Preparação é para coibir eventuais problemas que podem ocorrer nos próximos eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Além de construir estádios e ampliar a infraestrutura para recepcionar o público durante os grandes eventos esportivos que ocorrerão no país a partir do próximo ano, o Brasil está se preparando para impedir eventuais atos terroristas. Segundo o subchefe de Inteligência Estratégica do Ministério da Defesa, major Roberto Carvalho, o potencial de risco está sendo levado em conta pelo governo, mesmo não sendo "a maior das preocupações".
Além do Ministério da Justiça ter criado a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, o Ministério da Defesa estabeleceu procedimentos para a atuação das Forças Armadas durante a Jornada Mundial da Juventude, que inclui a visita do papa Bento XVI; a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
"Esta, no entanto, é uma preocupação não apenas do governo brasileiro, mas dos governos de todos os países, especialmente daqueles que sediam grandes eventos", disse o major ao participar, na terça-feira (27 de novembro), do seminário Estratégias de Defesa Nacional, na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados.
Carvalho procurou amenizar o risco, alegando que um eventual ato terrorista, não necessariamente violento, sempre tem que ser levado em conta, por mais remota que seja a chance de algo acontecer.
"É uma das características militares pensar em todas as hipóteses, inclusive na pior, que, nesses casos, seria a ocorrência de um ato terrorista durante um dos eventos. Não podemos ficar alheios a isso e estaremos preparados, mas não é nossa maior preocupação", concluiu o major.
Criada em agosto de 2011, por meio do Decreto 7.538, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos é responsável por planejar, definir, coordenar, implementar, acompanhar e avaliar as ações de segurança para os grandes eventos, promovendo a integração entre os órgãos de segurança pública federais, estaduais, distrital e municipais envolvidos com a questão.
A portaria do Ministério da Defesa, publicada em agosto desse ano, estabelece as diretrizes que vão nortear a atuação dos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, autorizados a atuar para subsidiar as ações das forças locais durante os grandes eventos.
A portaria também autoriza o Ministério da Defesa a empregar, temporariamente, as Forças Armadas para atuar na segurança e na defesa cibernética, defesa contra terrorismo, fiscalização de explosivos, contingência e defesa contra agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares; e em outras atribuições constitucionais das Forças Armadas, em todas as cidades-sede, durante os grandes eventos.
Fonte: Agência Brasil/Redação

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