Cerca de 15 % da população brasileira em idade fértil é afetada pela infertilidade conjugal, caracterizada pela ausência de gravidez em um casal com vida sexual ativa e que não usa medidas anticonceptivas por um período de dois ou mais anos. O uso de drogas, mesmo que esporádico, é um dos fatores que podem causar a infertilidade. Não apenas as drogas consideradas "pesadas", como a cocaína, a heroína e o ecstasy, mas também a maconha, o tabaco, o álcool, os anabolizantes (muito utilizado por jovens que frequentam academias) e até mesmo o uso de medicamentos prescritos (anti-depressivos, anti-inflamatórios e remédios para pressão alta) podem afetar a capacidade de reprodução de mulheres e homens, quer seja alterando a produção de um hormônio chamado Prolactina ou mesmo dificultando a ovulação.
“Os medicamentos podem não apenas diminuir a libido, como também causar problemas de ereção, afetar o ciclo menstrual, tornando-o irregular, e reduzir a quantidade de espermatozoides, comprometendo a fertilidade”, afirma o ginecologista e especialista em Reprodução Humana, Joaquim Lopes, diretor do Cenafert – Centro de Medicina Reprodutiva( http://www.cenafert.com.br ), em Ondina.
Já o consumo regular de álcool pode gerar alterações hormonais, afetando a produção e a qualidade do esperma e a ovolução. Nas mulheres, o álcool pode causar também anovulação e amenorréia. O cigarro também afeta a quantidade e a qualidade do esperma, reduzindo a capacidade reprodutiva do homem. Já no caso de fumantes do sexo feminino, é comprovado que elas costumam ter mais problemas de abortos espontâneos. “Os riscos do cigarro durante a gravidez são bem conhecidos da sociedade, mas pouca coisa é falada sobre os males que o fumo pode causar na fertilidade, impedindo a concepção", adverte o especialista.
O uso de anabolizantes, cocaína, heroína e ecstasy também podem causar infertilidade.

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