Capoeiristas baianos aprendem como difundir e preservar a capoeira por meio das mídias eletrônicas
A difusão e preservação da capoeira através das mídias eletrônicas foi um dos temas abordados durante o Encontro Capoeira Viva, realizado na quarta-feira (28), das 13h30 às 22h, no Forte da Capoeira, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo. Durante o evento, capoeiristas da Bahia tiveram aulas de como manusear ferramentas de comunicação da internet e de que forma esse aprendizado pode ajudar na divulgação do esporte.
O projeto é uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) e tem o apoio das secretarias estaduais do Turismo (Setur) e da Cultura (Secult), por meio do Escritório Internacional de Capoeira e Turismo e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), além da Fundação Gregório de Matos (FGM).
Profissionais tiveram aulas de como criar um blog, criar um canal, e inserir vídeos no YouTube, além de aprender a criar fan pages nas redes sociais. Também discutiram sobre a evolução da linguagem e os avanços e retrocessos que acompanham a era digital. Os participantes puderam esclarecer dúvidas em torno dos benefícios alcançados em cada mídia social e a propagação do conteúdo através das ferramentas de comunicação.
Máximo Pereira, mestre de 55 anos, ressaltou a importância desse tema. "Acho de fundamental importância inserir a capoeira nas mídias eletrônicas, e vamos unir o útil ao agradável", disse Máximo, afirmando que as ferramentas de comunicação valorizam o esporte. "Desta forma, iremos melhorar a capoeira; quanto mais valores forem agregados a ela, melhor será para difundi-la em um mercado tão competitivo como o nosso", concluiu o profissional, com mais de 40 anos dedicados ao esporte, que já foi proibido no Brasil.
Para o professor da oficina, Flávius Régis, a inserção da capoeira nas mídias eletrônicas trará benefícios à disseminação do esporte. "É preciso saber como utilizar as ferramentas em favor da propagação e preservação da cultura e história por meio das redes sociais". O evento contou ainda com oficinas de customização de instrumentos musicais, além da exibição de vídeos.
A coordenadora do Escritório Internacional de Capoeira e Turismo da Setur, Tâmara Azevedo, explicou que, além da iniciativa agradar aos capoeiristas, contribui para a valorização do esporte. "É um grande desafio, mas a capoeira tem condição de assumir. Essa ação fortalece a Bahia como a Meca da capoeira no mundo, atrai novos adeptos e garante a fidelidade de informações", disse Tâmara.


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