de charme, o que era um desperdício. Como muitas vezes acontece, foi preciso que vários estrangeiros o fizessem para que a cidade despertasse para esse importante segmento de mercado. Entre os projectos mais recentes, o Villa Bahia é dos mais conseguidos. Para já, pela localização, mais do que privilegiada, no largo em frente à Igreja de São Francisco, mas isso não chegaria para nos convencer, não fosse o caso de se tratar de um belo casarão que decorou cada um dos seus quartos de acordo com a Rota das Especiarias dos descobridores portugueses (os mais pedidos são o Goa e o Madagáscar).
Villa Bahia – Lg. do Cruzeiro de São Francisco, 16-18, Pelourinho; www.villabahia.com
Diárias desde €160 em quarto duplo

O Villa Bahia é um primor de detalhes, com pinturas dignas dos ervanários do século XIX e todo um charme que fazem dele um achado em pleno Pelourinho. Já o Zank agrada em cheio a uma clientela mais cosmopolita e mundana



Perdeu-se, até ver, a administradora pública, mas o Brasil, e o mundo, ganharam uma artista plástica madura, que extravasou “o seu jeito exagerado de ser” na criação das famosas gordinhas, baptizadas com nomes que fazem parte do acervo afectivo da autora e da própria Bahia, em barro, bronze, pedra ou resina. Em casa ou na rua – das obras externas, destaco As Meninas do Brasil, que estão em Ondina como homenagem às três raças brasileiras –, de pequenas ou grandes dimensões, vestidas ou desnudas, mas sempre fartas e roliças, há quem insista em ver na sua obra a influência de Botero, mas Eliana reclama para as suas gordinhas, brejeiras e atrevidas, uma baianidade: “Todas as minhas Marias têm curvas, têm ladeiras, têm mistérios, têm surpresas, e promessas verdadeiras…”, porque, “a Bahia não têm rectas, é cheia de curvas e relevos”. Quando saio de sua casa, carrego comigo a Esperança.

A baía de Todos os Santos, apesar da poluição, é ainda capaz de surpreender o visitante com alguns trechos de águas cristalinas, que funcionam como uma espécie de amuse-bouche para o litoral baiano

De Ondina à Barra, nem tudo é (só) Carnaval 

Aproveito a coincidência de já estar em Apipema, outro reduto da classe alta local, para almoçar na Casa Lisboa (ver Guia). Quando estou além-fronteiras, raras são as vezes em que abro a excepção de ir a um restaurante de comida portuguesa, a não ser, como é o caso, uma excepção que confirma a regra. A Casa abriu há dois anos, mas ganhou uma outra projecção ao conseguir a sua primeira estrela na edição de 2010 do guia “Quatro Rodas”, um dos mais respeitados entre a opinião pública e os chefs brasileiros.

Ainda pouco habituado à atenção dos media, o português Gualter Freire, casado com a baiana Patrícia Veiga, é quem comanda a cozinha, sendo também português o maître. Isso acaba por funcionar como uma mais-valia para a sociedade baiana, que se tornou freguesa e enche as duas salas, sobretudo aos fins-de-semana. Instalado num bonito casarão, o restaurante não é muito grande, mas possui bom gosto, evita os clichés lusos e pratica – e isso sim, faz a diferença – um receituário de matriz nacional com uma apresentação contemporânea (como é caso da sardinha no pão) e uma adaptação ao paladar baiano que não a transforma numa outra coisa qualquer (a prová-lo, o bacalhau à Brás ou o bacalhau à lagareiro).

Apipema fica colada a Ondina, há muito tomada por um contingente impressionante hotéis que tentaram tirar o melhor proveito possível da sua Avenida Oceânica. Nos últimos anos, porém, o bairro tem vindo a perder terreno para o vizinho Rio Vermelho, apesar do Palácio do Governador, das várias unidades da Universidade Federal da Bahia ou do Zoológico. Mas o que realmente faz de Ondina um ponto incontornável é o facto de terminar ali o mais recente, mas também o mais superlotado, circuito de Carnaval da cidade.

O Dodô, assim foi baptizado o percurso de quatro quilómetros que vai da Barra a Ondina, passou a incluir esta última com o propósito de aliviar a Barra dos foliões, mas a eficácia da medida é muito discutível. Na verdade, não é tarefa fácil escoar um mar de gente; afinal, é na dispersão que se desfaz o separador entre os que têm abadás (os uniformes cada vez mais caros que dão direito a “pular” o Carnaval dentro do cordão que acompanha o respectivo trio eléctrico) e os que seguem na “Pipoca” (termo popular para quem acompanha os trios eléctricos de fora do cordão). Esta mistura explosiva, que faz do Carnaval de Salvador a maior festa popular de rua do mundo, nem sempre é pacífica, mas as autoridades redobram, de ano para ano, os cuidados e multiplicam-se os avisos de navegação.

