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sábado, 27 de abril de 2013

Denúncia: Órgão público não é casa própria


Órgão público não é casa própria. O assunto merece discussão porque não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece. Outras pessoas já passaram por constrangimentos similares.

Serviço Público:
Todos nós, soteropolitanos, sabemos que o nosso atendimento em bares e restaurantes é de péssima qualidade, mas quando se trata de um órgão público, cujo atendimento deveria ser exemplar, isso é uma lástima!! E pior quando se trata de um órgão público de cultura, onde deveria reinar a sensibilidade! 

No extremo oposto do espetáculo que eu iria assistir hoje na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, um indivíduo, sem competência alguma para exercer a função de porteiro, foi absolutamente desrespeitoso e indelicado com a minha mãe, uma idosa de 78 anos. 

Estávamos, eu e minha mãe, na porta de entrada do estacionamento (totalmente vazio) quando pedi ao “sujeito”, que se dizia chamar Adelso Alves, para levar de carro a minha mãe até a porta do teatro, pois para chegar até lá temos que descer uma ladeira enorme e sinuosa. Ele então, soberbamente, disse que era proibido entrar porque ele tinha “ordens” para não deixar ninguém passar pelo portão e ladrou em tom irônico para mim e para minha mãe: “idoso não é aleijado”. Na hora respirei profundamente para não expor minha mãe, fiz vista grossa a essa criatura paleolítica e insisti para levá-la. Depois de muita insistência, porque eu desejava muito assistir ao espetáculo de dança sobre a poesia de Manoel de Barros, sim, o espetáculo era sobre poesia (Sim! De poesia!), ele “permitiu” que eu descesse com o carro e a levasse para depois retornar e estacionar do lado de fora do teatro. Voltei. Quando cheguei não encontrei nenhuma vaga próxima ao teatro e com a indignação saindo pelos poros, peguei minha mãe já dentro do foyer e fizemos outra programação. 

Sinceramente, espero que essa situação não se torne a repetir. Se esse desrespeito abusivo acontecer novamente, o Teatro Castro Alves, um órgão público que eu tanto prezo e respeito, vai perder para mim completamente a sua credibilidade e confiança. Francamente a gestão da diretora artística Rose Lima, sensível e delicada, não combina com essa bestialidade.
Cristina Leifer


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