Enquanto em Salvador as câmeras estiveram voltadas para as patéticas “celebridades” do nada nos camarotes milionários, e vez por outra para o folião gado marcado dentro dos currais(cordas), no Rio, o autêntico carnaval de rua ganha cada vez mais espaço e adeptos. Com uma musicalidade carnavalesca característica, da Lapa à Copacabana, o carnaval foi só fantasia e alegria.
Em Salvador, a mistura de pagode, axé, arrocha e sertanejo, afastou das ruas aqueles já curtiram o verdadeiro carnaval baiano. Porém, os “espertos” donos de blocos e bandas de pagode, insistem em dizer que na Bahia não há distinção musical, tem lugar pra todo mundo ( O que interessa é faturar) ! Lamentável… Como se diz; “Gosto não se discute, se educa!”
Mauricio Vergne / Blog da Ilha
O primeiro fim de semana depois do Carnaval ainda é de festa no Rio. Os blocos continuam na rua.
Os foliões já amanheceram na cantoria e na batucada. O Quizomba passou pela Lapa levando o carnaval adiante. Quem gosta da bagunça nada de braçada no Rio de Janeiro e aproveita mesmo, porque quase 50 blocos estão na agenda do fim de semana.
“Daqui eu vou para o Bafafá, em Copacabana. Aí, só chego em casa por volta das 23h”, conta um folião.
É gente fantasiada por quase toda a cidade. Um espantalho reciclou os adereços que usou no desfile de uma escola de samba. E a namorada decidiu realizar o grande sonho enquanto ele não acontece de verdade.
“Estou há treze anos namorando, preciso casar e saí assim”, explica a foliona, vestida de noiva.
O carnaval de rua do Rio cresceu e foi esticando no embalo de novos blocos. Eles trouxeram ritmos diferentes, muito além das marchinhas tradicionais. Um bloco criado por um grupo de mulheres não desfila – faz uma apresentação em um palco armado na Praia do Leme. No repertório, composições de Chico Buarque de Hollanda.
Amanhã, o Centro da cidade vai tremer com a imensa bateria do Monobloco, que costuma arrastar meio milhão de pessoas. Cada bloco tem seu estilo, faz um show diferente.
São tantas opções que ninguém quer se despedir da folia.
“Eu passei cinco anos sem carnaval, não paro de pular”, conta outra foliona.
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