A par da música axé, o Carnaval de Salvador já não dispensa os grandes DJs internacionais – em 2010, Bob Sinclair dominou as atenções – e as after-parties, mas eventos como o Espicha Verão, com vários concertos e actividades culturais, tentam não restringir a animação da orla marítima ao período carnavalesco.

Entre as praias urbanas de Salvador, a do Porto da Barra, palco do festival, mantém uma dinâmica muito curiosa, por poucos que sejam os que ainda se lembram de quando, nos anos 1970, dava guarida ao movimento hippie e de contracultura tropicalista. Encravada entre os fortes de São Diogo e de Santa Maria, que antes impediam a Baixa de ser invadida por este flanco sul, ela assinala também o ponto da enseada da Baía de Todos os Santos onde terá aportado Tomé de Souza, em Março de 1549, para ali construir a capital do Novo Mundo.

Há cerca de quatro anos, o jornal inglês The Guardian colocou-a no pódio entre as mais bonitas do mundo. Regra geral, tal classificação é entregue a praias de difícil acesso, a salvo das multidões, o que não é, de todo, o caso do Porto da Barra. Rodeada por uma calçada democrática, e servida por uma infra- -estrutura que inclui aluguer de toldos e venda de bebidas geladas, esta praia é pequena para acolher tanta gente, sobretudo aos fins-de-semana, mas uma coisa não se pode negar: o mar permanece cristalino e o pôr-do-sol empata com o que se avista do Farol da Barra.

Enquanto metrópole gigante, com
a maior concentração de população
negra, Salvador abarca diferentes realidades, pelo que a sua vivência
muda muito de bairro para bairro
Gualter Freire conseguiu fazer da Casa Lisboa o melhor restaurante português de Salvador. O Elevador Lacerda permanece um ex-líbris da cidade

Os acarajés, pastéis de feijão-frade fritos no azeite de dendê, levam muita gente em romaria ao Rio Vermelho. Vista do forte de São Marcelo.
Apesar de ter casa no Rio Vermelho, Jorge Amado nunca o fez personagem ou cenário dos seus romances.
É agora o lugar da moda em Salvador,
emergente sem deixar de ser popular

Vermelho vibrante

Entre os vários cartões postais de Salvador, o pôr-do-sol ocupa um lugar de destaque. Há quem diga que um pôr-do-sol, indiferente à latitude, é um pôr-do-sol. Na capital baiana, contudo, gostam de pensar que o seu, desde que as nuvens não aprontem uma partida de mau gosto na hora H, é de um laranja especial, quase a raiar o dourado.

Se tiver de eleger um ponto em Salvador para assistir ao entardecer, elejo, sem pestanejar, o Forte de São Marcelo ou até mesmo a praia da Paciência, no Rio Vermelho, onde se realiza, no dia 2 de Fevereiro, a festa de Iemanjá, a rainha dos mares na religião dos orixás – uma das mais famosas casas de Candomblé de Salvador, o Terreiro de Gantois eternizado pela Mãe Menininha, fica próxima, na Federação, bairro contíguo ao Rio Vermelho.

Os barcos de pesca ancorados na areia ou ao largo, o Morro da Sereia, os casarões fidalgos e as casas populares empoleiradas nas ladeiras a pique, para espreitarem o mar ou os dribles de bola na rua, quase criam a ilusão de que este bairro ribeirinho, entre Ondina e Amaralina, permanece uma aldeia às margens da metrópole gigante, mas basta olhar com mais atenção para a segunda linha de arranha-céus e para o trânsito nervoso e desfaz-se o engano.

Jorge Amado comprou uma casa neste bairro na década de 1960, mas nem uma só vez se refere ao Rio Vermelho nos seus romances. Gilberto Gil vive a maior parte do tempo no Rio de Janeiro, mas dizem que tem sempre pronta a casa do Rio Vermelho para quando a saudade aperta. Se ontem era periférico, agora o Rio Vermelho está na ordem do dia; ou melhor, “é o bairro da vez”: desde os hotéis mais recentes, em formato “boutique”, aos restaurantes, bares e até clubes nocturnos da moda, não há quem prescinda de estar presente no Rio Vermelho. E se ontem era boémio, mas popular, hoje está a atrair um outro tipo de clientela mais urbana e cosmopolita.

