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quinta-feira, 28 de março de 2013

Muros: Territórios Compartilhados



Residência artística em Salvador (BA) terá início em 1º de abril (segunda-feira); conheça os sete criadores e propostas selecionadas

Em cima do muro, Parede Tátil, Faixa de Gaza, Calendário Urbano, Pernoite, Vídeos-Postais  e Corpo Silenciado são os títulos das propostas de intervenções em espaço público selecionadas para serem desenvolvidas durante a residência artística em Salvador (BA) promovida pelo projeto Muros: Territórios Compartilhados, que terá início em 1º de abril (segunda-feira). A residência é um projeto contemplado no Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais - 9ª Edição.

A sede da residência, onde os criadores irão conviver durante todo o mês de abril, será um imóvel no bairro Santo Antônio, localizado no centro histórico de Salvador, mas os trabalhos poderão ser desenvolvidos por toda a capital baiana. Única moradora da cidade entre os selecionados, a artista Anne Solimar pretende realizar seu projeto em um muro que separa a comunidade Gamboa de Baixo e a Avenida Lafayete Coutinho. Intitulado Faixa de Gaza, o trabalho irá contar com a colaboração dos moradores locais para a instalação e o cultivo de um muro vivo, substrato para plantas.

Na residência, Anne terá a companhia de artistas de outros quatro estados, como o goiano Dalton Paula, que escolheu o Mercado de São Joaquim para a pesquisa para o trabalho Corpo Silenciado, no qual irá construir um personagem capaz de articular novos sentidos a materiais e adereços usados nos ritos religiosos afro-brasileiros. Já o carioca Rodrigo Gratacós Brum planeja criar, de modo coletivo, com passantes, Vídeos-Postais, que dão título ao trabalho. Os vídeos serão projetados em um muro, numa intervenção que coloca em questão as fronteiras entre o discurso íntimo e o espaço público.

A expressão Em cima do muro ganhará conotação literal no trabalho da mineira Bárbara Tavares Schiavon Machado. Ela habitará um muro, experiência que dará origem a um livro de artista, previamente intitulado “Manual de sobrevivê̂ncia de um artista em cima do muro”. O também mineiro Bruno Rios, por sua vez, pretende realizar derivas pela cidade, para coletar entulhos e restos de muros demolidos de antigas construções. Esses materiais depois serão expostos, inserindo a passagem do artista na história da capital baiana, na ação intitulada Calendário Urbano.

Desdobrando pesquisa iniciada na capital paulista, onde vive, o artista Gustavo Ferro planeja, na intervenção  Parede Tátil, deslocar o revestimento feito para pisos para a superfície vertical de um muro, porém, sem compromisso em seguir a padronização estipulada pelas normas técnicas, em um convite ao olhar e à manipulação manual desse material. Também de São Paulo, Escobar propõe, no trabalho Pernoite, a instalação de um toldo retrátil em um muro, porém em altura mais baixa do que o usual, para servir de dormitório a moradores de rua, na tentativa de quebrar uma barreira entre estes e o proprietário de um imóvel.

Promover relações entre criadores e pessoas que vivenciam o contexto em que os muros se encontram é o principal objetivo do projeto Muros: Territórios Compartilhados. “A princípio, o criador é colocado para fora pelo muro e, para realizar seu trabalho, precisa criar uma série de relações, com o proprietário, de quem precisa obter autorização, com vizinhos e passantes e também com profissionais locais de que venha precisar para  a execução da intervenção”, explica o coordenador, Bruno Vilela.

Curadores
Durante a residência, os criadores terão três semanas dedicadas ao desenvolvimento das pesquisas, com orientação dos três curadores - Breno Silva, Brígida Campbell e Luiz Parra - e uma semana para a execução e apresentação das intervenções ao público, que serão registradas em vídeos e reunidas em um catálogo, a serem disponibilizados no site do projeto (muros.art.br). No encerramento da residência, será realizado um seminário aberto ao público para reverberar e fomentar reflexões sobre as intervenções criadas nos muros da cidade e demais aspectos do projeto.

As sete propostas foram selecionadas, dentre 180 inscritas, por uma comissão formada pelos curadores Breno Silva - artista, arquiteto, urbanista e doutorando em Processos Urbanos Contemporâneos pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (PPGAU-UFBA); Brígida Campbell - artista plástica, integrante da dupla Poro e professora da Escola de Belas-Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG); e Luis Parras - integrante do coletivo baiano GIA (Grupo de Interferência Ambiental).

Esta é a primeira vez que o projeto Muros: Territórios Compartilhados, que já teve duas edições anteriores - em Belo Horizonte (MG), em 2011, e Fortaleza (CE), em 2012 - promove uma residência artística. Independentemente do formato, o projeto propõe a criação de intervenções artísticas urbanas que ressignifiquem o muro como mediação simbólica nas cidades. “Os muros constituem-se como barreiras para a circulação das pessoas no espaço urbano, além de delimitar o olhar dos transeuntes. Por meio da arte, buscamos transformar barreira em acesso e limite em abertura”, justifica o coordenador, Bruno Vilela.

Muros: Territórios Compartilhados – 3ª edição – residência em Salvador (BA)

Residência
Quando: 1º a 30 de abril.
Onde: bairro Santo Antônio, Salvador (BA).
A sede da residência não é aberta ao público.

Intervenções e seminário
Quando: última semana de abril.
Onde: a definir.
Atividades abertas ao público, com entrada gratuita.

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