| A 6ª edição do Comida di Buteco acontece de 12 de abril a 12 de maio |
O lançamento do maior concurso de cozinha de raiz do Brasil, aconteceu nesta quarta-feira (10), num clima super descontraído, no Bar e Restaurante Estrela do Horizonte, com a presença de Eduardo Maya, jornalistas e empresários. A 6ª edição do Comida di Buteco acontece de 12 de abril a 12 de maio.
Para a ocasião, um bate-papo com o especialista em botecos e cozinha de raiz, Eduardo Maya, mostrando a verdadeira Rede social, o Comida di Buteco apresentará 400 petiscos onde a lingüiça e/ou mandioca serão os convidados especiais. Em 2013, o maior concurso de cozinha de raiz do Brasil, pela primeira vez, será realizado simultaneamente nas 16 cidades e também propõe para essa edição a unificação dos ingredientes especiais. Em Salvador, 29 botecos irão participar do concurso.
O idealizador do Comida di Buteco falou um pouco sobre a cozinha de raiz e a sua experiência que adquiriu percorrendo mais de 1.000 botecos por ano.De 12 de abril a 12 de maio, com o slogan Buteco.
Criado em 2000 com a missão de RESGATAR E VALORIZAR A COZINHA DE RAIZ no Brasil, e estimular os pequenos estabelecimentos, botecos, às novas criações, o Concurso Comida di Buteco vem cumprindo um importante papel de fomento à cultura gastronômica, desenvolvimento do setor e principalmente demarcando circuitos urbanos de sociabilidade e lazer através da boa cozinha dos botecos. Concurso pioneiro nesse setor, é um dos maiores responsáveis por contribuir para legitimar o boteco como um importante ícone da cultura e gastronomia nacionais.
Eduardo Maya
Um genuíno caçador de botecos, Eduardo visita mais de 1000 botecos por ano em todas as cidades participantes e várias outras. Ele é o guardião da “genética gastronômica” do Comida di Buteco. Realiza um trabalho de viagens, nacionais e internacionais de pesquisa incessante, para que o concurso se renove ano a ano e consolide seu papel de importante plataforma de divulgação e valorização da cozinha de raiz no Brasil.
Gastrônomo auto-didata, professor de culinária, Cordon Bleu em Catering, um dos representantes do Brasil e do Comida di Buteco no Madrid Fusión 2012 ( um dos mais importantes eventos de gastronomia do mundo); sócio da Free Produções – que detém a marca e realiza o Comida di Buteco; Eduardo é o responsável pela pesquisa e escolha de botecos em todas as cidades onde o concurso é realizado.
Eduardo Maya, entende a COZINHA DE RAIZ como aquela que detém os elementos que compõem a alma gastronômica e cultural de uma nação. “Tecnicamente falando, temos uma culinária voltada para as raízes, para o regional, para o típico, a gastronomia de história, a comida-da-casa-da-avó, a comida que tem uma sofisticação subliminar que está exatamente na sua não sofisticação, mas no uso do ingrediente regional mais comum, tirando dele o que se tem de melhor. O Comida di Buteco leva as pessoas ao lugar mais genuíno onde podemos vivenciar essa cozinha: o boteco. Nele, a cozinha de raiz encontra seu segundo habitat, depois da casa de nossas avós. Coincidentemente, há mais ou menos uns seis anos, a gastronomia ao redor do mundo vem enaltecendo a culinária de raiz, e garantindo lugar de nobreza aos ingredientes, pratos e petiscos mais típicos e que representam a identidade dos lugares.”
O surgimento do Comida di Buteco, em 2000 contribuiu e vem contribuindo para que os donos de boteco entendam o valor da culinária que praticam em seus estabelecimentos simples e cheios de alma.
Sobre os ingredientes de 2013 Eduardo afirma: “Para 2013 fui no óbvio, mandioca e linguiça, não menos importantes e atraentes por serem comuns. Conhecida também como macaxeira ou aipim, a mandioca é um produto 100% nacional. Nas minhas andanças pelo país, de norte a sul,eu comi mandioca de alguma forma. É um produto do sudoeste da Amazônia e na era pré colombiana ele já tinha sido levado por índios para a América Central e outros lugares da América do Sul. Pós Colombo ela ganhou o mundo levada pelos espanhóis e pelos portugueses. Mas é fato que ela nasceu aqui e é consumida de diversas formas em qualquer lugar do Brasil, até mesmo na cachaça TIQUIRA, típica do Maranhão, feita de mandioca. Não se pode falar de cozinha de raiz no Brasil sem que a mandioca seja citada, a mandioca é uma unanimidade nacional! Por isso quisemos homenageá-la nessa edição.”, explica Eduardo.
Já a escolha da lingüiça se deu, por se tratar de um produto com raízes históricas muito antigas e que figura nas nossas mesas, em praticamente todas as regiões do país.” Entendo que o brasileiro tem uma paixão especial pela carne e a lingüiça seria uma boa “escolta” à mandioca como convidada dessa edição.”, reforça o gastrônomo.
A lingüiça pode ter surgido pela necessidade de preservação de alimentos, e existem diferentes versões históricas acerca de sua origem: uma delas defende que ela existe há 500 a.c., tendo sido inventada pelos Gregos. Algumas fontes datam seu surgimento há mais de 4.000 anos; mas os registros mais exatos, remontam a 2 mil anos, depois que os romanos começaram a espalhar o cardápio deles pela região onde hoje está a Europa.
A lingüiça que se come no Brasil tem uns oito séculos e foi criada em Portugal. Nessa edição os botecos poderão utilizar qualquer tipo do produto, caso optem por esse ingrediente.
Vale Lembrar que, para criar o petisco participante do concurso, o dono do boteco pode eleger apenas um deles ou, se preferir, pode ousar na dupla.
A novidade de fazer dois ingredientes convidados, um pré-requisito para todas as cidades onde é realizado o Comida di Buteco, dará o grande tom de desafio nacional, além da simultaneidade de realização que institui o período de abril/maio como a temporada oficial do Comida di Buteco.
Denise Morais - RepórterMais informações com Camila Logrado - Darana Comunicação
1 comentários :
AMO ESSE CALDINHO DE VIAGRA
É UM ESPETACULO DE SABOR.
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