O bom do Rio Vermelho é que não parece apostado em tornar-se um “bairro fino”. O seu próprio ordenamento caótico não favorece essa pretensão, mas tem a allure necessária para ser um “lugar-moda”. Chego a essa conclusão depois de estabelecer como rotina uma passagem no Largo da Mariquita, praça emblemática, para ficar a ver a vida passar enquanto mato o desejo dos sumos – dizem que são os melhores da cidade e eu assino em baixo – da filial Suco 24H. No mesmo largo, Cira é a rainha dos acarajés, servidos com camarão seco moído e molho de malagueta a gosto, ao passo que um pouco mais adiante, no Largo de Santana, é Cláudia quem perpetua a tradição de produzir as melhores cocadas da cidade. Numa ruela próxima, quase um beco, jornalistas, publicitários e artistas esperam por mesa no Boteco do França. Na marginal, de frente para a praia do Rio Vermelho, são os temakis que forram o estômago de quem vai ou vem da noite, madrugada fora. O Rio Vermelho é tudo isto. E mais um pouco.

Salvador, enquanto cidade, possui uma das faixas costeiras mais extensas do Brasil. A seguir ao Rio Vermelho vem Amaralina, Pituba, Armação, a Praia dos Artistas (na década de 1970 era pouso de Caetano, Gal ou Gil, hoje é a eleita dos frequentadores GLS) e por aí fora até Itapuã, mas é só depois do seu farol que ficam, já a mais de 20 quilómetros do centro, as praias mais limpas. Stella Maris, Flamengo e Ipitanga dão o pontapé de saída para o litoral norte do estado, graças a barracas como o Lôro, Azul Marinho ou Bora Bora (ver Guia), invadidas aos sábados e domingos por quer ficar a salvo das praias mais populares.Um Bom Fim
Aberta para a Baia de Todos os Santos, a Baixa é toda ela cheia de recortes, com várias pontas por amarrar. Numa delas, no extremo norte, fica a Ribeira. A manhã de domingo vai a meio, por isso a Sorveteria da Ribeira – a mais premiada do trio de ouro que inclui ainda a Cubana (junto ao elevador Lacerda, na praça do Município) e La Glacier Laporte (no Pelourinho) – não está lotada. Aberta em 1931, mudou de dono, mas este teve o bom senso de aumentar as instalações, o número de funcionários e o conforto, mas não mexeu no processo artesanal de fabrico, há mais de 20 anos comandado pelo mestre José de Jesus. Os sorvetes, em todas as combinações possíveis e imaginadas, usam e abusam das muitas frutas brasileiras, sendo que a “casquinha” (cone) com uma ou duas bolas de tapioca é um clássico desta casa, que consegue a proeza de ter entre os seus admiradores indefectíveis Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Empanturrado, o xeque-mate chega-me sob a forma de uma vista menos habitual da Igreja do Bonfim, no topo da Colina Sagrada, captada a partir da praia da Ribeira. Em visitas anteriores, a minha paciência, e não a fé, sempre foi posta à prova pela insistência dos vendedores de fitinhas coloridas. Desta vez, porém, e mesmo sem ter de apelar ao Santo Expedito, o das causas perdidas, notei-os mais contidos, quiçá menos invasivos. Muito melhor assim. Do lado de fora da igreja quase já não sobram grades para amarrar as ditas fitinhas do Senhor do Bonfim, que a brisa transforma numa imensa anémona policromática, mas, para quem chega de Portugal, são os belíssimos azulejos da sua fachada a grande revelação.

Uma ida ao Bonfim não fica completa sem uma passagem pela igreja da Nossa Senhora da Boa Viagem, já na Penha – que guarda a imagem do Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro dos pescadores, e azulejos portugueses do século XVIII –, e sem um pôr-do-sol na Ponta do Humaitá, avistado desde o Forte de Monte Serrat.

A Boa Viagem cede a vez ao segundo maior bairro de Salvador, a Liberdade, mas o primeiro da cidade e do Brasil em concentração de população negra. Até há pouco tempo de fora do circuito turístico “oficial”, a Feira de São Joaquim, embora não caiba nos limites geográficos da Liberdade, permite-nos mergulhar dos pés à cabeça nessa “África baiana”. Aberta todos os dias, esta feira, entre a baía e a avenida Oscar Pontes, mantém a autenticidade que o Mercado Modelo, na parte baixa da cidade, perdeu para se converter ao artesanato e aos produtos regionais. Só quem sabe reconhece ali a antiga alfândega, reconstruída após o incêndio de 1984, onde Gilberto Gil deu os primeiros passos numa carreira de fiscalizador que não vingou.

