Maior produtora de pães do Nordeste, com produção diária de 40 toneladas/dia, a indústria Limiar investiu R$ 25 milhões em nova planta industrial, totalmente automatizada, na Rodovia BA-526 (CIA-Aeroporto). A unidade funciona desde janeiro, emprega 350 pessoas e gera cerca de mil empregos indiretos. “Já estamos planejando a ampliação. Iremos investir mais R$ 15 milhões para atingirmos 500 toneladas/dia, em cinco anos”, projeta o diretor da Limiar, João Ramos, que administra a empresa ao lado do irmão, Antônio, há 29 anos.
Em visita à fábrica, nesta semana, o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, disse que o setor de alimentos e bebidas tem merecido uma atenção especial do Governo do Estado. “Em Feira, participamos da inauguração da Pepsico. Na semana passada, inauguramos a fábrica de refrigerantes da Indústria São Miguel, em Alagoinhas. Agora, esta belíssima fábrica da Limiar, em Salvador”, enumerou Correia.
A nova e moderna unidade fabril da Limiar produz cerca de 200 diferentes tipos de alimentos e tem capacidade instalada para fabricar 100 toneladas/dia. “Vendemos nossos produtos para Bahia, Sergipe e Pernambuco. Com a ampliação, vamos expandir nossas vendas para toda a região”, afirma João Ramos.
Os pães congelados são o carro-chefe da empresa e ocupam mais de 60% da produção diária. Os pães saem congelados e são assados nas lojas, em equipamentos da marca colocados em regime de comodato nos pontos de venda.
O secretário disse que a empresa recebe benefícios do programa estadual de desenvolvimento, o Desenvolve, cujos recursos foram utilizados para ampliar os serviços e gerar mais empregos na Bahia. “O Governo da Bahia ajudou na concessão dos benefícios fiscais e também fez gestões junto à Coelba para resolver os obstáculos quanto ao fornecimento de energia”, explica.
Sisal pode ter preço mínimo elevado pelo governo federal
Em reunião na sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília, o secretário estadual da Agricultura (Seagri), Eduardo Salles, encaminhou solicitação dos produtores reivindicando o aumento do preço mínimo do sisal, que hoje é de R$ 1,24, a subvenção econômica direta para a cultura, como já acontece com a cana, registro da mucilagem para venda como ração animal e realização de leilões nas modalidades Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).
Salles se reuniu no início da semana com o secretário executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), José Gerardo Fontelles, e com o diretor de Política Agrícola da Conab, Silvio Porto, para solicitar, após relatar a situação da cultura terrivelmente atingida pela seca, ações emergenciais e de médio e longo prazos para a recuperação da cadeia do sisal, que envolve em sua maioria agricultores familiares. De acordo com o secretário, “a previsão é de que a safra deste ano tenha perda de até 70%, o que trará impactos econômicos e sociais calamitosos”.
O diretor de Política Agrícola da Conab manifestou-se favorável ao aumento do valor do preço mínimo do sisal e disse que está finalizando estudos com o Ministério da Fazenda neste sentido. Com relação à subvenção econômica direta para o sisal, Sílvio Porto reconheceu a importância da medida para a cultura estruturante do semiárido, e explicou que depende de uma Medida Provisória.
O presidente da Associação dos Produtores de Sisal, Misael Ferreira, reivindicou ao diretor de Política Agrícola da Conab o estabelecimento de valor diferenciado para o sisal de melhor qualidade. Com relação aos leilões PEP e Pepro, Silvio Porto disse que a planilha de preço será atualizada e que esses instrumentos de comercialização serão colocados em operação.
Foto: Carol Garcia

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