À boca pequena, diz-se que poderá surgir, pela mão de um grupo português, um novo hotel de charme nesta área, mas certas são as carreiras regulares que saem do Terminal Marítimo Turístico, ao lado. Morro de São Paulo é um dos destinos mais apetecidos, mas contento-me em embarcar numa curtíssima viagem até ao Forte de São Marcelo (ligações entre as 9h00 e as 18h00, €5). Construído num banco de areia para proteger o porto, esta fabulosa construção militar de formato circular esteve ao abandono durante anos, mas reabriu em Março de 2006. Em boa hora, digo para com os meus botões, quedo e mudo a apreciar, do seu miradouro, toda a cidade, a alta e a baixa, de uma só penada. Há quem goste do pôr-do-sol no mar. Eu prefiro vê-lo reflectido nas fachadas de Salvador. E quando penso em Salvador, distante, recordo-a assim, incandescente. Como uma matrona afogueada, que se coloca a jeito para receber a brisa marítima e se estende na janela para sentir que ainda é desejada.

Acarajé da CiraSoho
AmadoParaíso Tropical

COMO IR 

A TAP Portugal (www.flytap.com) possui voos directos de Lisboa para Salvador a partir de €854,77 (taxas incluídas)

INFORMAÇÕES ÚTEIS
Documentos necessários: passaporte válido
Diferença horária: menos 3h00 do que Portugal Continental no nosso Inverno e menos 4h00 no nosso Verão
Câmbio: 1R$ vale cerca de €0,40
Meteorologia: clima tropical, o que equivale a dizer que, apesar de o Inverno ser chuvoso e o Verão seco, é predominantemente quente. Mesmo nos meses mais “frios”, a temperatura raramente cai abaixo dos 16.ºC. Felizmente, a brisa atlântica ajuda a refrescar, mas o efeito perverso é que, fora da protegida baía de Todos os Santos, a cidade tende a tornar-se ventosa a certas horas do dia.RESTAURANTES
Amado – R. Lafayete Coutinho (Av. Contorno), 660, Comércio
Soho – Bahia Marina, Av. Contorno, 1010, Comércio
Paraíso Tropical – R. Edgar Loureiro, 98-B, Cabula
Casa Lisboa – R. Manuel Dias de Moraes, 35, Jardim Apipema
Joia Sunset – Pç. do Tupinambá, 2 (Av. Contorno), Comércio
Ainda recente, caiu no goto por dar ares de “dining club”, pela vista para a baía e por servir comida japonesa ao som de house.
Yemanjá – Av. Octávio Mangabeira, 4661, Jardim Armação. De frente para o mar, é um clássico incontornável para saborear as especialidades baianas.
Dona Mariquita – R. do Meio, 178, Rio Vermelho Leila Carneiro fez fama neste restaurante por servir uma cozinha regional baiana de primeira linha.
Manjericão – R. Fonte do Boi, 3B, Rio Vermelho O seu buffet diário agrada em cheio aos vegetarianos, mas também a quem busca apenas uma alternativa mais saudável.LANCHES RÁPIDOS E EFICAZES
Para um lanche, snack ou refeição mais ligeira, vale a pena ter em conta opções populares comoDoces Sonhos (Av. Paulo VI, 1828, Pituba), considerada a melhor pastelaria; Speed Lanches (Av. Oceânica, s/n; Ondina), para sanduíches variadas 24 horas por dia; Sucos 24H (Praça Augusto Severo, 266, Largo da Mariquita, Rio Vermelho), com sumos fabulosos; Biju das Estrelas (R. Miguel Bournier, s/n, Barra), cujos crepes de tapioca com diversos recheios levam o nome de famosos; ouT-Mak’s (R. Guedes Cabral, 5, Rio Vermelho), com uma variedade impressionante de temakis.ONDE BEBER E SAIR 
Boteco do França – R. Borges Reis, 24, Rio Vermelho. Ponto de encontro dos intelectuais, artistas e boémios.
Cravinho – Pç. 15 de Novembro, 3, Terreiro de Jesus Tornou-se famoso no Pelourinho para saborear infusões à base de cachaça e ervas.
Mercado do Peixe – Largo da Mariquita, Rio Vermelho É da praxe terminar aqui a noite, para continuar a beber ou curar a ressaca com um caldo de sururu.
Boomerangue – R. da Paciência, 307, Rio Vermelho Dos pontos mais animados, frequentado por jovens, com uma boa programação musical.
Borracharia – R. Conselheiro Pedro Luís, 101-A, Rio Vermelho
Leopoldina – Av. Princesa Leopoldina, 398, Graça Um grupo de amigos fundou este bar, com música ao vivo, convertido n’ “o” local para namorar e flirtar.
Acqua Café – Bahia Marina, Av. Contorno, 1010, Comércio Com a “happy hora” mais concorrida da cidade, é complicado arranjar mesa, mas vale pela vista, ambiente e gente bonita.
Club Ego – Pestana Bahia, R. Fonte do Boi, 216, Rio Vermelho
Abriu em finais de 2009 no Pestana Bahia e depressa, com os seus camarotes VIP suspensos, grande luxo e DJs convidados, se tornou a boîte da moda para ver e ser visto.
Barracas de praia
As mais concorridas são a Azul Marinho, na praia Stella Maris; a Lôro e Bora Bora, na praia da Aleluia (Flamengo); e a Marguerita, na praia do Flamengo.

ZankSorveteria da Ribeira
Escultora Eliana KerteszElevador Lacerda Tropical

COMPRAS 

* Entre a oferta de souvenirs e fancaria, e também algum artesanato de qualidade, o Pelourinho reúne vários ateliers como aDidara (Rua da Misericórdia, s/n), com peças étnicas da estilista baiana Goya Lopes; o Atelier do Artista (Rua Maciel de Baixo, 39), do pintor Enock Silva; Marcos Rogê (Rua Ordem Terceira) para fotografias a preto e branco da Bahia; ou Nós (Largo do Carmo, 38), para reproduções de arte sacra dos séculos XVII a XIX.
* Os principais centros comerciais, como oIguatemi (servido pelo Salvador Bus, ver Passeios) e o Barra (ligações gratuitas com vários hotéis, ver em www.shoppingbarra.com), são boas opções para compras de qualidade. O mais recente e maior é o Salvador, que fica na Avenida Tancredo Neves, afastado do centro, na parte mais moderna.
* O Mercado Modelo (Praça Visconde de Cairu, Comércio) é um recurso óbvio para quem deseja comprar artesanato e produtos regionais; não longe, a Avenida 7 de Setembro, com o seu frenesim de lojas e gente, é outra opção e uma alternativa mais popular aos centros comerciais.SUGESTÃO DE PASSEIOS 
• O Salvador Bus efectua um trajecto de quatro a cinco horas com 10 paragens em pontos estratégicos do circuito turístico, como Rio Vermelho (o primeiro autocarro do dia sai daqui às 8h30), Praça Municipal, Igreja do Bonfim, Mercado Modelo ou Farol da Barra (o último autocarro chega aqui às 19h). O bilhete inteiro custa €12 e pode efectuar as paragens que quiser.
• Aproveite os domingos, dia em que o trânsito é cortado, para usufruir de toda a infra-estrutura de lazer do Dique do Tororó, na Avenida Vasco da Gama, em cuja lagoa flutuam estátuas de orixás criadas pelo artista plástico Tati Moreno.
• Na Avenida do Contorno, na Baixa, vale a pena espreitar o Solar do Unhão – atrai mais por ficar num antigo entreposto de açúcar do século XVIII e por abrigar o Museu de Arte Moderna do que pelo jantar com show folclórico que realiza, todas as noites, de segunda a sábado – e passear no Espaço Mario Cravo Parque das Esculturas, com 218 peças a céu aberto.
• Entre os museus, além dos óbvios, dois que merecem o destaque pelo seu acervo e curiosidades: o Museu Carlos Costa Pinto (Av. 7 de Setembro, 2490, Vitória), cuja colecção inclui até um jogo de chá em prata que pertenceu a Eça de Queiroz, e o Solar do Ferrão (R. Gregório de Matos, 45, Pelourinho), que exibe a colecção de arte sacra de Abelardo Rodrigues, bem como artesanato nordestino e estátuas africanas.
• Com duração aproximada de sete horas, o passeio de barco pela Baía de Todos os Santospermite mergulhar na ilha dos Frades e fazer uma paragem para almoço em Itaparica. O passeio começa às 9h e sai do Terminal Marítimo Turístico, mas o custo de €28 por pessoa inclui a ligação ao respectivo hotel.MAIS INFORMAÇÕES 
Na Internet, em www.bahia.com.br, ou através da Bahiatursa, Av. Simon Bolívar, S/N, Centro de Convenções da Bahia, Jardim Armação, CEP 41750-230 Salvador, e-mailbahiatursa@bahiatursa.ba.gov.br         

0 comentários :

 

Solenidades

Gastronomia

Eventos

Teatro

SALVADOR NOTÍCIAS
©Todos os direitos reservados desde 2000-2025 / Salvador - Bahia / . Contato: redacao@salvadornoticias.com
- Topo ↑